As mais de 12 mil páginas e os cerca de 820 mil arquivos eletrônicos
que compõem o processo administrativo confirmaram – segundo o Ministério
– as suspeitas e revelaram a existência de um sofisticado esquema de
cartelização do mercado nacional de cimento e de concreto. Esses mesmos
setores também estão sendo investigados ou foram condenados em países
como Alemanha, França, Reino Unido, Polônia, África do Sul, Paquistão e
Egito.
De acordo com o Ministério da Justiça, por meio de reuniões, e-mails e
trocas de informações, os participantes do cartel fixavam preços e
quotas de produção, dividiam mercados e clientes, coordenavam o controle
das fontes de insumo e realizavam operações de trocas de ativos e ações
coordenadas de combate a concorrentes que não participavam do cartel.
Se condenadas pelo Cade, as empresas podem pagar multa de 1% a 30% do
faturamento bruto do ano anterior à instauração do processo.
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