Ambulâncias paradas no portão de entrada, pacientes em macas
espalhadas pelos corredores. Este é o cenário que voltou a pertencer ao
Hospital Regional Monsenhor Walfredo Gurgel desde a suspensão das
cirurgias eletivas no município, no último dia 6. Com a paralisação dos
serviços prestados pelas cooperativas médicas, o hospital não tem para
onde encaminhar os atendimentos de média complexidade. Todos os leitos
do hospital estão ocupados. Até ontem, 32 pacientes ocupavam os
corredores a espera de uma vaga.
A superlotação também culminou em outro problema: a retenção de ambulâncias do Samu Natal e Metropolitano. Ontem de manhã, seis veículos do município – de um total de nove – estavam estacionados em frente ao hospital. Totalmente equipadas – excetuando-se as macas, que ficam com os pacientes. Uma ambulância do Samu Metropolitano e pelo mês três de outros municípios – uma de Lagoa de Pedra e duas de Serra de São Bento – também ficaram no hospital.
A superlotação também culminou em outro problema: a retenção de ambulâncias do Samu Natal e Metropolitano. Ontem de manhã, seis veículos do município – de um total de nove – estavam estacionados em frente ao hospital. Totalmente equipadas – excetuando-se as macas, que ficam com os pacientes. Uma ambulância do Samu Metropolitano e pelo mês três de outros municípios – uma de Lagoa de Pedra e duas de Serra de São Bento – também ficaram no hospital.
Segundo a direção do Walfredo Gurgel, os 280 leitos comuns e 25 da
Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) estão ocupados. As 80 macas
disponíveis no hospital também – quando não nos corredores, ocupando
locais inadequados. No balanço administrativo, as duas salas de cirurgia
geral estavam ocupadas por pacientes em pós-operatório; o centro
cirúrgico acolhia outros nove; o centro de recuperação operatório
acolhia 18 macas; 26 pacientes ocupavam o corredor da clínica médica; 6
o da ortopedia; 12 estavam acomodados no “Polinho” e 4 dependentes de
ventilação mecânica ocupavam o politrauma.
“Há duas semanas estávamos com todos os corredores limpos”, lamenta Fátima Pinheiro, diretora do Walfredo Gurgel. “Eu tenho 80 macas, todas estão ocupadas. Antes a Samu chegava, deixava o paciente e ia embora. Ontem (segunda) eu tinha paciente internado em cadeira de rodas”, conta.
Segundo a diretora, a demanda no hospital vêm em curva ascendente desde a metade de julho, quando os hospitais de cirurgia eletivo começaram a reduzir os atendimentos. Somente no final de semana, 458 pacientes deram entrada no hospital.
Morador de Touros, Francisco Acioli da Silva, 46 anos, deu entrada no Walfredo no dia 4 de agosto. Há oito dias aguarda, no corredor da clínica médica, a transferência para um hospital de cirurgias eletivas. A perna quebrou no seu segundo acidente de moto. O medo de Francisco era perder a perna pela falta de tratamento. “Só enfaixaram a minha perna. A gente fica aqui, largado que nem um cachorro”, reclamou.
A única certeza da aposentada Olívia Maria da Conceição, 93 anos, era a de perder a perna. Ela só não sabia quando. Internada no Walfredo desde sábado, a perna lhe seria amputada por causa de uma úlcera. A idosa, porém, estava há dois dias aguardando um leito no centro cirúrgico. “Só nos mandam aguardar, e há dois dias ela está sem comer”, reclama a filha da aposentada, Maria de Lourdes.
“Há duas semanas estávamos com todos os corredores limpos”, lamenta Fátima Pinheiro, diretora do Walfredo Gurgel. “Eu tenho 80 macas, todas estão ocupadas. Antes a Samu chegava, deixava o paciente e ia embora. Ontem (segunda) eu tinha paciente internado em cadeira de rodas”, conta.
Segundo a diretora, a demanda no hospital vêm em curva ascendente desde a metade de julho, quando os hospitais de cirurgia eletivo começaram a reduzir os atendimentos. Somente no final de semana, 458 pacientes deram entrada no hospital.
Morador de Touros, Francisco Acioli da Silva, 46 anos, deu entrada no Walfredo no dia 4 de agosto. Há oito dias aguarda, no corredor da clínica médica, a transferência para um hospital de cirurgias eletivas. A perna quebrou no seu segundo acidente de moto. O medo de Francisco era perder a perna pela falta de tratamento. “Só enfaixaram a minha perna. A gente fica aqui, largado que nem um cachorro”, reclamou.
A única certeza da aposentada Olívia Maria da Conceição, 93 anos, era a de perder a perna. Ela só não sabia quando. Internada no Walfredo desde sábado, a perna lhe seria amputada por causa de uma úlcera. A idosa, porém, estava há dois dias aguardando um leito no centro cirúrgico. “Só nos mandam aguardar, e há dois dias ela está sem comer”, reclama a filha da aposentada, Maria de Lourdes.
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