“Apesar da boa vontade e da honestidade, a Polícia Militar não se
adequou na velocidade que a população e o governador esperavam no
combate à violência”, justificou Robinson, realçando que mais mudanças
podem ser determinadas a partir de resultados.
“Daqui para a frente, serei bem rigoroso no cumprimento de metas. E
quem não cumprir as metas será afastado de seu cargo. Se não tiver
eficiência, eu terei que mudar e mudarei até acertar”, apontou o líder
do Executivo, assinalado que a Segurança Pública é uma prioridade para a
sua gestão. “Eu tenho obrigação como governador do Estado de tentar
romper com essa onda de violência. Hoje o povo já não se conforma de
ouvir do governador ou da secretária que os números estão melhores que o
de anos passados. O que vale é a percepção de segurança”.
Sobre as fugas recentes dos presídios potiguares, o governador
afirmou que as motivações estão sendo apuradas, mas já determinou que, a
partir de amanhã, em nenhuma guarita de qualquer penitenciária falte
policial. “Se faltar será desobediência ao governador. Ao comandante em
chefe das forças armadas”.
UNIÃO
Durante o encontro que reuniu Polícia Militar, Polícia Civil e
agentes penitenciários, o governador convocou os representantes de cada
instituição para abrir o diálogo com a Assembleia Legislativa, Tribunal
de Justiça e Ministério Público. “Vamos todos participar, cada um dar a
sua contribuição. Vou sugerir reunião com a presença de todos os poderes
do nosso estado. Cada um dos comandantes e delegados presentes vai
encaminhar relatório com sugestões, por escrito, para melhorar sua área
de atuação”, assinalou.
A reunião realizada na Escola de Governo Dom Eugênio Sales buscou
discutir ações e ouvir dos agentes públicos os desafios de cada
categoria e sugestões para minimizar a sensação de insegurança da
população. “Eu não sou um governador de gabinete. Eu saio nas ruas para
ouvir o que a população tem a dizer e, ultimamente, a maioria absoluta
das reclamações que ouço são em relação à segurança pública. E isso me
incomoda muito como governador”, afirmou Robinson Faria, que ressaltou
algumas ações realizadas para a valorização do profissional da
segurança.
“Fiz a maior promoção da história da Polícia Militar. Na Polícia
Civil, a mesma coisa. Equipamentos não estão faltando. Diária
operacional não falta. Por que não estamos conseguindo o resultado
esperado?”, indagou o governador. Ao lado dele, estavam a secretaria de
Segurança, Kalina Leite, o adjunto Caio Bezerra, e o procurador geral do
Estado, Francisco Wilkie.
Numa conversa bem aberta, os policiais e agentes pediram a palavra.
Entre as questões apontadas, se repetiram em algumas falas a facilidade
com que os presos e menores apreendidos são soltos, em razão de brechas
judiciais. Além disso, a superlotação dos presídios e o déficit do
efetivo de policiais civis e militares, o que deve ser amenizado com
concurso público já autorizado pelo governo.
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