quinta-feira, 28 de abril de 2011
Secretaria quer extinguir 346 escolas
U m total de 346 escolas da rede estadual, a maioria na zona rural de
municípios do Rio Grande do Norte, correm o risco de serem extintas pela
Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), porque, na maioria
dos casos, estariam sem funcionar há vários anos. A informação é da
subcoordenadora de Inspeção Escolar da SEEC, Maria Auxiliadora Albano.
Desse total, 76 já estão com processo de extinção em tramitação e 270
ainda esperam o início desse procedimento. A governadora Rosalba
Ciarlini fechou definitivamente ontem, através de decreto publicado no
Diário Oficial do Estado (DOE), sete dessas unidades de ensino - uma na
capital e seis no interior.
De
acordo com o decreto da governadora, os professores, servidores e
alunos das escolas serão remanejados para outras instituições mais
próximas. A justificativa para a extinção da maior parte delas é a falta
de alunos e, em um dos casos, está relacionada ao fato de funcionar em
um prédio alugado, apesar de estar muito próxima a outras escolas da
rede estadual. As unidades de ensino que deixaram de existir foram a
Escola Estadual Professor Bartolomeu Fagundes (Natal), José Maria do
Nascimento (Bodó), Francisco Pereira (Frutuoso Gomes), Jacu (Martins),
Alto do Bonfim (Rafael Godeiro), Professora Dina Nunes de Brito
(Umarizal), e a Escola Isolada Serrinha do Major (Antonio Martins).
Segundo Maria Auxiliadora Albano, as sete escolas tiveram suas atividades encerradas definitivamente por falta de alunos. A única que ainda tinha estudantes matriculados era a Bartolomeu Fagundes, na avenida Alexandrino de Alencar, que matriculou apenas 170 alunos ano passado. "Devido ao baixo número de alunos e ao fato da escola estar situada em prédio alugado à Maçonaria, pagando cerca de R$ 5.200 mil por mês, optamos pela extinção, porque nas proximidades existem duas outras escolas da rede estadual", explica Auxiliadora. Já no município de Antônio Martins, a medida foi tomada após ser decretada a aposentadoria da professora, em cujaresidência funcionava o estabelecimento de ensino.
Com relação às 346 escolas que podem ser extintas, ela alega que essa é uma medida necessária, porque estão sem funcionar há muito anos, repercutindo negativamente no Censo Escolar e obrigando seus antigos gestores a anualmente prestarem esclarecimentos à Receita Federal sobre a unidade executora que mantém o caixa escolar.
"O problema é que as escolas fecham e os ex-diretores continuam tendo que fazer declaração na Receita Federal, porque ainda não foi publicado nenhum ato de extinção do estabelecimento", disse Auxiiadora. A subcoordenadora informou que a maior parte dessas escolas estava sem funcionar há muitos anos e algumas só tinham uma sala de aula, que ficava na casa da professora ou diretora. Ela citou a Escola Rosário, no município de João Dias, que está fechada desde 2008, e a Escola Palmeira, no município de Patu, que desde 2002 não funciona.
Do DN Oline
![]() Colégio Bartolomeu Fagundes, em Natal, foi um dos fechados pela medida. Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press. |
Segundo Maria Auxiliadora Albano, as sete escolas tiveram suas atividades encerradas definitivamente por falta de alunos. A única que ainda tinha estudantes matriculados era a Bartolomeu Fagundes, na avenida Alexandrino de Alencar, que matriculou apenas 170 alunos ano passado. "Devido ao baixo número de alunos e ao fato da escola estar situada em prédio alugado à Maçonaria, pagando cerca de R$ 5.200 mil por mês, optamos pela extinção, porque nas proximidades existem duas outras escolas da rede estadual", explica Auxiliadora. Já no município de Antônio Martins, a medida foi tomada após ser decretada a aposentadoria da professora, em cujaresidência funcionava o estabelecimento de ensino.
Com relação às 346 escolas que podem ser extintas, ela alega que essa é uma medida necessária, porque estão sem funcionar há muito anos, repercutindo negativamente no Censo Escolar e obrigando seus antigos gestores a anualmente prestarem esclarecimentos à Receita Federal sobre a unidade executora que mantém o caixa escolar.
"O problema é que as escolas fecham e os ex-diretores continuam tendo que fazer declaração na Receita Federal, porque ainda não foi publicado nenhum ato de extinção do estabelecimento", disse Auxiiadora. A subcoordenadora informou que a maior parte dessas escolas estava sem funcionar há muitos anos e algumas só tinham uma sala de aula, que ficava na casa da professora ou diretora. Ela citou a Escola Rosário, no município de João Dias, que está fechada desde 2008, e a Escola Palmeira, no município de Patu, que desde 2002 não funciona.
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