segunda-feira, 27 de junho de 2011
Investimento para recuperar produção
Navegar é preciso. A célebre frase do poeta português Fernando Pessoa
nunca fez tanto sentido para os representantes da produção de petróleo
no Rio Grande do Norte. Agora é no mar que o estado - um dos maiores
produtores em terra do chamado "ouro negro" - irá iniciar a exploração.
Com o declínio natural das reservas de petróleo, a unidade potiguar da
Petrobras destinará robustos investimentos na busca por reservatórios
marítimos. Até o final deste ano, a empresa irá perfurar poços em águas
mais profundas, com o objetivo de fazer novas descobertas. Ao mesmo
tempo em que busca alternativas, a instituição executa projetos de
desenvolvimento complementar, aplicando cerca de US$ 1 bilhão na
recuperação da produção do petróleo em terra. Atualmente a Bacia
Potiguar mantém uma produção diária de 70 mil barris de petróleo -
apenas o RN produz 62 mil barris, número que já foi de 100 mil barris
diários.
Segundo o gerente geral de Exploração e Produção da Petrobras no Rio Grande do Norte e Ceará, Joelson Falcão Mendes, nos últimos anos a empresa fez descobertas muito robustas no mar, em todo o Brasil e as descobertas terrestres ajudaram nesse processo. Tal razão é o que explica os investimentos em projetos voltados para o incremento da exploração na terra. "As descobertas terrestres ajudaram bastante para que a empresa tivesse capital para investir e manter a produção. No ano passado, a Petrobras perfurou três poços aqui no estado, no entanto, foram em águas rasas. Não foram descobertas significativas, mas estamos buscando novas reservas e até o final do ano vamos buscar o petróleo em águas mais profundas", afirmou.
Para Joelson, o trabalho de recuperação dos reservatórios resulta num aperfeiçoamento de técnicas, por parte dos profissionais que trabalham na exploração do petróleo. "De alguns anos para cá, começamos a fazer alguns investimentos mais robustos, que a gente chama de desenvolvimento complementar da produção. Fazemos um determinado investimento, colocamos o campo emprodução e levantamos uma estimativa do volume de petróleo que vai ser recuperado daquele reservatório. Quando os anos passam, os profissionais conhecem o reservatório e novas técnicas surgem, o preço do petróleo muda, e isso pode viabilizar novos projetos", explicou.
Se a empresa não estivesse aperfeiçoando as técnicas de recuperação dos campos, segundo Joelson, a queda de produção natural ocorreria de forma mais intensa. "Nos últimos anos, essa queda seria de 10% a 12% ao ano, na nossa unidade. Nós temos tido uma queda menor, de 3% ou 4% ao ano, na unidade como um todo, pois temos vários projetos de desenvolvimento da produção", declarou.
A produção de petróleo e gás ocorre, em 65 campos produção, terrestres e marítimos, na Bacia Potiguar. É na região do Vale do Açu, que está em operação o Projeto de Injeção Contínua de Vapor (Vaporduto), sendo considerado o maior do mundo, com uma extensão de aproximadamente 30 quilômetros, e o primeiro a operar com vapor superaquecido. No estado, há 16 municípios produtores de petróleo e gás: Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Apodi, Areia Branca, Assú, Caraúbas, Carnaubais, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Guamaré, Macau, Mossoró, Pendências, Porto do Mangue, Serra do Mel e Upanema.
Saibamais
O que é injeção de água?É um método de recuperação secundária de uma reserva. A água injetada força a saída do petróleo existente no poço. E no caso específico do Projeto de Injeção de Água de Ubarana haverá o reaproveitamento da água produzida juntamente com o petróleo, para reinjeção nos poços do campo. Esta água será tratada e sairá de uma estação de injeção instalada na Unidade de Tratamento e Processamento de Fluídos (UTPF), no Polo Industrial de Guamaré e seguirá por aqueduto até o campo de Ubarana. Uma estação de injeção de água em Guamaré com capacidade de 17 mil metros cúbicos por dia, já construída, injetará água no campo através de um aqueduto.
O que é injeção de vapor?O vapor fornecido pelo vaporduto é superaquecido com temperatura acima do grau de saturação (vapor seco). O processo de superaquecimento tem início na Termoaçu, onde a água passa por um tratamento de desmineralização. Em seguida, a Termoelétrica gera vapor a uma temperatura de 370 °C. Este vapor é então distribuído, através do vaporduto, para dez estações de controle de vapor (ECVs) e é direcionado para 72 poços injetores do polo de Estreito. O vapor injetado pressuriza o reservatório e propaga calor na direção dos poços produtores (adjacentes aos poços injetores), reduzindo a viscosidade do óleo e facilitando a produção.
DN
Segundo o gerente geral de Exploração e Produção da Petrobras no Rio Grande do Norte e Ceará, Joelson Falcão Mendes, nos últimos anos a empresa fez descobertas muito robustas no mar, em todo o Brasil e as descobertas terrestres ajudaram nesse processo. Tal razão é o que explica os investimentos em projetos voltados para o incremento da exploração na terra. "As descobertas terrestres ajudaram bastante para que a empresa tivesse capital para investir e manter a produção. No ano passado, a Petrobras perfurou três poços aqui no estado, no entanto, foram em águas rasas. Não foram descobertas significativas, mas estamos buscando novas reservas e até o final do ano vamos buscar o petróleo em águas mais profundas", afirmou.
Para Joelson, o trabalho de recuperação dos reservatórios resulta num aperfeiçoamento de técnicas, por parte dos profissionais que trabalham na exploração do petróleo. "De alguns anos para cá, começamos a fazer alguns investimentos mais robustos, que a gente chama de desenvolvimento complementar da produção. Fazemos um determinado investimento, colocamos o campo emprodução e levantamos uma estimativa do volume de petróleo que vai ser recuperado daquele reservatório. Quando os anos passam, os profissionais conhecem o reservatório e novas técnicas surgem, o preço do petróleo muda, e isso pode viabilizar novos projetos", explicou.
Se a empresa não estivesse aperfeiçoando as técnicas de recuperação dos campos, segundo Joelson, a queda de produção natural ocorreria de forma mais intensa. "Nos últimos anos, essa queda seria de 10% a 12% ao ano, na nossa unidade. Nós temos tido uma queda menor, de 3% ou 4% ao ano, na unidade como um todo, pois temos vários projetos de desenvolvimento da produção", declarou.
A produção de petróleo e gás ocorre, em 65 campos produção, terrestres e marítimos, na Bacia Potiguar. É na região do Vale do Açu, que está em operação o Projeto de Injeção Contínua de Vapor (Vaporduto), sendo considerado o maior do mundo, com uma extensão de aproximadamente 30 quilômetros, e o primeiro a operar com vapor superaquecido. No estado, há 16 municípios produtores de petróleo e gás: Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Apodi, Areia Branca, Assú, Caraúbas, Carnaubais, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Guamaré, Macau, Mossoró, Pendências, Porto do Mangue, Serra do Mel e Upanema.
Saibamais
O que é injeção de água?É um método de recuperação secundária de uma reserva. A água injetada força a saída do petróleo existente no poço. E no caso específico do Projeto de Injeção de Água de Ubarana haverá o reaproveitamento da água produzida juntamente com o petróleo, para reinjeção nos poços do campo. Esta água será tratada e sairá de uma estação de injeção instalada na Unidade de Tratamento e Processamento de Fluídos (UTPF), no Polo Industrial de Guamaré e seguirá por aqueduto até o campo de Ubarana. Uma estação de injeção de água em Guamaré com capacidade de 17 mil metros cúbicos por dia, já construída, injetará água no campo através de um aqueduto.
O que é injeção de vapor?O vapor fornecido pelo vaporduto é superaquecido com temperatura acima do grau de saturação (vapor seco). O processo de superaquecimento tem início na Termoaçu, onde a água passa por um tratamento de desmineralização. Em seguida, a Termoelétrica gera vapor a uma temperatura de 370 °C. Este vapor é então distribuído, através do vaporduto, para dez estações de controle de vapor (ECVs) e é direcionado para 72 poços injetores do polo de Estreito. O vapor injetado pressuriza o reservatório e propaga calor na direção dos poços produtores (adjacentes aos poços injetores), reduzindo a viscosidade do óleo e facilitando a produção.
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