sexta-feira, 4 de setembro de 2026

RN terá primeira seção eleitoral em presídio feminino

 Pela primeira vez no Rio Grande do Norte, uma unidade prisional contará com uma seção eleitoral para garantir o voto de pessoas privadas de liberdade sem condenação definitiva. 

A estrutura será instalada no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), na Zona Norte de Natal, onde 59 mulheres presas provisoriamente estão aptas a votar nas Eleições 2026. 

A iniciativa foi articulada pela Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) e pela Corregedoria Regional Eleitoral e marca a estreia, no estado, de uma seção eleitoral instalada dentro de um estabelecimento prisional para atender essa população.

Embora seja inédita no RN, a medida não representa uma novidade no país. O voto de presos provisórios é assegurado pela legislação eleitoral brasileira há mais de uma década e vem sendo implementado em diferentes estados por meio de seções eleitorais especiais instaladas em unidades prisionais e socioeducativas.

A Constituição Federal prevê a suspensão dos direitos políticos apenas para pessoas condenadas criminalmente com sentença transitada em julgado. Isso significa que quem está preso provisoriamente continua com o direito de votar.

Para exercer esse direito, é necessário estar com a situação eleitoral regularizada e vinculado a uma seção eleitoral especial criada dentro da unidade prisional.

Nas Eleições 2026, a Justiça Eleitoral determinou que os Tribunais Regionais Eleitorais instalem seções especiais em estabelecimentos penais e unidades de internação que tenham, no mínimo, 20 eleitores aptos a votar.

A seção criada no CDPF permitirá que as eleitoras participem da votação sem precisar deixar a unidade prisional, em uma estrutura organizada pela própria Justiça Eleitoral.

Apesar de ser apresentada como uma iniciativa inédita no Rio Grande do Norte, a garantia do voto para presos provisórios não é nova no Brasil.

Desde 2010, resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem a criação de seções eleitorais especiais em presídios para assegurar o exercício do voto por pessoas que ainda não tiveram seus direitos políticos suspensos.

A política foi mantida e aperfeiçoada ao longo dos anos, sendo aplicada em diversos estados brasileiros. Em eleições anteriores, unidades prisionais em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul já receberam seções eleitorais destinadas a presos provisórios.

O que muda agora é que o Rio Grande do Norte passa a integrar esse grupo de estados que realizam a votação diretamente dentro de unidades prisionais.

A criação da seção eleitoral no CDPF ocorre após uma série de ações voltadas à emissão de documentos civis e à regularização eleitoral da população privada de liberdade.

O trabalho segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a garantia da documentação básica e do acesso aos direitos políticos de presos provisórios e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Segundo o TRE-RN, o objetivo é assegurar que eleitoras que mantêm seus direitos políticos possam participar do processo democrático em igualdade de condições com os demais cidadãos.

O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro. Os eleitores brasileiros escolherão presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais.

Com a instalação da seção eleitoral no Centro de Detenção Provisória Feminino, o Rio Grande do Norte passa a adotar uma prática já consolidada em outras unidades da federação e amplia o acesso ao voto para uma parcela da população que, apesar de estar privada de liberdade, continua amparada pelo direito constitucional de participar das eleições.

Como funciona o voto de presos provisórios

Pessoas presas provisoriamente podem votar porque ainda não possuem condenação criminal definitiva. Diferentemente dos condenados com sentença transitada em julgado, elas mantêm seus direitos políticos.

Para participar das eleições, é necessário ter título eleitoral regular e estar habilitado em uma seção eleitoral especial criada dentro da unidade prisional. A votação ocorre da mesma forma que para os demais eleitores, utilizando urnas eletrônicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.

A instalação dessas seções é prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 2010 e faz parte da política nacional de garantia dos direitos políticos da população privada de liberdade sem condenação definitiva.

Jucurutu: Comarca destinará R$ 580 mil em penas pecuniárias para execução de projetos sociais

 A Vara Única da comarca judicial instalada na cidade de Jucurutu publicou o Edital nº 001/2026, que trata da seleção de projetos para recebimento de recursos oriundos de prestações pecuniárias.


Encerrado o prazo de inscrição, a Comissão Técnica examinou as propostas e selecionou 26 entidades públicas ou privadas com finalidade social que foram contempladas para recebimento dos valores, observa informação do site do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

 O edital foi divulgado no Diário de Justiça eletrônico (DJe), na edição de terça-feira (1º).

 O referido edital reservou R$ 145.443,27 para cada uma das áreas de cultura, educação, saúde e segurança, admitindo o remanejamento de saldos entre os eixos, mediante prévio parecer do Ministério Público do RN (MPRN), registra texto do portal eletrônico do TJRN.

Candidato do PL ao Senado em Sergipe distorce dados sobre feminicídio e é desmentido.

Coronel Rocha (PL-SE) - Reprodução/Redes Sociais

O candidato ao Senado por Sergipe, Coronel Rocha (PL), afirmou que o número de homens mortos por mulheres seria maior que o de vítimas de feminicídios. As declarações foram rebatidas ao vivo pelos radialistas da FM Aracaju.

"Pelo último levantamento do Fórum Nacional de Segurança Pública, mais mulheres mataram os seus companheiros do que os homens", disse Rocha.

A informação dada pelo candidato, no entanto, é falsa, sendo desmentida ao vivo pelos apresentadores.

"Você me permite levantar aqui esse dado? A afirmação de que mais mulheres mataram seus companheiros do que o contrário é uma afirmação falsa. Certo? Essa desinformação surge de uma distorção estatística que mistura o total de homicídios gerais da violência urbana com os dados específicos de feminicídios", informou o radialista.

Segundo os dados do Fórum Nacional de Segurança Pública, morrem mais homens do que mulheres, porém, em casos gerais, não são mortos pela companheira. 

Ainda de acordo com o levantamento, as mulheres são responsáveis por 5% das mortes violentas no Brasil. Essa informação, inclusive, é usada para refutar o Coronel Rocha.

"As mulheres cometem uma porcentagem, Coronel, me permita, muito pequena, cerca de 5% de todas as mortes violentas no país, geralmente em contextos de legítima defesa contra violência doméstica extrema. 

A esmagadora maioria das mulheres assassinadas no Brasil morre dentro de casa e é vítima de seus parceiros ou ex-parceiros por razões de gênero: feminicídio", disse o apresentador.

O candidato  insiste na em suas narrativas e confronta os dados: "Não, não são dados reais". Ele também disse que iria apresentar os dados posteriormente.

Mulheres matam mais homens?
É FALSO que mulheres matam mais homens do que homens matam mulheres. 

A informação que circula nas redes sociais, atribuindo ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 números que supostamente comprovariam isso, está errada. 

Os dados citados não aparecem no levantamento. Na realidade, entre os casos em que foi possível identificar o sexo do autor, os homens foram responsáveis pela maioria das mortes, tanto de homens quanto de mulheres.

Os dados do Anuário mostram que os homens são os principais autores das mortes violentas, tanto de homens quanto de mulheres. Entre as mortes violentas intencionais de homens em 2024 com autoria identificada, 90,4% tiveram homens como autores. Entre as mortes violentas intencionais de mulheres, 87,3% foram cometidas exclusivamente por homens. No caso dos feminicídios, o percentual chega a 97%.

 

Eduardo Costa

Jornalista formado pela Unifacs.


Casas de Cultura do RN serão restauradas e modernizadas em quatro municípios do interior

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Governo do Rio Grande do Norte e a Fundação José Augusto (FJA) assinam, nesta quinta-feira (3), as primeiras ordens de serviço para o início das obras de restauro e modernização de quatro Casas de Cultura Popular no interior do estado.

Nesta primeira etapa, serão contempladas as unidades de Macaíba, Lajes, João Câmara e São José do Campestre. Os quatro espaços fazem parte de um conjunto de 14 Casas de Cultura Popular que passarão por obras de recuperação e modernização no Rio Grande do Norte.

De acordo com a proposta, as intervenções devem melhorar a infraestrutura dos equipamentos culturais, além de ampliar as condições de acessibilidade e utilização dos espaços pela população. As Casas de Cultura poderão receber atividades como apresentações de teatro e dança, exposições, oficinas, cursos e sessões de cinema.

A iniciativa busca fortalecer a estrutura disponível para a realização de atividades culturais nos municípios do interior potiguar, oferecendo espaços com melhores condições para artistas, produtores culturais e comunidade.

Getúlio Rêgo recebe apoio de Ademir Souza e avança no Seridó


A candidatura de Getúlio Rêgo (PL) a deputado estadual ganhou mais um reforço no Seridó. O suplente de vereador de Currais Novos, Adeir Souza, anunciou apoio ao projeto político do ex-deputado.

A adesão amplia a presença de Getúlio em Currais Novos e fortalece sua articulação em uma região estratégica na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Emendas parlamentares podem chegar a R$ 57,5 bilhões no Orçamento de 2027


As emendas parlamentares previstas no Orçamento da União de 2027 poderão alcançar até R$ 57,5 bilhões, segundo estimativas relacionadas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLN 24/26). O valor representa um crescimento de quase 7% em comparação com os recursos destinados às emendas em 2026.

No cálculo, é considerado que, no ano atual, cerca de R$ 50 bilhões foram destinados às emendas parlamentares. No entanto, R$ 3,9 bilhões inicialmente reservados para emendas de bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral).

O montante previsto para 2027 representa pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem gastos de custeio e investimentos.

As emendas parlamentares permitem que deputados e senadores indiquem recursos para obras e ações em estados e municípios. A maior parte dos valores costuma ser direcionada para a área da saúde.

Correção segue regra definida pelo STF

Na proposta orçamentária apresentada pelo Executivo, foram reservados R$ 44,8 bilhões para as emendas individuais e de bancadas estaduais, que possuem execução obrigatória.

A atualização dos valores segue uma regra definida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. O cálculo considera o menor índice entre o reajuste previsto pelo arcabouço fiscal, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.

Segundo o diretor da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, Graciano Rocha Mendes, o critério aplicado foi o do arcabouço fiscal, que prevê reposição da inflação com ganho real limitado.

“Temos as emendas ainda crescendo, só que em ritmo de aceleração mais controlado porque o critério menor de crescimento é o levado em conta a cada ano”, explicou.

Emendas de comissão podem ampliar valor

Além das emendas individuais e de bancadas, o Congresso Nacional também aprovou, para 2026, R$ 12,1 bilhões em emendas de comissões permanentes da Câmara e do Senado.

Pela legislação, esse valor deve ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado até junho, que foi de 4,64%. Com isso, o montante poderá chegar a aproximadamente R$ 12,7 bilhões.

Como os recursos das emendas de comissão não estão incluídos na proposta inicial do Orçamento, caberá ao Congresso definir de onde virão esses valores.

Governo prevê superávit fiscal em 2027

O governo federal estima uma margem de R$ 10,1 bilhões para alcançar a meta fiscal de 2027, que prevê superávit de R$ 73,2 bilhões — quando as receitas superam as despesas.

Apesar disso, o arcabouço fiscal estabelece um limite de gastos de R$ 2,57 trilhões para o período. A União também trabalha com a previsão de um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões, sem considerar algumas deduções legais.

Para Graciano Rocha Mendes, a previsão de equilíbrio nas contas públicas é positiva, mas o resultado ainda pode sofrer alterações caso haja frustração de receitas ao longo do ano.

“É uma sinalização positiva, mas o superávit é pequeno e pode ser desfeito por alguma frustração de receitas”, afirmou.

RN terá sala de situação para acompanhar efeitos do El Niño

 

 O Rio Grande do Norte terá uma sala de situação para acompanhar os possíveis efeitos climáticos do El Niño no estado e coordenar ações de prevenção e resposta. O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra nesta quinta-feira (3), durante reunião com gestores municipais e representantes de órgãos federais e estaduais na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), em Natal.

A estrutura deverá reunir equipes técnicas dos governos estadual e federal, além dos municípios, em reuniões periódicas para elaborar diagnósticos, acompanhar a situação e definir medidas para enfrentar possíveis impactos do fenômeno — que, segundo previsões climáticas, deve se estender até meados de 2027.

Segundo Fátima, a iniciativa busca levar para os 167 municípios potiguares o planejamento que já vem sendo discutido entre os governos estadual e federal. “O objetivo é ter um calendário para nos reunirmos com regularidade e convocar as nossas equipes técnicas. A partir daí, a gente vai traçando o diagnóstico e fazendo o planejamento para o enfrentamento dessa situação”, afirmou. Segundo ela, o estado precisa se antecipar aos possíveis efeitos do fenômeno climático.

TRE prepara operação contra derramamento de santinhos

A Corregedoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte estabeleceu os procedimentos que deverão ser adotados para combater o derramamento de santinhos nas proximidades dos locais de votação nas eleições de 2026. A orientação abrange a véspera e o dia do pleito e busca impedir tanto a propaganda irregular quanto a poluição provocada pelo descarte de materiais nas ruas.

Os juízos eleitorais poderão realizar reuniões com o Ministério Público Eleitoral, prefeituras, Polícia Militar, guardas municipais e outros agentes públicos para organizar as estratégias de fiscalização. Partidos, federações, coligações e candidatos também poderão ser comunicados previamente sobre as proibições, as sanções previstas e as ações planejadas para evitar a prática.

Quando encontrarem quantidade expressiva de propaganda espalhada, servidores da Justiça Eleitoral e auxiliares convocados deverão fotografar o local de forma que seja possível identificar os candidatos beneficiados. A ocorrência também poderá ser filmada. 

Os fiscais terão ainda de lavrar um auto de constatação, recolher amostras dos santinhos e, quando possível, solicitar a retirada imediata do material pelas equipes de limpeza urbana.

Caso o responsável pelo despejo não seja localizado, os agentes poderão reunir informações de testemunhas e verificar a existência de câmeras públicas ou privadas nas imediações. As imagens e os demais elementos coletados deverão ajudar a esclarecer a autoria e a eventual participação ou anuência de campanhas e candidatos.

O auto de constatação, acompanhado das provas, será registrado no Processo Judicial Eletrônico como representação criminal ou notícia-crime e encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá quais providências adotar. O derramamento de propaganda perto das seções pode resultar em responsabilização eleitoral e criminal, além de punições pela degradação da higiene e da paisagem urbana.


Técnica de enfermagem acusa marido de agressão e relata ter sido enforcada

Imagens divulgadas pela vítima mostram hematoma na região do olho

 Reprodução/Instagram

Uma técnica de enfermagem de 30 anos denunciou ter sido agredida e sufocada pelo marido na manhã da quarta-feira 2 em Parnamirim, na Grande Natal. Segundo o relato da vítima, ela chegou a perder a consciência por alguns segundos durante as agressões.

Em publicação nas redes sociais, a mulher afirmou que foi derrubada no chão, enforcada e atingida no rosto. “Ele está doido para me bater de novo. Ele me colocou no chão, me enforcou, botou o cotovelo em cima do meu rosto e deu um soco no meu olho. Eu cheguei a desmaiar por alguns segundos, quando ele me enforcou”, relatou.

A vítima também publicou imagens mostrando ferimentos após o episódio, entre eles um hematoma na região do olho, inchaço no lábio e sangramento em um dos dedos do pé.

De acordo com o relato, as agressões ocorreram em uma residência e foram presenciadas pela filha da mulher. Após o episódio, o caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Parnamirim. A técnica de enfermagem também foi submetida a exame de corpo de delito.

O suspeito é servidor público, identificado como Vanderlan Maia dos Santos, 47 anos, e foi preso em flagrante.

Segundo a vítima, a situação começou durante uma discussão envolvendo um dos veículos da família. Ela teria pedido à filha, de 9 anos, que buscasse as chaves do automóvel, mas o homem teria retirado as chaves da criança e levado o veículo para outra residência.

A técnica de enfermagem afirmou ainda que mantém um relacionamento de nove anos com o suspeito, embora os dois morem em casas diferentes. 

Segundo ela, episódios anteriores de violência verbal e psicológica também teriam ocorrido e sido presenciados pela filha. “Não estávamos separados, inclusive íamos viajar agora em setembro. 

A filha é dele e já presenciou inúmeras situações de agressão verbal e psicológica. Inclusive, na semana passada ele me empurrou”, relatou.

Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ

 Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta na hora da votação e pediram que a manifestação fosse registrada: 

Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Jorge Seif (PL-SC) também é contra, mas não pediu o registro nominal.

Os outros 22 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

QUEM SE POSICIONOU CONTRA A PEC.


- Rogério Marinho (PL-RN)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Jorge Seif (PL-SC)

QUEM SE POSICIONOU PELA PROPOSTA
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Renan Calheiros (MDB-AL)
- Jader Barbalho (MDB-PA)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
- Soraya Thronicke (PSB-MS)
- Professora Dorinha Seabra (União-TO)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Jayme Campos (União-MT)
- Magno Malta (PL-ES)

- Dr. Hiran (PP-RR)
- Laércio Oliveira (PP-SE)
- Otto Alencar (PSD-BA)
- Omar Aziz (PSD-AM)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
- Lourdinha Pereira (PSB-MA)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Fabiano Contarato (PT-ES)
- Camilo Santana (PT-CE)
- Weverton Rocha (PDT-MA)
*
COMO FOI A VOTAÇÃO
A aprovação ocorreu depois de mais de cinco horas de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.
O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.


Durante os debates, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. 

Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.


Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.
A votação foi rápida, por se tratar de aprovação simbólica. Havia quórum de 27 senadores. O senador Otto solicitou que os contrários levantassem a mão. 

Na hora, quatro senadores se posicionaram. Mais tarde, por volta das 21h, Seif procurou a Folha para dizer que também era contrário ao fim da escala 6x1.

Em nota, diz que "a votação foi simbólica e não houve registro de voto individual. 

Embora seu nome tenha sido associado ao voto favorável em algumas publicações, o senador não se manifestou pela aprovação da matéria. 

Naquele momento, ele estava fisicamente em outra comissão e sua posição política é contrária à proposição", diz texto.

O QUE PODE MUDAR COM A PEC

A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece a concessão de dois dias de folga por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A mudança será gradual. 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passará para 42 horas semanais. 12 meses depois, cairá para 40 horas.
Nos 60 dias seguintes à promulgação, empresas e categorias deverão negociar novos acordos e convenções coletivas para adequar as escalas à nova jornada.

O texto também prevê regras para categorias com necessidades específicas, como trabalhadores da saúde, segurança, setor aéreo e plataformas de petróleo.

Após aprovação na CCJ, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

 

GABRIELA CECCHIN E CRISTIANE GERCINA
CURITIBA, SP, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS).

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Caminhão fica atolado durante fuga e ajuda a polícia a chegar a suspeito de furto de mais de 60 placas solares no RN

 Divulgação/PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) cumpriu, nesta semana, um mandado de busca e apreensão na residência de um homem de 40 anos de idade investigado por suspeita de envolvimento em um furto qualificado ocorrido em Macau. A investigação apura o roubo de equipamentos utilizados em um sistema de energia solar, causando um prejuízo significativo à vítima.

O crime aconteceu em 25 de janeiro deste ano. Segundo as apurações, o imóvel foi arrombado e teve 62 placas solares de 610 watts, três inversores de 25 kVA e rolos de cabos elétricos levados pelos criminosos.

O inquérito foi instaurado para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do furto, que teria ocorrido mediante destruição ou rompimento de barreiras.

Caminhão teria sido usado para transportar equipamentos

As investigações apontam que o suspeito teria utilizado um caminhão-baú para retirar os equipamentos do local. Durante a fuga, porém, o veículo teria ficado atolado nas proximidades da área onde ocorreu o crime.

Diante da situação, o homem teria acionado um serviço de reboque para retirar o caminhão. Uma testemunha responsável pelo atendimento informou à Polícia Civil que reconheceu o investigado como a pessoa com quem havia trocado mensagens e áudios enquanto solicitava auxílio para remover o veículo.

Além disso, funcionários do estabelecimento onde ocorreu o furto teriam reconhecido, por meio de imagens, o caminhão que teria sido utilizado na ação criminosa.

Celular será periciado

Durante o cumprimento do mandado judicial, os policiais apreenderam um aparelho celular que será submetido a perícia. O objetivo é buscar informações que possam contribuir para esclarecer a participação do investigado e identificar eventuais outros envolvidos.

Inicialmente, o homem negou participação no furto. Após o cumprimento da ordem judicial, entretanto, optou por permanecer em silêncio.

O investigado continua sendo apurado pelos crimes de furto qualificado e furto praticado durante o repouso noturno. As diligências prosseguem para esclarecer integralmente o caso e verificar a possível participação de outras pessoas.

A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima e segura pelo Disque Denúncia 181.

HOMEM É MORTO A TIROS E TEM A CABEÇA DECEPADA EM SERRA DO MEL/RN

 

Um homem identificado como Israel Feliciano Varela, de 33 anos, natural de Mossoró, foi encontrado morto, nesta terça-feira (01/09), em uma região de mata, na zona rural de Serra do Mel, no Oeste do Rio Grande do Norte.

De acordo com a polícia, Israel foi morto por disparos de arma de fogo. Ele também teve a cabeça decepada. A cabeça foi localizada há poucos metros do corpo.

A forma como o corpo foi encontrado evidencia o elevado grau de violência empregado na execução e deverá ser um dos pontos analisados pelos investigadores durante a apuração do caso.

Desfile cívico em Currais Novos deve contar com a presença de 5 mil participantes, estima Secretaria de Educação


 (Foto: Ruth Xavier/Comunicação da Prefeitura de Currais Novos)

O desfile cívico em Currais Novos será realizado na tarde do feriado de 7 de Setembro, com presença estimada de 5 mil pessoas, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). 

A programação reunirá escolas das redes pública e privada, instituições sociais, associações e forças de segurança. O desfile tem previsão de se iniciar às 16h.

As atividades de comemoração ao dia da Independência do Brasil começam às 7h, com missa solene na Matriz de Sant’Ana. Em seguida, haverá o hasteamento do pavilhão na Praça Cívica e, posteriormente, a programação segue para a Avenida Desembargador Tomaz Salustino.

O desfile contará com a participação de instituições e grupos organizados em sete blocos. A concentração dos participantes está marcada para as 15h, em diferentes pontos do percurso. 

O percurso do desfile, que tem previsão de começar às 16h, percorrerá ruas e avenidas da área central da cidade, passando por vias como a Praça Cristo Rei, Praça Desembargador Tomaz Salustino e Rua Capitão Mor Galvão.

Após o encerramento do desfile, a programação do Dia da Independência será concluída às 19h, com o arriamento dos pavilhões na Praça Desembargador Tomaz Salustino, com participação de autoridades e da comunidade.

Veja percurso:


HOMEM FOI MORTO EM CONFRONTO COM POLICIAIS EM ASSÚ/RN

Ismael Souza Alves morreu nesta terça-feira (01/09), no bairro Meus Amores, em Assú/RN, após entrar em confronto com policiais da Força Tática do 10º Batalhão da Polícia Militar (10º BPM).

Segundo informações, a equipe policial se deslocou até uma residência no bairro para averiguar uma denúncia. Durante a ação, os policiais foram recebidos a tiros. Os policiais reagiram e Ismael acabou baleado.

Ele foi socorrido pelos próprios policiais para a UPA, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

Na residência, os policiais encontram a pistola usada por ele, e porções de droga.

As circunstâncias do confronto e os demais detalhes da ocorrência deverão ser esclarecidos pelas autoridades competentes.

Leite: Faern/Senar visita imóvel rural e acompanha expansão da produção da Sertão Jucurutu


O sistema Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) visitou, no último sábado (22), a Fazenda Boa Vista, propriedade rural que integra a produção da empresa Sertão Jucurutu, no município de Jucurutu, localizado na região do Seridó.

Durante a agenda, diz nota do site da Faern, o empreendedor Otto Wagner apresentou ao presidente do sistema Faern/Senar, José Vieira, as instalações e o trabalho desenvolvido na bovinocultura de leite.

Também participaram da visita o diretor da Faern, Ubirajara Filho, o superintendente do Senar/RN, Luiz Henrique Paiva, e o assessor técnico Cleudo Juventino, salienta a notícia.

Eleições: veja o que é permitido e proibido no dia da votação

Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, muitos eleitores se perguntam sobre o que podem e o que não podem fazer antes e durante a votação. 

Para orientá-los, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formulou o Manual do Eleitor, que reúne em um único documento um resumo explicativo das principais normas e orientações para os cidadãos e cidadãs exercerem seu direito ao voto. 

O manual é fruto da Resolução nº 23.759 que o TSE publicou em março deste ano. Dedicada exclusivamente à participação popular no processo eleitoral, a norma reúne, em 13 capítulos, o conjunto de regras que balizam as eleições.

“São orientações práticas sobre o exercício do voto, como a necessidade de apresentação de documento oficial com foto e a proibição do ingresso com aparelho celular na cabine de votação”, explicou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ao apresentar o manual, em junho.

Para Marques, a publicação facilita a consulta às informações necessárias ao exercício consciente do voto e ao fortalecimento da cidadania.

A votação ocorrerá em todo o Brasil, das 8 horas às 17 horas (horário de Brasília). O segundo turno, se houver, será realizado no dia 25 de outubro.

Cada eleitor votará em um candidato a deputado federal, estadual (distrital no caso do Distrito Federal) e em dois candidatos ao Senado, além dos votos para presidente da República e governadores, bem como seus respectivos vices.

Ex-ministro de Bolsonaro foi ‘cupido’ de encontros e contrato entre Vorcaro e Moraes


O relatório produzido pela Polícia Federal e enviado ao gabinete do ministro André Mendonça revela como se deram alguns dos encontros entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Nas mensagens fica claro que Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro, participou diretamente das negociações, inclusive, negociando o tempo de duração do contrato do Master com o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro do STF.

De acordo com o documento, antes do contrato entre o escritório de Barci e o banqueiro ser assinado em janeiro de 2024, Vorcaro, Fábio Faria e Moraes tiveram dois encontros. Foi o momento em que Faria fez a ponte entre os dois. Um deles no dia 21 de dezembro de 2023 e outro no dia 30 de dezembro de 2023. O contato de Moraes foi salvo no celular de Vorcaro no dia 26, após Faria enviar o número.

Encontros com Moraes seguiam protocolo de segurança

Na primeira ocasião, foi adotado um protocolo de segurança específico. Às 9h55 daquele dia, Fábio Faria pediu ao banqueiro placa e modelo do carro dele para “autorizar a segurança a acompanhar na garagem” do local do encontro. 

Vorcaro respondeu perguntando se pode chegar “11 cravado” e, minutos depois, repassou a Fábio Faria os dados de seu veículo — um Range Rover Vogue de placa RSB7C37 —, obtidos junto ao seu motorista. 

Às 10h46, Vorcaro escreveu que estava “descendo” e indicou o endereço “Tucumã 99” – que é o endereço, no bairro Jardim Europa, da residência do ministro na cidade de São Paulo.

 

Horas depois, Fábio Faria enviou a Vorcaro um áudio narrando como havia sido a análise de Moraes sobre a conversa. No trecho, relata que o ministro “gostou da conversa”, disse que “vai montar um negócio bacana” e pediu para marcar um novo encontro já na terça-feira seguinte. 

Faria acrescenta, no mesmo áudio, que só tinha disponibilidade limitada no dia seguinte porque teria “um almoço com o Alexandre no CADE, meio-dia”.

Cinco dias depois, em 26 de dezembro de 2023, Vorcaro e Fábio Faria voltaram a se falar para confirmar as “mesmas” instruções de acesso — “mesmo esquema entrar na garagem”, escreveu o banqueiro, em referência explícita ao protocolo já usado no dia 21.

Uma hora após a chegada a esse segundo encontro, Fábio Faria enviou a Vorcaro o contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA” — o mesmo número que, segundo a análise da PF, viria a receber as notas do aplicativo “Notas” que são o objeto central do relatório.

A PF descobriu que Vorcaro escrevia os textos no aplicativo Notas do seu iPhone, tirava capturas de tela (prints) e enviava as imagens pelo WhatsApp para o ministro do STF usando o recurso de visualização única.

Quatro dias depois desse segundo encontro, em 30 de dezembro de 2023, Vorcaro esteve em Campos do Jordão acompanhando, à distância, a visita de uma comitiva identificada nas mensagens apenas como “Alex” ao hotel Hotel Six Senses Botanique — a organização local ficou a cargo de um funcionário de Vorcaro. 

O desembargador Airton Vieira, um dos auxiliares de Alexandre de Moraes no STF, estava presente no evento.Faria intermediou contrato com escritório da mulher de MoraesFábio Faria ainda acompanhou todo o movimento para a assinatura do contrato entre Viviane de Moraes e Vorcaro. 

Logo após ela enviar a minuta, Faria cobra, em 15 de janeiro de 2024, Vorcaro se ele já deu retorno para a mulher de Moraes.“Respondeu Vivi?”, escreveu Faria para Vorcaro. O banqueiro ainda pergunta para Faria quantos anos de contrato ele negociou. Faria afirma que foram 4, mas “pode fechar em 3”.Em 13 de março de 2024, Faria continuou agindo como uma espécie de ‘cupido’ para organizar um encontro entre o banqueiro e o ministro do Supremo.

Faria chegou a combinar um whisky com Moraes, mas Vorcaro pediu que fosse desmarcado, pois tinha um encontro com Ciro Nogueira e eles estariam juntos com Arthur.Diante da impossibilidade de cumprir a agenda, Faria anuncia que vai “desmarcar com Alex” e pede que Vorcaro indique uma melhor data. 

Depois de novas incompatibilidades para fechar o compromisso, eles remarcaram para dali a cinco dias – uma segunda-feira, dia 18 de março de 2024.Faria encaminha uma mensagem a Vorcaro – possivelmente enviada por Alexandre de Moraes – pedindo o endereço do encontro. 

E diz: “Me passa aí de novo para eu mandar para o Alex que eu apago tudo”. Vorcaro, então, envia o endereço da sua residência, em Belo Horizonte. O horário fica confirmado para às 19h30, de segunda-feira.

O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou publicamente sobre as informações contidas no relatório da PF. O ICL Notícias procurou Fabio Faria para que comentasse os episódios relatados nesta reportagem, mas ele não respondeu. 

O espaço segue aberto para manifestação.Vorcaro contava vantagem sobre encontro com MoraesNo dia 15 de novembro de 2024, há outra troca de mensagens extraídas do celular de Vorcaro que indicam proximidade com Alexandre de Moraes. 

Em conversa com a filha Stella, Daniel Vorcaro diz que está com o ministro do Supremo e finaliza com um emoji (sinal gráfico produzido pelo aplicativo de WhatsApp) com a imagem de um sorriso com lágrimas de felicidade.

O mesmo padrão se repete em conversas com outros interlocutores, mostrando que o contato entre Vorcaro e Moraes aconteceu algumas vezes ao longo dos dois últimos anos. Um contato salvo como “Motorista Brasília Sidney” avisa a Daniel Vorcaro, em 26 de fevereiro de 2025, que “Min Alexandre chegou” para um novo encontro.

Em 19 de março de 2025, Vorcaro volta a sinalizar a presença de Moraes, desta vez para a então namorada Martha Graeff. “Oi vida. Estou com mi jsitro aqui Kkk”” [mantivemos a grafia da mensagem]. Minutos depois, Vorcaro diz a Paulo Sérgio, diretor do Banco Central, que está com Alexandre de Moraes e volta a contar vantagem por ter proximidade com o ministro. “To com Moares aqui rsrs. Vai chamar paulo para dar um aperto”.

Um dia depois, Vorcaro se encontra com Moraes durante uma madrugada. É o que indica a troca de mensagens do banqueiro com Martha Graeff. Ele diz à então companheira que Hugo [Motta] e Ciro [Nogueira] chegaram para falar com o ministro do Supremo.

Por André Uzêda, Igor Mello, Juliana Dal Piva e Cleber Lourenço

Motorista potiguar morre em acidente com caminhão na Paraíba

 

O motorista potiguar Ítalo Ferreira morreu na segunda-feira (31) após um grave acidente na rodovia estadual PB-306, na rotatória de acesso ao município de Juru, no Sertão da Paraíba.

Segundo moradores, Ítalo residia no Sítio Cordão de Sombra, na zona rural de Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. Na ocasião, ele conduzia um caminhão carregado de cimento.

De acordo com os primeiros levantamentos, o motorista perdeu o controle da direção ao passar pela rotatória. Em seguida, o caminhão saiu da pista e tombou.

Com o impacto, Ítalo sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. Equipes de socorro foram acionadas, mas encontraram a vítima sem vida.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Portanto, as autoridades devem realizar novos levantamentos para identificar o que provocou a perda de controle do caminhão.

O acidente ocorreu na rodovia PB-306, na rotatória de acesso a Juru. Agora, a investigação deverá apontar as circunstâncias que levaram ao tombamento do veículo.

Moraes manda destruir 7 armas de Bolsonaro


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de sete armas de Bolsonaro ao Exército para destruição. A decisão ocorre após a conclusão dos laudos periciais.

Segundo Moraes, os armamentos estão relacionados aos crimes pelos quais o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu condenação. Por isso, o ministro determinou que o Exército destrua as armas após a realização dos procedimentos técnicos.

Quais armas de Bolsonaro serão destruídas

Ao todo, sete armas seguirão para destruição. A relação inclui duas pistolas Taurus, uma carabina/fuzil Springfield Armory, uma espingarda Typhoon, uma pistola Arex, uma pistola SIG Sauer e uma espingarda Maestro Arms Company.

Além disso, os peritos precisam concluir os exames antes que o Exército receba os armamentos.

Depois dessa etapa, o Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro ficará responsável pela destruição das armas.

Dessa forma, a decisão de Moraes estabelece o destino dos sete armamentos relacionados ao processo.

Oitava arma fica fora da decisão

Entretanto, uma oitava arma não entrará na destruição determinada pelo ministro. Trata-se de uma pistola Glock calibre 9×19 mm.

Nesse caso, a Polícia Civil do Distrito Federal mantém a arma sob custódia porque o equipamento integra um inquérito da 17ª Delegacia de Polícia.

Por esse motivo, a corporação deverá manter o armamento apreendido enquanto a investigação continuar.

Posteriormente, as autoridades poderão decidir o destino da pistola, conforme o resultado do inquérito e a necessidade de preservar a arma como elemento de prova.

Defesa pediu prazo para transferência

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o envio das armas ao Exército. Por outro lado, a defesa de Bolsonaro concordou com a medida, mas pediu o cumprimento do prazo regulamentar de 90 dias para uma eventual transferência de titularidade.

Assim, os sete armamentos seguirão o procedimento definido por Moraes após a conclusão das perícias.

Entenda a apreensão das armas

Em 3 de julho, Moraes determinou a apreensão das armas relacionadas a Bolsonaro. Na mesma decisão, o ministro também revogou o porte de arma e o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

A decisão ocorreu depois que a Polícia Militar do Distrito Federal encontrou uma pistola Glock durante uma blitz em Taguatinga, em 15 de junho.

Na ocasião, os policiais localizaram a arma no assoalho de um veículo. Um sargento do Exército, cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conduzia o carro e atuava na segurança de Bolsonaro.

Depois disso, a Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso.

Agora, Moraes definiu o destino de sete dos armamentos. Entretanto, a oitava arma continuará sob custódia da Polícia Civil enquanto o inquérito permanecer em andamento.

Ouro responde por 24,6% das exportações do RN e sindicato cobra investimento em pesquisa e licenciamento

Unidade industrial de mineração no Rio Grande do Norte

O avanço das exportações de ouro colocou a mineração em uma nova escala na economia do Rio Grande do Norte, mas a expansão do setor depende de investimentos que vão além da retirada do minério do subsolo. 

Pesquisa geológica, disponibilidade de água, tecnologia de beneficiamento e licenciamento ambiental são apontados por representantes do Sindiminerais-RN como condições para transformar ocorrências minerais em empreendimentos capazes de produzir, exportar e gerar receitas para os municípios.

No primeiro semestre de 2026, o Estado exportou US$ 157,5 milhões em ouro, equivalentes a 24,6% de suas vendas externas. O resultado levou o RN à sexta posição entre os maiores exportadores brasileiros do metal, segundo levantamento do Sebrae-RN.

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal, na segunda-feira 31, o presidente do Sindiminerais-RN, Mário Tavares, e a doutora em mineração e assessora da entidade Maria Clara Negreiros Cavalcante afirmaram que o desempenho revela possibilidades conhecidas há décadas, mas que dependiam de capital e soluções técnicas para serem aproveitadas.

“O caso do ouro é um caso clássico de investimento”, disse Maria Clara. Para ela, a existência do minério não basta para assegurar uma operação economicamente viável: é necessário resolver também as limitações de infraestrutura e processamento.

Geólogo e ex-professor de mineração, Tavares explicou que operações anteriores se concentraram nas camadas superficiais das jazidas, onde a ação da água e do tempo altera as características da rocha. Esse material, denominado intemperizado, apresentava condições diferentes das encontradas em profundidade. Segundo ele, faltavam recursos e tecnologia para avançar sobre a rocha menos alterada, e a chegada de investidores com capacidade financeira e técnica permitiu superar essa etapa e ampliar a produção.

O presidente do sindicato usou um exemplo para explicar a dimensão do processamento: em uma ocorrência com teor de um grama de ouro por tonelada, é preciso trabalhar uma tonelada de rocha para recuperar aquela quantidade de metal. A comparação foi apresentada de forma ilustrativa, e não como informação sobre o teor médio de uma mina específica.

Além dos equipamentos de extração, essa relação exige estrutura para britagem, tratamento e concentração do minério. No semiárido, a disponibilidade de água acrescenta uma restrição à atividade. Maria Clara apontou o aproveitamento de esgoto tratado em Currais Novos como exemplo de investimento que enfrenta simultaneamente uma necessidade industrial e um problema urbano. “A empresa investiu em tecnologia e trata o esgoto da cidade de Currais Novos para ter água para beneficiar o ouro”, afirmou.

A solução utilizada pelo Projeto Borborema envolve a Aura Minerals, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e a prefeitura. O efluente urbano tratado é aproveitado como fonte de água industrial, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos locais. Para a assessora, o caso demonstra que parte do investimento necessário à mineração está fora da extração propriamente dita — a viabilidade de uma jazida pode depender de soluções para água, energia, transporte e infraestrutura urbana.

A utilização de água de reúso, entretanto, não equivale à comprovação de que todo o município esteja saneado.

A entrevista foi publicada na edição desta terça-feira 1º do jornal O Correio de Hoje.

Corpo de empresário sequestrado é encontrado enterrado em Macaíba

 empresario sequestrado 830x468

O corpo do empresário Marcelo Silva de Oliveira, sequestrado no último domingo 30, em São Gonçalo do Amarante, foi encontrado nesta terça-feira 1º em uma granja localizada no município de Macaíba, na Grande Natal.

De acordo com a Polícia Civil, o cadáver estava enterrado em uma cova com cerca de quatro metros de profundidade.

Em nota, a instituição informou que o caso foi tratado inicialmente como um possível sequestro e que as buscas começaram logo após o desaparecimento da vítima.

“Inicialmente, a ocorrência foi tratada como um possível sequestro. Desde o conhecimento do desaparecimento, equipes da Polícia Civil realizaram diligências ininterruptas com o objetivo de localizar a vítima e identificar seu possível paradeiro”, informou a corporação.

Marcelo Silva de Oliveira chegava à residência, no bairro Cidade das Rosas, em São Gonçalo do Amarante, quando foi abordado e rendido pelos sequestradores.

Na segunda-feira 31, um carro incendiado foi localizado no município de Parnamirim. A Polícia Civil investiga a possibilidade de o veículo ter sido utilizado na ação criminosa, mas informou que ainda não há confirmação dessa relação.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Assalto registrado na noite desta segunda feira em Santana do Matos

Na noite desta segunda feira uma moto foi tomada de assalto no centro de Santana do Matos, próximo a praça de alimentação.

Segundo relatos dois elementos teriam sido vistos em um moto de cor preta conduzindo uma moto de cor azul possivelmente a do assalto saindo sentido a Jucurutu, relatos de populares que antes da ação dois elementos teria sido vistos pelas ruas da cidade.

Quem é Pedro Gadelha, filho de empresário famoso de Natal preso por agredir violentamente a esposa

 Reprodução: Internet

Pedro Gadelha, empresário da Grande Natal e integrante de uma tradicional família empresarial do Rio Grande do Norte, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça potiguar após uma ocorrência de violência doméstica envolvendo sua esposa.

A decisão foi tomada neste domingo (30), durante audiência de custódia.

O caso aconteceu na noite do sábado (29), na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Segundo informações registradas na ocorrência, a mulher teria sido agredida dentro de um veículo após uma discussão.

Pessoas que passavam pelo local teriam presenciado a situação e acionado a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizou a prisão.

Perfil do agressor preso em flagrante

Pedro Gadelha é estudante de gastronomia, empresário e herdeiro do grupo Armazém Pará, tradicional rede varejista que manteve lojas em Natal e encerrou as atividades na capital potiguar em 2021.Filho do empresário Marcantoni Gadelha, conhecido em Natal, Pedro mantém perfil ativo nas redes sociais.Em suas publicações, compartilha registros de viagens internacionais, momentos com os pais e conteúdos relacionados à gastronomia, área na qual demonstra interesse e habilidades como cozinheiro.

Prisão ocorreu após denúncia de agressão

A ocorrência que resultou na prisão de Pedro Gadelha aconteceu na noite de sábado (29). Conforme informações divulgadas sobre o caso, a vítima teria confrontado o empresário após supostamente encontrar mensagens relacionadas a possíveis traições no celular dele.

Ainda segundo os relatos divulgados, a mulher teria sido agredida com diversos golpes nas costas. Pessoas que estavam próximas teriam interferido para interromper a situação e acionado a PRF.

Um vídeo que circulou nas redes sociais registrou parte do episódio. Na gravação, a mulher afirma que já teria sido vítima de uma agressão anterior.

Caso é investigado com base na Lei Maria da Penha

O boletim de ocorrência registrou o caso como lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha. Também consta no procedimento uma acusação de injúria.

Após a prisão em flagrante, Pedro Gadelha foi encaminhado para os procedimentos policiais. Na noite de domingo (30), durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.

A medida determina que o empresário permaneça preso enquanto o caso segue em investigação e tramitação judicial.

Prisão preventiva não significa condenação

A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça e não representa uma condenação. Pedro Gadelha permanece com direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.

As circunstâncias da ocorrência e as acusações apresentadas contra ele deverão ser analisadas ao longo da investigação e do processo.

Relatos sobre episódios anteriores

Após a repercussão do caso, surgiram relatos atribuídos a pessoas próximas à família de que esta não seria a primeira ocorrência de agressão envolvendo o empresário e a companheira.Também foram divulgadas alegações de episódios anteriores envolvendo familiares. Essas informações, contudo, não são tratadas como fatos comprovados ainda, já que não há confirmação oficial ou registros judiciais correspondentes.

Após agressão que levou Pedro Gadelha à prisão, esposa se manifesta pela primeira vez

A defesa da mulher envolvida no caso de violência doméstica que resultou na prisão preventiva do empresário Pedro Gadelha se manifestou nesta segunda-feira (31) sobre a repercussão do episódio.

Em nota assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara, e publicada nas redes sociais, a defesa afirma que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento durante o andamento do caso.

O documento também faz um apelo à imprensa e ao público para que informações sobre o episódio sejam divulgadas com responsabilidade, especialmente em relação à preservação da intimidade da mulher.

A defesa afirma ainda que estão sendo adotadas medidas consideradas necessárias para garantir a integridade física e emocional da vítima.

Defesa cita impactos do ciclo de violência

Na manifestação, a advogada aborda o que classifica como possíveis características do ciclo da violência, mencionando situações como controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional.

A defesa também critica a exposição indevida e a culpabilização da vítima, argumentando que esse tipo de abordagem pode ampliar o sofrimento e dificultar que outras mulheres procurem ajuda e tenham acesso à rede de proteção.

Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção”, afirma a nota.
Caso segue sob investigação

A defesa ressalta que sua atuação é exclusivamente técnica e voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos considerados relevantes para o processo.

O documento também destaca o respeito às atribuições do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal. A defesa afirma que os fatos ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Pedro Gadelha foi preso após uma ocorrência de violência doméstica registrada na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia.

Com a decisão judicial, o empresário permanece preso e à disposição da Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação.

Defesa pede preservação da vítima

Ao final da manifestação, a defesa reforça o pedido para que a mulher seja preservada durante o andamento do caso e afirma que a sociedade deve priorizar o acolhimento e a proteção da vítima.

A nota é assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara.

Leia a nota na íntegra

Diante da repercussão do caso de violência doméstica, esta defesa informa que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas, com a adoção das providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional.

A atuação desta defesa é estritamente técnica, voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos relevantes ao processo, sempre em respeito às atribuições constitucionais do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.

O ciclo da violência pode envolver controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional. Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção.

Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima.

Os fatos seguirão sendo apurados pelas autoridades competentes. À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la.

Após a audiência de custódia, o acusado permanece preso e à disposição da Justiça.

Zenaide fica fora do primeiro debate ao Senado para participar do esforço concentrado em Brasília, em semana de votações do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança, prioridades do governo Lula

 DeFato.com - Politica

A senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição, não participará do primeiro debate entre os candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte, marcado para esta terça-feira (1º), às 20h, pelo Grupo Dial. 

A ausência ocorre justamente no início de uma semana de esforço concentrado no Congresso, em que duas propostas de grande repercussão estarão no centro das atenções: a PEC que acaba com a escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. Zenaide já se posicionou publicamente a favor da redução da jornada e do modelo 5x2.

As duas propostas integram o conjunto de prioridades negociado pelo presidente Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. A votação da PEC do fim da escala 6x1 está oficialmente marcada na CCJ para quarta-feira (2), às 9h, enquanto a PEC da Segurança também está entre as prioridades do esforço concentrado.

SUS vai disponibilizar três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão

Magnific

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o tratamento oferecido a pacientes com câncer de pulmão com a inclusão de três medicamentos de alta tecnologia, brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Anunciada pelo Ministério da Saúde, a medida prevê que os tratamentos sejam financiados integralmente pelo Governo Federal e beneficiem cerca de 1,9 mil pacientes.

As primeiras entregas estão previstas para começar em outubro, de forma gradual, conforme as negociações com os fornecedores e a estrutura necessária para disponibilização de cada medicamento.

A iniciativa ocorre em meio às ações de conscientização sobre o câncer de pulmão e faz parte da ampliação da assistência farmacêutica oncológica na rede pública. A proposta é aumentar o acesso a terapias consideradas de alto custo e oferecer alternativas de tratamento de acordo com as características clínicas e moleculares de cada paciente.

Dois dos medicamentos incorporados, brigatinibe e gefitinibe, são terapias-alvo administradas por via oral. Eles atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas e podem ser utilizados em casa, além de apresentarem menor incidência de alguns efeitos adversos em comparação com determinados protocolos tradicionais de quimioterapia.

Tratamentos podem custar mais de R$ 600 mil na rede privada

O custo dos tratamentos ajuda a dimensionar o impacto da incorporação para os pacientes atendidos pela rede pública. Na rede privada, o brigatinibe e o gefitinibe, juntos, podem ultrapassar R$ 604,2 mil por ano.

O terceiro medicamento incluído é o durvalumabe, uma imunoterapia indicada para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia. O tratamento atua fortalecendo a resposta do sistema imunológico para combater as células tumorais e apresenta resultados positivos no aumento da sobrevida dos pacientes.

Na rede particular, o tratamento com durvalumabe pode superar R$ 643 mil por ano. Com o financiamento integral pelo Governo Federal, a expectativa é ampliar o acesso a essas terapias para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública de saúde.

Nova política amplia oferta de medicamentos oncológicos

A inclusão dos três medicamentos integra a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política que prevê a disponibilização de 23 medicamentos de alto custo para o tratamento do câncer no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos oncológicos na rede pública.

Além da incorporação de novas tecnologias, a política também amplia as indicações de medicamentos que já estão disponíveis no sistema. A estimativa é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela iniciativa, que terá orçamento anual aproximado de R$ 2,1 bilhões, financiado pela União.

A aquisição e o abastecimento dos medicamentos serão organizados por três modelos. No formato centralizado, o Ministério da Saúde será responsável pela compra e distribuição, como no caso do brigatinibe. No modelo descentralizado, hospitais e gestores locais fazem a aquisição com repasse federal por meio da Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC), como ocorre com o gefitinibe.

Compras terão modelos diferentes para cada medicamento

O terceiro formato será a Ata de Negociação Nacional, utilizada para o durvalumabe. Nesse modelo, o Ministério da Saúde negocia um preço único para todo o país, enquanto os gestores realizam a compra de acordo com a demanda das unidades de saúde habilitadas.

A oferta dos três medicamentos não ocorrerá de uma só vez. A distribuição será implementada gradualmente, levando em consideração as negociações para aquisição junto aos fornecedores e as características operacionais de cada tecnologia. A previsão do Ministério da Saúde é iniciar as primeiras entregas em outubro.

Atualmente, o tratamento do câncer de pulmão no SUS é realizado de forma integral nas unidades habilitadas em oncologia. A escolha da estratégia terapêutica considera as condições clínicas e as características moleculares do paciente.

A assistência pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo destinadas a grupos específicos, de acordo com as diretrizes clínicas e as tecnologias disponíveis na rede pública.

A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, afirmou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Segundo ela, o Ministério da Saúde mantém diálogo com a indústria farmacêutica para viabilizar a oferta dos medicamentos da maneira mais rápida possível.

 

Lavínia Manso, Graduanda em Jornalismo pela (UFRN). 

Produz conteúdo para o portal BNews Natal.

 

Pesquisador da UFERSA aponta caminhos para tornar produção de sal mais sustentável no RN

 

 

A produção de sal marinho é uma atividade histórica e estratégica para o Rio Grande do Norte, estado que responde por cerca de 95% da produção brasileira. É também um setor que enfrenta o desafio de conciliar produtividade, modernização e preservação ambiental. É nesse cenário que a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) tem um papel importante, por meio de pesquisas voltadas à compreensão da atividade salineira e à busca de alternativas mais eficientes e sustentáveis.

Professor e pesquisador da UFERSA, Rogério Taygra Vasconcelos Fernandes (foto), atua há mais de uma década junto ao setor salineiro. Sua trajetória acadêmica multidisciplinar, com formação em Engenharia de Pesca e Engenharia Civil, além de Mestrado e Doutorado em Ciência Animal, na linha de Ecologia e Conservação do Semiárido, levou-o a concentrar pesquisas na interface entre atividade salineira, meio ambiente e desenvolvimento regional.

Para o pesquisador, a responsabilidade da universidade vai além da produção de conhecimento acadêmico. Em uma região onde as salinas possuem grande importância econômica e social, a pesquisa precisa estar conectada aos problemas concretos enfrentados pelo setor. “Precisamos desenvolver pesquisas aplicadas, conectadas aos problemas reais do setor e capazes de contribuir para torná-lo cada vez mais eficiente, inovador e sustentável”, afirma o professor.

Rogério Taygra considera que o setor salineiro vive um período de desafios, mas também de oportunidades. A atividade vem passando por processos de modernização, com maior mecanização, automação e controle das etapas produtivas. Ao mesmo tempo, permanecem questões relacionadas à competitividade, à tecnologia e, principalmente, aos impactos ambientais.

É justamente nesse espaço que o pesquisador identifica uma importante contribuição da UFERSA. Segundo ele, as características naturais do Rio Grande do Norte exigem soluções desenvolvidas a partir da realidade local. O estado possui clima, ventos, áreas planas e condições favoráveis à evaporação solar, características que ajudam a explicar sua importância na produção nacional. Por isso, Rogério defende que o conhecimento não deve ser simplesmente importado de outras regiões. É necessário estudar as próprias salinas, seus estuários, o clima e as condições específicas da produção potiguar.

“A universidade não deve estudar o setor de forma distante. Precisamos conhecer a atividade, dialogar com produtores e trabalhadores, entender os processos e transformar esse conhecimento em melhorias”, afirma. A atuação do pesquisador envolve o manejo ecológico das salinas, o estudo da biodiversidade desses ambientes, a mitigação de impactos ambientais, a conservação e recuperação de manguezais e estuários e o desenvolvimento de tecnologias para modernizar a atividade.

A proposta é compreender as salinas não apenas como espaços produtivos, mas também como ambientes que possuem características ecológicas próprias. São áreas manejadas pelo homem que podem abrigar biodiversidade adaptada às condições de elevada salinidade e que também são utilizadas por aves.

Nesse sentido, a sustentabilidade, para Rogério Taygra, não deve ser entendida como um obstáculo à produção. Ela precisa fazer parte do planejamento da atividade. “O futuro da indústria salineira precisa ser mais eficiente e mais sustentável. Precisamos produzir melhor, utilizar os recursos de forma mais inteligente, reduzir impactos e ampliar nossa capacidade de inovação”, reforça.

Água-mãe: de possível rejeito a recurso

Um dos pontos ambientais que recebem atenção do pesquisador é o destino da chamada água-mãe, solução concentrada que permanece após a retirada do cloreto de sódio durante o processo de produção. Rogério ressalta que esse material não deve ser visto simplesmente como um rejeito sem utilidade. A água-mãe contém diferentes sais e elementos minerais que permanecem dissolvidos à medida que ocorre a concentração da salmoura.

O descarte inadequado de uma solução com elevada salinidade pode provocar alterações ambientais, principalmente quando alcança ecossistemas que não estão adaptados a essas condições. Por isso, entre as alternativas estão o controle e o monitoramento dos fluxos de água e salmoura e a investigação sobre o aproveitamento dos componentes presentes nessas soluções.

A própria sequência de concentração pode favorecer a precipitação de outros compostos, incluindo sais de cálcio, sulfatos, potássio e magnésio. Essa característica abre possibilidades para pesquisas voltadas à recuperação de substâncias e ao aproveitamento de coprodutos.

“É justamente aí que a pesquisa aplicada ganha importância: estudar as características desse material e desenvolver alternativas que sejam tecnicamente viáveis, economicamente interessantes e ambientalmente seguras”, explica.

Uma das possibilidades mencionadas pelo pesquisador envolve estudos do professor José Francismar de Medeiros sobre o aproveitamento da água-mãe na agricultura, especialmente como fonte de nutrientes para a produção agrícola. A perspectiva aproxima duas atividades relevantes para o Rio Grande do Norte: a produção de sal e a fruticultura irrigada.

A utilização, entretanto, exige estudos e cuidados técnicos. É necessário avaliar a composição do material, definir doses e formas de aplicação e verificar possíveis efeitos sobre solo, água e plantas. Para Rogério, esse tipo de iniciativa representa uma mudança de lógica: em vez de considerar a água-mãe apenas como um material que precisa ser descartado ou gerenciado ao final da produção, é possível investigar maneiras de transformá-la em recurso.

Sustentabilidade – A conciliação entre produção e conservação ambiental é considerada pelo pesquisador não apenas possível, mas necessária. Para isso, é preciso conhecer profundamente cada sistema produtivo, identificar impactos, evitar aqueles que podem ser evitados, reduzir os que não podem ser completamente eliminados e recuperar áreas quando necessário.

Entre os principais pontos de atenção estão alterações na dinâmica hídrica e na circulação da água, mudanças no solo, transformação de habitats e possíveis alterações de salinidade em ambientes sensíveis. Os manguezais e estuários merecem atenção especial, devido à importância ambiental desses ecossistemas. Mas Rogério também alerta para a necessidade de evitar generalizações: os impactos variam de acordo com a localização, escala, implantação e forma de manejo de cada salina.

Por isso, planejamento ambiental, monitoramento, inovação tecnológica e manejo ecológico precisam caminhar juntos com o diálogo entre pesquisadores, empresas e órgãos ambientais.

Para o futuro, o pesquisador vislumbra uma atividade cada vez mais apoiada por tecnologias como sensores, automação, geotecnologias, sistemas de controle e análise de dados. Essas ferramentas podem ajudar a acompanhar a qualidade da salmoura, controlar níveis de água, melhorar a eficiência da colheita e monitorar parâmetros ambientais. Mas, na visão de Rogério Taygra, o avanço tecnológico precisa estar associado à sustentabilidade.

Para a UFERSA, esse cenário representa também uma oportunidade de fortalecer a pesquisa aplicada e o diálogo com uma das principais atividades econômicas do estado. A concentração da produção salineira no Rio Grande do Norte, segundo o pesquisador, aumenta a responsabilidade das universidades e instituições locais na construção de soluções. “Nós precisamos assumir o protagonismo na produção desse conhecimento”.

A proposta é fazer da ciência produzida na região uma ferramenta para responder aos desafios da própria região. Ao aproximar universidade, setor produtivo e meio ambiente, a pesquisa pode contribuir para que a produção salineira avance não apenas em produtividade e tecnologia, mas também em responsabilidade ambiental e capacidade de inovação.

Para Rogério, esse conhecimento aplicado é fundamental para garantir que a indústria salineira permaneça forte e competitiva ao longo das próximas décadas, sem deixar de lado a conservação dos ambientes que fazem parte da própria realidade produtiva do Rio Grande do Norte.