De acordo com órgãos fiscalizadores da Segurança Pública estadual, em
torno de 95% dos homicídios não são desvendados, por falta de provas
técnicas. Um levantamento recente feito pelo Conselho Estadual de
Direitos Humanos comprovou que dos 444 homicídios ocorridos em Natal ao
longo de 2012, somente 22 deles foram elucidados, um percentual de 4,95%
do total.
Somente nos primeiros quatro meses deste ano, 471
pessoas assassinadas no Rio Grande do Norte, sem que evoluísse
possitivamente o índice de elucidação dos casos. Além da vertiginosa
escalada da violência, o primeiro Diagnóstico da Perícia Criminal no
Brasil, elaborado ao longo de 2012 e publicado em fevereiro deste ano
pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), posiciona o
instituto técnico de perícia potiguar entre os de pior estrutura humana e
material dentre todos os avaliados em todo o país.
No texto da
apresentação do Diagnóstico, assinado pela titular da Senasp, Regina
Miki, a perícia é apontada como um “fator fundamental para realização de
investigações inteligentes e profissionais, que resultem na
identificação do criminoso e na produção de provas que possibilitem sua
condenação”. Para isto, porém, Regina Miki defende o “reconhecimento da
importância do investimento” na perícia.
No Estado potiguar,
porém, os dados refletem uma realidade divergente. Aqui, a média é de
1,51 peritos por habitante, segundo dados do relatório da Senasp. Com
duas Unidades de Criminalística, sendo uma em Natal e outra em Mossoró,
os 48 peritos criminais que atuam no Instituto Técnico e Científico de
Polícia (Itep/RN), se dividem entre as respectivas.

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