A descoberta de metano em meteoritos marcianos levanta mais uma vez a
possibilidade de vida no planeta vermelho. A novidade foi divulgada
nesta semana na página de notícias da Universidade de Yale, nos Estados
Unidos, e reforça a descoberta feita pelo robô Curiosity, da Agência
Espacial Americana (Nasa), que, em dezembro do ano passado, detectou
metano na atmosfera de Marte.
A descoberta de um grupo internacional de cientistas levanta a
possibilidade de o metano ser usado como fonte de alimento por formas
rudimentares de vida que poderiam existir abaixo da superfície do
planeta. Na Terra, diversos tipos de micróbios sobrevivem dessa forma.
Os pesquisadores examinaram amostras de seis meteoritos de rocha
vulcânica originária de Marte e verificaram que os objetos contêm gases
na mesma proporção e com a mesma composição química identificada na
atmosfera marciana.
As seis amostras continham metano, medido com um espectômetro de massa,
aparelho capaz de determinar a massa e a estrutura química de moléculas.
As rochas foram esmagadas e o aparelho mediu os gases que foram
liberados nesse processo.
A equipe de cientistas também examinou dois meteoritos que não eram de Marte, e eles continham quantidades menores de metano.
Segundo um dos coautores da pesquisa, o professor de geofísica de Yale,
Sean McMahon, mesmo que fique comprovado que o metano marciano não
alimenta micróbios, a evidência pode ser sinal da presença de um
ambiente morno, úmido e quimicamente reativo onde há possibilidade de
sobrevivência.
Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil
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