Brasília (AE) - A avaliação positiva do governo Lula caiu de 69,8% em maio para 65,4% em setembro, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. A avaliação negativa cresceu de 5,8% para 7,2%. A avaliação regular subiu de 23,9% para 26,6%. Segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, a queda na opinião favorável ao governo ocorre principalmente entre pessoas das regiões Sul e Sudeste. Já a aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou de 81,5% em maio para 76,8% em setembro e a desaprovação subiu de 15,7% para 18,7%. “Vale notar que a avaliação sobre o presidente, apesar da queda, ainda se encontra em patamar significativamente alto”, disse Guedes.
O diretor do Sensus associou a queda nas avaliações positivas do governo e do presidente Lula a três fatores: gripe suína, o episódio envolvendo a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff e a crise no Senado, envolvendo o senador José Sarney, embora este último tema não esteja contemplado na pesquisa. Segundo ele, há uma postura do presidente Lula de chamar crises institucionais para si, o que, segundo Guedes, prejudica a popularidade. “Há uma postura menos política de Lula”, afirmou. Para Guedes, o principal fator responsável pela queda na avaliação positiva foi a gripe suína.
A pesquisa mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um potencial de transferência de votos de 20,8%, que é o total de entrevistados que dizem que só votariam no candidato indicado por ele. Em maio, esse indicador estava em 21,5%. O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, disse que apesar da ligeira queda, o porcentual de transferência é “muito alto”, já que tradicionalmente esse índice é de 5%.
Na pesquisa espontânea para a eleição presidencial de 2010, em que os eleitores, sem a apresentação de uma lista, dizem em quem vão votar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece disparado em primeiro lugar, com 21,2% das intenções. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vem na sequência com 7,7%, seguido da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com 4,8%. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), é o quarto mais lembrado, com 3,1%, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) surge em quinto lugar, junto com o ex-governador e ex-candidato à presidência em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos têm 1% das indicações. Heloísa Helena (PSOL) e Marina Silva (PV) aparecem depois, com 0,9% cada uma.
Com relação ao nível de rejeição dos prováveis candidatos em 2010, o tucano Aécio Neves é o que tem o menor índice, de acordo com a pesquisa. Do total de entrevistados, 26,3% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. O deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), por sua vez, é o que desperta maior rejeição: 45,8% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. O tucano José Serra tem 29,1% de rejeição; Dilma Rousseff, 37,6%; Marina Silva, 39%; Ciro Gomes, 39,9% e Heloísa Helena, 43%. Segundo Guedes, índices superiores a 40% de rejeição significam candidatos sem chances de vitória na sucessão.
Entre os candidatos, Marina Silva é a menos conhecida. De acordo com a pesquisa, 33,3% disseram não conhecê-la. Aécio é o segundo menos conhecido: 30,2%. Serra é o mais conhecido, com 5,2% dizendo não saber de quem se trata. Dos entrevistados, 17,1% disseram não saber quem é Dilma Rousseff; 16,6% não conhecem Heloísa Helena e 13,2% não sabem quem é Ciro Gomes.
Já o índice de avaliação do cidadão, que pondera percepções sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública nos últimos seis meses, melhorou, passando de 45,84 pontos em maio para 47,79 em setembro.
fonte: Tribuna do Norte
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