terça-feira, 29 de março de 2011
Fifa pede ao Brasil que acelere preparativos para Copa 2014
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, alertou o Brasil nesta segunda-feira, 28, que o país precisa acelerar os preparativos para sediar a Copa do Mundo de 2014, dizendo aos brasileiros que o torneio será "amanhã", e não "depois de amanhã".
"Gostaria de transmitir a meus colegas brasileiros, em relação à Copa de 2014, que ela será amanhã. Os brasileiros estão pensando que será depois de amanhã", disse ele a jornalistas.
"Estamos esperando ver um pouco de boa fé. As coisas não estão avançando rapidamente."
"Se comparamos a África do Sul (que sediou a Copa em 2010) e o Brasil três anos antes da Copa do Mundo, o Brasil ainda não avançou tanto quanto a África do Sul em seus preparativos."
"Se o Brasil continuar assim, não haverá partidas da Copa das Confederações no Rio de Janeiro ou em São Paulo."
A Copa das Confederações acontece um ano antes da Copa do Mundo no mesmo país que sedia o Mundial, sendo usada como ensaio final dos estádios principais.
Blatter acrescentou que, em função de divergências entre políticos brasileiros, ainda não está claro onde será realizado o sorteio das eliminatórias, previsto originalmente para acontecer no Rio de Janeiro em julho deste ano.
Em São Paulo, onde participou de um encontro com empresários, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, minimizou as declarações do presidente da Fifa e garantiu que a maior parte das obras está "a pleno vapor".
"Eu entendo a preocupação e a ansiedade da Fifa. Nós não temos que debater com a Fifa, temos que trabalhar para fazer com que esse cronograma se aproxime do seu cumprimento", disse o ministro a jornalistas na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
"Vou convidar o presidente da Fifa para vir ao Brasil conhecer detalhes da preparação do país. Tenho certeza que ele vai ficar muito seguro que o Brasil realizará um grande Mundial."
Segundo o ministro, dos 12 estádios que serão construídos para a Copa, 10 estão com obras em andamento. As únicas exceções são os estádios de Natal e São Paulo.
"A indefinição aqui em São Paulo criou alguma insegurança para a Fifa, mas o empenho do prefeito e do governador, do Corinthians e de algumas grandes empresas brasileiras nos dão segurança de que também em São Paulo nós teremos uma boa solução", avaliou.
De acordo com o ministro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, se reuniram com a presidente Dilma Rousseff no final de fevereiro e deram a ela garantias de que o estádio a ser construído pelo Corinthians no bairro de Itaquera, zona leste da capital paulista, ficará pronto a tempo.
Escândalo de corrupção
Blatter, que em junho disputará a presidência da Fifa com um candidato concorrente --Mohamed Bin Hamman, da Confederação Asiática de Futebol-- reafirmou que confia na capacidade do comitê ético da Fifa de combater a corrupção, mas também tem um plano novo.
"Vou apresentar algo muito especial ali (no Congresso da Fifa em junho), mas não vou revelar o teor agora --é para combater a corrupção, todas as fraudes e a discriminação", disse ele.
No ano passado a Fifa foi abalada por um escândalo de corrupção quando dois membros de seu comitê executivo foram expulsos por terem se oferecido a vender seus votos na disputa dos países que vão sediar as Copas de 2018 e 2022 a jornalistas que se fizeram passar por outras figuras.
O presidente rejeitou sugestões de que a Fifa deveria autorizar investigações externas sobre seus assuntos. "Seria como a Suíça pedir que a França, Alemanha ou Itália votassem em seu lugar na eleição do conselho federal", disse ele.
Blatter, que tem 75 anos e preside a Fifa desde 1998, rejeitou sugestões de que deveria dar lugar a um homem mais jovem.
"A idade não é questão do número de anos de vida, é uma questão de o que você é capaz de fazer", disse ele. "É o Congresso da Fifa que vai decidir se estou velho demais ou não", concluiu.
"Gostaria de transmitir a meus colegas brasileiros, em relação à Copa de 2014, que ela será amanhã. Os brasileiros estão pensando que será depois de amanhã", disse ele a jornalistas.
"Estamos esperando ver um pouco de boa fé. As coisas não estão avançando rapidamente."
"Se comparamos a África do Sul (que sediou a Copa em 2010) e o Brasil três anos antes da Copa do Mundo, o Brasil ainda não avançou tanto quanto a África do Sul em seus preparativos."
"Se o Brasil continuar assim, não haverá partidas da Copa das Confederações no Rio de Janeiro ou em São Paulo."
A Copa das Confederações acontece um ano antes da Copa do Mundo no mesmo país que sedia o Mundial, sendo usada como ensaio final dos estádios principais.
Blatter acrescentou que, em função de divergências entre políticos brasileiros, ainda não está claro onde será realizado o sorteio das eliminatórias, previsto originalmente para acontecer no Rio de Janeiro em julho deste ano.
Em São Paulo, onde participou de um encontro com empresários, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, minimizou as declarações do presidente da Fifa e garantiu que a maior parte das obras está "a pleno vapor".
"Eu entendo a preocupação e a ansiedade da Fifa. Nós não temos que debater com a Fifa, temos que trabalhar para fazer com que esse cronograma se aproxime do seu cumprimento", disse o ministro a jornalistas na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
"Vou convidar o presidente da Fifa para vir ao Brasil conhecer detalhes da preparação do país. Tenho certeza que ele vai ficar muito seguro que o Brasil realizará um grande Mundial."
Segundo o ministro, dos 12 estádios que serão construídos para a Copa, 10 estão com obras em andamento. As únicas exceções são os estádios de Natal e São Paulo.
"A indefinição aqui em São Paulo criou alguma insegurança para a Fifa, mas o empenho do prefeito e do governador, do Corinthians e de algumas grandes empresas brasileiras nos dão segurança de que também em São Paulo nós teremos uma boa solução", avaliou.
De acordo com o ministro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, se reuniram com a presidente Dilma Rousseff no final de fevereiro e deram a ela garantias de que o estádio a ser construído pelo Corinthians no bairro de Itaquera, zona leste da capital paulista, ficará pronto a tempo.
Escândalo de corrupção
Blatter, que em junho disputará a presidência da Fifa com um candidato concorrente --Mohamed Bin Hamman, da Confederação Asiática de Futebol-- reafirmou que confia na capacidade do comitê ético da Fifa de combater a corrupção, mas também tem um plano novo.
"Vou apresentar algo muito especial ali (no Congresso da Fifa em junho), mas não vou revelar o teor agora --é para combater a corrupção, todas as fraudes e a discriminação", disse ele.
No ano passado a Fifa foi abalada por um escândalo de corrupção quando dois membros de seu comitê executivo foram expulsos por terem se oferecido a vender seus votos na disputa dos países que vão sediar as Copas de 2018 e 2022 a jornalistas que se fizeram passar por outras figuras.
O presidente rejeitou sugestões de que a Fifa deveria autorizar investigações externas sobre seus assuntos. "Seria como a Suíça pedir que a França, Alemanha ou Itália votassem em seu lugar na eleição do conselho federal", disse ele.
Blatter, que tem 75 anos e preside a Fifa desde 1998, rejeitou sugestões de que deveria dar lugar a um homem mais jovem.
"A idade não é questão do número de anos de vida, é uma questão de o que você é capaz de fazer", disse ele. "É o Congresso da Fifa que vai decidir se estou velho demais ou não", concluiu.
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