sábado, 27 de outubro de 2012

A SOMA DE TODOS OS MEDOS.

O ser humano, tem medo de muitas coisas. Medo da velhice, medo de morrer, medo do ladrão e medo de ter medo. Mesmo assim, o homem enfrenta certas situações, criadas por ele mesmo, sem sentir medo algum. São situações e escolhas desastrosas, que após o fato, é que ele teme, encarar. Hoje,  muita gente, já teme o futuro que virá. Infelizmente, é muito tarde, para chorar, pelo leite derramado. Quanto para esses, custou o preço de uma escolha ? Quem em sã consciência, faria, a ação irresponsável, sem pensar nos filhos ? É,  muitos fizeram.  Talvez, o homem das cavernas, que lutava pela sobrevivência, pensaria mil vezes, antes de cometer atos, que o levasse, a se arrepender depois. O santanense, recebeu um presente de grego. Lá está o cavalo de pau, enorme, recheado de inimigos. Mas é claro, ninguém ainda sentiu na pele, o que virá por aí. Por enquanto tudo é festa. É música. É sorriso. O canto da sereia, que encantou, os tolos, já não se ouve. A voz pausada, aos poucos, será substituida pelo silêncio. Nnguem, tem nada, pra dizer. E vocês, não podem cobrar. O preço foi pago. Ninguém deve nada. A conta zerou. Para quem, você vai  apelar na hora  da fome? . Não sabemos. Para quem voce vai solicitar um trabalho ? Também não sabemos. Aonda iremos buscar remédios ? Não sabemos. A coisa vai ser, como a cantiga da perua: é de pior a pior. E a velha debaixo da cama,  ela criava uma cabra. Na noite que se danava, a cabra berrava e a velha dizia: "ai meu Deus se acabou tudo..." E o medo do desconhecido. O medo do abandono, não vai durar, poucos dias não. Quem sobreviver, olhará um para o outro e perguntará: "como foi que voce escapou ?" E no radio, uma canção toca: ..." eu era feliz e não sabia".  A cidade, vive, a festa de Frei Galvão, padroeiro do Alto da Boa Vista. Muitas noites de novenas. Procissão e missas. E temos que rezar muito. Os tempos da vacas magras, estão chegando. Quantos veremos lamentarem e chorarem copiosamente ? A reposta é,  MUITOS. A soma de todos os medos, não será capaz, de afugentar, velhos fantasmas, que vocês mesmos, trouxeram. Não é preciso, ser noite de lua cheia, para que,  a assombração da fome, do abandono, apareça em sua casa. Não tem água benta, que dê jeito. Não tem, despacho nas encruzilhadas,  que faça, os espíritos de porcos, serem afastados. SARAVÁ. Mas, fica a dica, que não serve, muito não. Usem da consciéncia, porque há,  um velho ditado, que diz: "quando a cabeça não pensa, é o corpo quem padece".

Do Blog do Aprigio

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