Prefeitura da cidade de Paris decretou toque de recolher depois das explosões e tiroteios
Por Bruno Araújo
As fotógrafas Elisa Elsie e Mariana Vale estão em Paris, França,
para participar de uma mostra de fotografia. Na noite desta sexta-feira
(13), elas vivem um pouco do drama do ataque na capital francesa que
provocou, ao menos até aqui, a morte de mais 100 pessoas.
As duas estavam numa livraria quando os ataques começaram e foram
orientadas a permanecer no local até que a situação fosse controlada
pelas forças de segurança da França. Do local, Elsie utilizou um
aparelho celular para relatar a situação, pouco mais de uma hora atrás,
cerca de duas depois do início do ataque.
“Estamos há cerca de 3h numa livraria em Paris abrigados com outros
clientes que estavam no local no momento dos ataques. Aqui já passa da
1h e a noite está esfriando. Estamos bem e esperando a situação
acalmar”, escreveu.
A prefeitura da cidade de Paris decretou toque de recolher depois das
explosões e tiroteios em sete pontos da cidade. Pelo Twitter, foi
anunciado que a prefeitura, todos os equipamentos da cidade estarão
fechados: escolas, museus, bibliotecas, ginásios, mercados, clubes.
“Provavelmente teremos de dormir aqui, no próprio Predio da livraria
Shakespeare & Company. Muita polícia e ambulância pelas ruas”,
finalizou a curta postagem feita, em que recebia força de pessoas na
rede e tranquilizava familiares e amigos no Brasil.
Até agora, a polícia contabiliza mais de 100 mortos em sete ataques
na capital francesa, a maioria na casa de espetáculos Bataclan.
A embaixadora disse que se tratavam de
dois estudantes que vivem na França e eles foram identificados, mas ela
não poderia informar seus nomes enquanto as famílias não fossem
comunicadas. A diplomata relatou clima de tensão. Havia ao menos três
estações de metrô fechadas e policiais e agentes de segurança por toda a
cidade.
Segundo a embaixada há dois Brasileiros
Dois brasileiros estão entre os feridos
nos ataques da noite desta sexta-feira (13), em Paris, confirmou a
embaixadora brasileira Maria Edileuza Fontenele Reis em entrevista ao
jornal O Estado de S. Paulo. Eles estão sendo submetidos a cirurgias e o
estado de saúde deles não estava claro.
Itamaraty(Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)
Maria Edileuza disse ter sido
surpreendida pelo barulho das sirenes de ambulâncias e viatura da
polícia, mas estava em casa quando tudo ocorreu. A diplomata destacou o
fato de o país estar se preparando para receber a conferência mundial do
clima e mais de 100 chefes de Estado e de governo em alguns dias. “A
situação me parece muito grave.”
A embaixadora, que está há um ano em
Paris, não estava na França durante os ataques ao semanário satírico
Charlie Hebdo em janeiro. Mas quando retornou de uma viagem ao Brasil,
notou que tudo havia mudado, com policiais armados vistos em todos os
lugares. “Agora, vai ficar pior.”
Itamaraty(Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)


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