
Falta exatamente 1 ano para o pontapé inicial da Copa do Mundo
Feminina. O torneio começa em 24 de junho de 2027 no Brasil e será uma
competição histórica. A 10ª edição da Copa do Mundo Feminina da
FIFA e a primeira no Brasil e na América do Sul. Além disso, será a
última competição com 32 equipes. A partir de 2031, o torneio será
ampliado para 48 seleções.

A Seleção Brasileira chega em busca do título inédito. A melhor campanha verde e amarela é o vice-campeonato em 2007, na China, quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha na decisão.
O técnico
brasileiro é Arthur Elias, multicampeão pelo Corinthians e que está à
frente da equipe nacional feminina desde setembro de 2023. Ele tem a
missão de reestruturar o time, mesclando novos nomes e jogadoras
consagradas. No ranking de junho da Fifa, que tem a Espanha na liderança, o time nacional aparece em sétimo.
Nomes
como a atacante Tainá Maranhão, do Palmeiras, são peças fundamentais
para colocar o Brasil entre as melhores seleções. Com 21 anos, ela
marcou o primeiro gol com a camiseta principal do Brasil em fevereiro
contra a Costa Rica. Mas o auge da jovem talentosa foi o gol que ajudou a
virada canarinho por 2 a 1 sobre os Estados Unidos em junho em São
Paulo.
Veterana
Se falarmos em
atletas consagradas e veteranas, é impossível não citar a Rainha Marta.
Em 2027, ela terá 41 anos, mas dificilmente o técnico Arthur Elias
abrirá mão de contar com o talento da craque.
Na carreira, a
alagoana já foi medalhista de prata nas Olimpíadas três vezes (Atenas,
2004; Pequim, 2008; Paris, 2024), bicampeã dos Jogos Pan-Americanos
(2003 e 2007) e vice-campeã da Copa do Mundo (2007), foi eleita seis
vezes a melhor do mundo pela Fifa e lidera o ranking de maiores
artilheiras da história da Copa do Mundo Feminina com 17 gols.
Últimas classificadas serão conhecidas em 2027
Serão 32 equipes na disputa, em oito grupos com quatro times cada. Até o momento, 14 seleções garantiram a participação na Copa do Mundo Feminina.
O Brasil estará ao lado de Colômbia e da Argentina.
As colombianas garantiram o lugar depois de vencer o Paraguai por 4 a 3
na última rodada da Liga das Nações da Conmebol e de terminar o torneio
em primeiro com 20 pontos em 8 jogos.
As argentinas finalizaram em segundo com 18 pontos depois de vencer o Equador por 1 a 0 fora de casa. A Austrália foi
o primeiro país não-anfitrião a carimbar o passaporte após o 2 a 1 na
Coreia do Norte pelas quartas de final da Copa Asiática Feminina da AFC,
em Perth. As Matildas estarão no torneio pela nona vez consecutiva.
A China bateu o
Taipei Chinês e confirmou a vaga. O país, que sediou a Copa em 1991 e
2007, garantiu presença em nove de dez edições do torneio.
A Coreia do Norte volta
ao torneio depois de 16 anos. As atuais campeãs mundiais das categorias
Sub-17 e Sub-20 buscam o título do principal torneio da modalidade.
A Coreia do Sul,
conhecida como o time das Guerreiras Taegeuk, se classificou para a
quinta edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA com uma impressionante
goleada por 6 a 0 sobre o Uzbequistão nas quartas de final da Copa
Asiática Feminina.
As Filipinas, após estrearem
no torneio na Austrália/Nova Zelândia 2023, se classificaram pela
segunda vez ao Mundial ao derrotarem o Uzbequistão na repescagem da Copa
Asiática Feminina.
O Japão está entre os países
que disputaram todas as edições da Copa do Mundo Feminina. Elas
mantiveram essa sequência viva ao atropelar as Filipinas nas quartas de
final da Copa Asiática Feminina e chegam entre as favoritas ao título.
A Nova Zelândia passeou
mais uma vez nas eliminatórias da Oceania, vencendo todas as cinco
partidas e marcando 25 gols sem sofrer nenhum. Será a sexta edição
consecutiva do Mundial para elas.
Enquanto isso, a Alemanha disputará
em 2027 a décima Copa do Mundo Feminina da FIFA e querem voltar ao topo
depois da eliminação na fase de grupos em 2023.
Pela Europa, também estão garantidas a Dinamarca, a França e a atual campeã mundial, Espanha.
Outras
sete seleções europeias ainda terão vagas na Copa do Mundo Feminina,
mas precisarão disputar os play-offs continentais. Na África, a Copa de
Nações dará quatro vagas entre julho e agosto. Já a Confederação de
Futebol da América do Norte, Central e Caribe fará torneio decisivo no
fim de 2026, entre novembro e dezembro, com 4 vagas diretas.
Oito estádios
As
cidades-sede do torneio serão Belo Horizonte (Estádio Mineirão),
Brasília (Estádio Nacional), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre
(Estádio Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Río de Janeiro
(Estádio do Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena
Itaquera).
A fase de grupos ocorrerá de 24 de junho a 8
de julho de 2027; as oitavas de final, entre 10 a 13 de julho, quartas
de final serão 16 e 17 de julho, as semifinais entre nos dias 20 e 21 de
julho. A disputa de 3º Lugar está marcada para 24 de julho e a grande
final será em 25 de julho de 2027.
Brasil como sede
A
sede da competição foi definida em votação aberta no Congresso da FIFA,
em Bangcoc, na Tailândia, em maio de 2024. O Brasil concorreu com a
candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda, e recebeu 119
votos, enquanto os europeus obtiveram 78.