Por Agência Brasil
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, Ivan Miziara,
informou nessa quinta-feira (14) que não há prazo para encerramento dos trabalhos de
identificação das vítimas do acidente de avião que matou, em plena
campanha presidencial, o candidato do PSB, Eduardo Campos, ex-governador
de Pernambuco, e mais seis pessoas. Até agora, não foi possível o
reconhecimento de nenhum dos restos mortais.
Miziara explicou que a identificação das vítimas está sendo um
trabalho muito complexo porque os corpos estão bastante fragmentados e o
processo deve seguir protocolo internacional. De acordo com ele, 50
pessoas entre legistas, peritos e técnicos, com acompanhamento da
Polícia Federal, participam do trabalho, iniciado ontem à noite. Até
agora, somente foi colhido material genético de parentes do piloto
Marcos Martins e do cinegrafista Pedro Almeida Valadares.
O deputado federal Beto Albuquerque, líder da bancada do PSB na
Câmara dos Deputados, que esteve pela manhã no IML, disse que recebeu
informação de que o prazo mais otimista para conclusão dos trabalhos é
sábado. O ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo,
Alexandre Padilha, também esteve no local. Os dois políticos informaram
que há decisão para os corpos serem liberados somente quando todos
estiverem identificados.
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