
Foto: Reprodução
O desaparecimento de Joseli Suerda dos Santos, de 38 anos, completou
uma semana nesta quarta-feira 18 sem que a família tenha recebido
informações conclusivas sobre o paradeiro da auxiliar de serviços
gerais, que trabalhava no Centro Clínico de Parnamirim (CCPAR). Desde
então, parentes seguem em busca de respostas e cobram agilidade nas
investigações.
Joseli foi vista pela última vez na quarta-feira
passada, quando saiu de casa por volta das 7h30 para trabalhar. Segundo a
filha, Maria Willyane, de 20 anos, que concedeu entrevista ao AGORA RN,
mãe e filha mantiveram contato ao longo do dia. Por volta das 16h50,
Joseli avisou que estava encerrando o expediente e que pretendia voltar
para casa de moto, por meio de aplicativo, por causa da forte chuva.
“Ela
disse: ‘vou bater o ponto agora e acho que vou pedir um aplicativo’.
Quando deu cinco horas da tarde, mandei mensagem e já não chegava mais.
As ligações também não atendiam”, relatou Maria Willyane. A jovem contou
que, inicialmente, imaginou que o celular da mãe tivesse descarregado,
mas o atraso começou a preocupar. “Deu sete, oito, nove, dez horas e
nada dela. Aí eu já me desesperei”.
Ainda na mesma noite, a
família registrou boletim de ocorrência na delegacia de plantão. Na
manhã seguinte, Maria Willyane foi chamada para prestar esclarecimentos
na delegacia de Parnamirim, onde, segundo ela, as investigações
começaram imediatamente.
De acordo com informações repassadas à
família pela polícia, imagens de câmeras de segurança mostram Joseli
subindo em uma motocicleta em frente ao local de trabalho, mas não em
uma corrida solicitada por aplicativo. “Chegou uma moto lá na frente e
ela subiu”, contou a filha. As imagens estão sob análise da Polícia
Civil do Rio Grande do Norte, que conduz o inquérito. Até o momento, não
há identificação do condutor nem detalhes como placa ou cor do veículo.
Maria
Willyane afirmou ainda que, nas semanas anteriores ao desaparecimento,
percebeu mudanças no comportamento da mãe. “Ela era uma pessoa aberta,
alegre, mas ficou mais fechada. Não sei se estava se relacionando com
alguém ou sofrendo algum tipo de ameaça. Ela não comentou nada”.
Joseli
morava com os três filhos. Além de Maria Willyane, de 20 anos, a
família é formada por uma adolescente de 14 anos e uma criança de sete.
Desde o desaparecimento, a jovem diz que assumiu a rotina da casa.
“Estou sendo a coluna deles”.
Em meio à angustia por causa do
desaparecimento, familiares organizaram manifestações pedindo celeridade
nas apurações, incluindo protestos em frente à casa da avó de Joseli.
“Esse silêncio é o que está matando a gente”, desabafou Maria Willyane.
Um novo ato está sendo articulado pela família.
Quem tiver
qualquer informação que possa ajudar a localizar Joseli Suerda dos
Santos pode procurar diretamente a Polícia Civil ou entrar em contato
pelos canais oficiais da corporação.
DHPP
Responsável
pela investigação, a Divisão Especializada em Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP) informou à reportagem segue com as investigações, e que
não pode revelar detalhes do caso até que seja solucionado.
AgoraRN