De janeiro até o início de novembro deste ano foram registrados 20 casos de explosões a caixas eletrônicos
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De acordo com dados da Polícia Militar, essas facções criminosas
colaboram através do financiamento e oferecendo armas e dinheiro para a
ação dos bandidos.
Segundo o major Correia Lima, os grupos que atuam nesse tipo de crise
são formados por integrantes de estados como RN, Paraíba e Pernambuco.
”Essas quadrilhas agem de forma articulada e coordenada”, explicou.
De janeiro até o início de novembro deste ano foram registrados 20
casos de explosões a caixas eletrônicos, número superior ao mesmo
período do ano passado, quando foram registrados 18 casos.
A partir destes números, o secretário George Soares (PR) apresentou
durante a audiência, o projeto de Lei que trata da vigilância ostensiva
nas instituições bancárias e financeiras.
De acordo com a proposta, as instituições terão que instalar
dispositivos de segurança nas agências, nos postos de serviço e nos
quiosques dos caixas eletrônicos instalados no Estado.
No entendimento do deputado George Soares, a presença de câmeras de
segurança não tem contribuído de maneira significativa para inibir
crimes, apesar de ainda serem importantes para desvendar os assaltos.
Para o parlamentar, “não há segurança sem a vigilância humana” e todas
as sugestões apresentadas serão analisadas para que possam ser
contempladas no projeto de lei.
Críticas
Descumprimento da lei
A falta de cumprimento da lei municipal que trata do assunto foi um
dos pontos criticados. Apesar de diversas denúncias ao Ministério
Público sobre o caso, ainda não houve uma atitude capaz de garantir a
presença dos vigilantes nas agências no período da noite.
Além disso, a falta de obrigatoriedade de portas giratórias também foi um fator sugerido para ser acrescentado ao projeto.
“Lógico que a presença de vigilantes não vai evitar todos os crimes,
mas vai inibir que boa parte deles ocorram. Mas é preciso que seja
obrigatória a presença de portas giratórias. Para um vigilante, qualquer
pessoa que entra em uma agência é um cidadão. Bandido não tem mais cara
de bandido”, explicou o representante da Polícia Federal na audiência,
Edvan Pedro de Melo.
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