Por: Alex Viana
O nome do PMDB para disputar o cargo de governador do Rio Grande do
Norte, em caso de rompimento com o DEM, é o do atual presidente da
Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB). A
informação é do ex-governador e atual ministro da Previdência,
Garibaldi Alves, em entrevista no último sábado ao jornal Gazeta do
Oeste. De acordo com o jornal mossoroense, Garibaldi foi taxativo ao
afirmar que, “para o governo do Estado pelo PMDB, eu veria o nome de
Henrique”, declarou. “Henrique está muito feliz, conforme o que se
percebe, é uma coisa que se vê a olho nu, pois é uma coisa muito
evidente que ele quer se manter no cenário nacional onde ele desfruta de
um grande prestígio. Mas, o candidato mais viável do PMDB para disputar
o governo do Rio Grande do Norte é o deputado Henrique Eduardo Alves,
no caso de um rompimento na aliança entre o PMDB e o DEM aqui no
Estado”, afirmou Garibaldi.
A declaração do ministro desautoriza a declaração do próprio
Henrique, também à imprensa mossoroense neste fim de semana, afirmando
que não existe possibilidade de rompimento do PMDB com o DEM, da
governadora Rosalba Ciarlini (DEM). “A possibilidade de rompimento não
existe”, descartou Henrique, afirmando que a ele não chegou rumor de
rompimento do seu partido com o governo de Rosalba e lembrando que as
reclamações públicas do PMDB não passaram de “dificuldades políticas”.
INQUIETAÇÕES
Contudo, coube novamente ao ministro da Previdência, ainda em
entrevista ao jornal Gazeta do Oeste, informar o quadro real do PMDB no
Rio Grande do Norte. Segundo Garibaldi, existe uma “inquietação” nas
bases do PMDB, no que diz respeito à aliança com Rosalba. “A inquietação
se deve ao fato de o governo não ter os melhores índices ou não ter
encontrado os melhores índices de aprovação e isso é absolutamente
necessário. Está sendo feito um esforço e houve um consenso quanto à
indicação de novos secretários e vamos esperar”, recomendou Garibaldi.
Em entrevista ao blog de Carlos Skarlack, Garibaldi complementou o
raciocínio iniciado na entrevista à Gazeta do Oeste, afirmando que a
indicação do novo secretário de Agricultura, Júnior Teixeira, do PMDB,
não foi uma sugestão, propriamente dita, do seu partido, mas da base. “A
indicação não foi isoladamente do PMDB, foi uma composição dos partidos
da base como o DEM, o PR, o PMN”, afirmou o ministro.
Para deixar claro seu entendimento, o ministro da Previdência, ao ser
abordado sobre o caminho natural do PMDB em 2014, afirmou que o não
rompimento do partido com o governo Rosalba, agora no início de 2013,
não significa que PMDB e DEM estarão aliados em 2014. “Não significa que
na eleição de 2014 o PMDB vá apoiar Rosalba, de modo nenhum”, disse.
Apesar disso, Garibaldi também voltou a recomendar o discurso do
próprio primo e presidente do PMDB, Henrique Alves. “O nosso presidente
Henrique Alves, tem defendido e dito que o PMDB só vai tratar as
eleições de 2014, em 2014, por isso, vamos esperar para se tomar uma
decisão”, disse. Ele ressaltou que o PMDB vai reunir suas lideranças no
Rio Grande do Norte, para saber o que cada uma quer e o que é melhor
para a legenda como um todo. “No momento certo, vamos reunir nossos
filiados para tomar uma decisão conjunta sobre 2014″.
DISCURSOS
Enquanto para uns jornais de Mossoró, o presidente da Câmara
assegurava que o rompimento com o DEM não vai acontecer, como no caso do
Jornal de Fato do último sábado, para outros, como o blog do jornalista
Carlos Skarlack, Henrique chegou a endurecer novamente o discurso
contra o governo Rosalba Ciarlini. Isso porque depois de avalizar a
indicação do novo secretário de Agricultura, Henrique tornou a dizer que
o PMDB tem dificuldade com o governo Rosalba. “Temos dificuldades com o
governo, de tratarmos as coisas com desenvoltura, pois na teoria é uma
coisa, mas vamos ver como é que na prática isso vai funcionar”, afirmou,
ainda em sua passagem pela cidade de Mossoró.
Henrique, que na sexta-feira à noite havia negado a possibilidade de
rompimento do PMDB com o DEM, no sábado já nutria outro discurso: o de
que o governo precisa dar maior autonomia aos secretários estaduais. “O
que se espera é autonomia, abertura, desenvoltura”, afirmou. Indagado
especificamente sobre 2014, Henrique disse que “O PMDB ainda não tem
nome”, disse, emendando que as eleições 2014, somente serão tratadas por
seu partido em 2014.
Robinson é aplaudido e irrita Rosalba em Mossoró
O vice-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD no Rio
Grande do Norte, protagonizou com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM)
momentos de tensão durante um fórum de vereadores em Mossoró, no último
sábado. Na oportunidade, Robinson foi aplaudido pelos presentes,
irritando a governadora, que foi vaiada. Habituada a ser o centro das
atenções em Mossoró, em seu discurso Rosalba acabou protagonizando um
verdadeiro ‘ataque’ de nervos e verbal, com insinuações contra o
vice-governador, provável adversário dela nas eleições de 2014.
Tudo começou quando o vice-governador foi citado pelo cerimonial, com
a maioria dos presentes aplaudindo com ênfase o nome do governadorável.
Na sequencia, Rosalba tomou o microfone para fazer ataques verbais e
insinuações. O vice-governador Robinson Faria tentou reagir, mas o
presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Francisco José
Júnior, que presidia a solenidade, e que, inclusive, pertence ao partido
de Robinson, o PSD, não facultou a palavra para que o presidente de seu
partido se defendesse das insinuações feitas pela governadora Rosalba
Ciarlini.
“A governadora Rosalba Ciarlini, uma das convidadas ilustres, acabou
protagonizando um verdadeiro ‘ataque’ de nervos e verbal. Habituada a
ser o centro das atenções em Mossoró, Rosalba nem fez questão de
esconder seu ar de reprovação aos aplausos efusivos e incontidos ao
vice-governador. Porém, foi ao ter facultada a palavra, que Rosalba
deixou os bons modos de lado. Em um misto de discurso com desabafo que,
para os presentes, ecoou mais como um ataque ao vice-governador”,
relatou o jornalista Carlos Skarlack.
Ainda segundo o blogueiro, Rosalba fez uma série de acusações. “A
governadora chegou até a declarar que naquele local, tinha político que
pagava jornalistas e empresas de comunicação para atacar a ela e a
outros políticos”, contou.
EXPLICAÇÕES
Na ocasião, Francisco José Júnior tentou explicar a Robinson que o
próximo a falar, depois de Rosalba, era o presidente da Câmara dos
Deputados, Henrique Alves, maior estrela do evento. E que o tempo já
tinha passado do horário combinado. Robinson aceitou e o clima entre
Francisco José Júnior e Robinson Faria, ao final, foi de paz. “Tanto é
assim, que, depois do evento no Thermas, logo depois de entrevista de
Robinson, na Rádio Difusora, os dois se reencontraram. Francisco José
Júnior, ao lado de outros vereadores como Jório Nogueira e das deputadas
Sandra e Larissa Rosado, comemoraram o aniversário do vice-governador
em um restaurante da cidade”, relata ainda o blogueiro Carlos Skarlack.
Ao ser abordado sobre o tema, o vice-governador falou sobre o
episódio. “Eu solicitei ao cerimonial o direito de fazer uso da palavra,
mas fui o único a não falar na solenidade”, declarou Robinson Faria. Em
entrevista à Rádio Difusora de Mossoró AM, porém, Robinson deu o troco a
Rosalba: “Queria fazer apenas uma pergunta à governadora Rosalba. Como
não tive a oportunidade de perguntar na presença dela, pergunto agora,
aqui, e faço um desafio para a governadora: que ela me responda e
apresente apenas uma ação de seu governo contra os efeitos da seca”,
disparou.
Robinson lembrou que o que tem sido feito contra os efeitos da
estiagem no Rio Grande do Norte é com dinheiro do governo federal. “A
Bolsa Família que o homem do campo recebe é com recursos do governo
Dilma e os carros pipas são com recursos do DNOCS”, afirmou o
vice-governador, se referindo ao Departamento Nacional de Obras Contra a
Seca (DNOSC).
MÁ SORTE
Ainda segundo as impressões do jornalista Carlos Skarlack, a
governadora Rosalba Ciarlini não teve um dos seus melhores momentos
neste fim de semana de presença peemedebista na capital do Oeste. “Em
seu próprio canteiro mossoroense, a Rosa descobriu que nem tudo são
flores; depois de começar sendo vaiada, na tarde de ontem, na Câmara
Municipal de Mossoró, depois de saber que em entrevista em que Henrique
disse que o PMDB continua esperando que ela coloque um fim no governo
centralizador; depois de tomar conhecimento que o ministro Garibaldi
disse que o PMDB não indicou o novo secretário da Agricultura e que não
tinha compromisso político com ela para 2014; e depois de ler que o nome
do PMDB para o governo é Henrique Alves, a governadora Rosalba Ciarlini
até pode ter pensado que era o fim dos dissabores. Lego engano. Na
presença dela própria e de outras estrelas políticas, foi vaiada e teve
que ver Robinson Faria ser mais aplaudido. Ai a governadora saiu do
sério”.
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