terça-feira, 27 de abril de 2010
Serra defende criação do Ministério da Segurança
São Paulo (AE) - Em entrevista ao programa “Brasil Urgente”,
apresentado por José Luiz Datena, o pré-candidato do PSDB à Presidência
da República, José Serra, assegurou que, se for eleito, irá criar o
Ministério da Segurança Pública. O tucano cobrou do governo federal um
envolvimento maior na área de segurança pública, com destaque ao
combate ao crime organizado. “Drogas e armas são a base do crime
organizado”, justificou.
O tucano citou casos de notoriedade pública, como o de Guilherme de Pádua, assassino de Daniela Perez, em 1992, e de Champinha, que matou Liana Friedenbach em 2003. “Aquele rapaz que matou a filha da Glória Perez, eu fico revoltado. O problema no Brasil é impunidade”, afirmou. “Nós impedimos que o Champinha fosse solto”, disse, citando que o adolescente seria solto depois de cumprir pena na Fundação Casa (antiga Febem) e completar maioridade, mas acabou sendo internado por tempo indeterminado na clínica psiquiátrica do Hospital de Tratamento e Custódia, por interferência do Estado.De acordo com Serra, é falso o dilema entre construir escolas e prisões. “É um dilema falso, tem de fazer as duas”, afirmou. “O governo federal tem de entrar como coordenador na questão da segurança. Tem de entrar a todo vapor nisso, a situação no Brasil é gravíssima.”
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República evitou, durante a entrevista a Datena, entrar no debate sobre a falta de experiência pública de sua principal adversária na corrida eleitoral, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao programa “Brasil Urgente”, apresentado por José Luiz Datena, o tucano disse que nunca acusou Dilma de não ter experiência nem irá julgar se tem mais experiência que a ex-ministra durante a campanha política. “Eu não bati nessa tecla. Não sou eu que vou julgar se tenho mais experiência que ela”, afirmou.
Serra também evitou entrar em confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enfatizou que vai disputar o cargo com Dilma e com a senadora Marina Silva (PV). O ex-governador de SP destacou que o debate entre as propostas dos presidenciáveis será feito com base no presente e no futuro, e não no passado. “A disputa nessa eleição não é com o Lula, é com a Dilma”, disse ele, destacando que tem uma relação muito boa com o presidente, dono dos maiores níveis de popularidade no País. “Lula não é candidato, nem FHC”, declarou. “O Brasil deve se preparar para decidir entre as pessoas que aqui estão, que são a Marina, a Dilma e eu”.
fonte:TN
danilo verpa / folha press
José Luiz Datena entrevista José Serra, que evita confronto direto com o presidente Lula
De
acordo com o tucano, o Ministério da Justiça “não foi feito
diretamente” para combater o crime. Segundo Serra, a luta contra o
crime deve ser da responsabilidade de um novo ministério. “Repressão e
enfrentamento do crime têm de ser feitos por um ministério
especializado”, defendeu, ressaltando que o governo federal necessita
de um órgão que “reorganize todo o sistema de segurança do País”. Serra
disse ainda que “bandido tem de ser enfrentado com dureza”. “Você tem
de engaiolar”, afirmou
José Luiz Datena entrevista José Serra, que evita confronto direto com o presidente LulaO tucano citou casos de notoriedade pública, como o de Guilherme de Pádua, assassino de Daniela Perez, em 1992, e de Champinha, que matou Liana Friedenbach em 2003. “Aquele rapaz que matou a filha da Glória Perez, eu fico revoltado. O problema no Brasil é impunidade”, afirmou. “Nós impedimos que o Champinha fosse solto”, disse, citando que o adolescente seria solto depois de cumprir pena na Fundação Casa (antiga Febem) e completar maioridade, mas acabou sendo internado por tempo indeterminado na clínica psiquiátrica do Hospital de Tratamento e Custódia, por interferência do Estado.De acordo com Serra, é falso o dilema entre construir escolas e prisões. “É um dilema falso, tem de fazer as duas”, afirmou. “O governo federal tem de entrar como coordenador na questão da segurança. Tem de entrar a todo vapor nisso, a situação no Brasil é gravíssima.”
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República evitou, durante a entrevista a Datena, entrar no debate sobre a falta de experiência pública de sua principal adversária na corrida eleitoral, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao programa “Brasil Urgente”, apresentado por José Luiz Datena, o tucano disse que nunca acusou Dilma de não ter experiência nem irá julgar se tem mais experiência que a ex-ministra durante a campanha política. “Eu não bati nessa tecla. Não sou eu que vou julgar se tenho mais experiência que ela”, afirmou.
Serra também evitou entrar em confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enfatizou que vai disputar o cargo com Dilma e com a senadora Marina Silva (PV). O ex-governador de SP destacou que o debate entre as propostas dos presidenciáveis será feito com base no presente e no futuro, e não no passado. “A disputa nessa eleição não é com o Lula, é com a Dilma”, disse ele, destacando que tem uma relação muito boa com o presidente, dono dos maiores níveis de popularidade no País. “Lula não é candidato, nem FHC”, declarou. “O Brasil deve se preparar para decidir entre as pessoas que aqui estão, que são a Marina, a Dilma e eu”.
fonte:TN
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