Em busca de um sonho, o atleta potiguar Raimundo Ferreira de Lima Filho
resolveu percorrer grandes distâncias, fazendo viagens pelo país.
Raimundo começou a pedalar aos 14 anos de idade e hoje, aos 34, usa a
bicicleta como meio de transporte para trabalhar. Ele vende salgados na
Praia do Meio e é assim que mantém a família e a própria bicicleta. O
grande sonho é de viabilizar um projeto que possa trazer as crianças
para a prática do esporte. “A gente que é atleta tem que dar exemplo. Eu
quero montar o meu próprio negócio e fazer um projeto pra crianças
praticarem esportes que é o meu sonho”, revela.
O ciclista mantém um treinamento pesado para conseguir realizar as
viagens. Três vezes por semana pedala até Taipu, cidade onde nasceu,
fazendo trilhas que aumentam a dificuldade do trajeto. “É para melhorar o
treinamento que a gente faz umas trilhas e aumenta a distância. Em
média, pedalo 100 km”, contou.
Foto: Arquivo Pessoal
Ele também ajuda como pode a quem conhece
Sem nenhum patrocínio, Raimundo Filho conta apenas com apoio de amigos e das pessoas que encontra pelo caminho. Mesmo assim, já realizou três viagens de longas distâncias. Todas planejadas previamente através de mapas e registradas pelo seu aparelho celular. Por onde passa, o potiguar recebe autorizações das prefeituras e das bases da Polícia Rodoviária Federal. “Sem as autorizações, a bicicleta ficaria apreendida”, explica.Na primeira grande viagem, em 2009, Raimundo foi de Natal a São Paulo, depois de dois anos de treinamentos. Percorreu cerca de 3.500 km, em 27 dias de viagem. Ele conta que quase se separou da esposa por conta da aventura. O filho do casal havia nascido há um mês e 15 dias e mesmo assim Raimundo resolveu fazer a viagem. “Ela não entendeu muito bem o que eu estava fazendo”, diz. Na segunda viagem, em 2010, saiu de São Paulo com destino a Natal. Concluiu itinerário em 30 dias, chegando a 4.134 km percorridos.
Foto: Arquivo Pessoal
Ele fotografa os lugares onde passa com um aparelho celular
Na última viagem, em 2012, saiu de Natal
com destino ao Rio de Janeiro. Foram 2.761 km A bordo de uma bicicleta
sem reforços ou adaptações para suportar as longas viagens que faz,
Raimundo passou por vários lugares e paisagens do Brasil.
Como o equipamento é simples, ele teve que mudar o quadro, a parte de central da bicicleta, três vezes durante o percurso. Ele relata ainda uma peça que quebrou e, no meio do nada, teve que se virar para poder continuar. “Amarrei um arame e fiz uma engrenagem para poder consertar. Pedalei mais de 250 km com a bicicleta quebrada”, conta.
O desejo agora é conseguir apoio da população para que possa fazer uma nova viagem até o Rio de Janeiro. A ideia é fazer o trajeto em apenas 20 dias, mas com toda a segurança necessária. Acidentes, assaltos e falta de local apropriado para a condução de bicicletas fazem com que ele fique receoso de enfrentar a viagem novamente.
“Só vou fazer se tiver toda a segurança. Do jeito que eu fiz as outras, não faço de novo”, fala. Raimundo conta que a esposa pediu algumas vezes para desistir de viajar longas distâncias de bicicleta, mas ele não cogita essa possibilidade. “Um dia eu chego lá. Quem espera sempre alcança. Um dia alguém abre as portas pra mim”, finaliza.
Como o equipamento é simples, ele teve que mudar o quadro, a parte de central da bicicleta, três vezes durante o percurso. Ele relata ainda uma peça que quebrou e, no meio do nada, teve que se virar para poder continuar. “Amarrei um arame e fiz uma engrenagem para poder consertar. Pedalei mais de 250 km com a bicicleta quebrada”, conta.
O desejo agora é conseguir apoio da população para que possa fazer uma nova viagem até o Rio de Janeiro. A ideia é fazer o trajeto em apenas 20 dias, mas com toda a segurança necessária. Acidentes, assaltos e falta de local apropriado para a condução de bicicletas fazem com que ele fique receoso de enfrentar a viagem novamente.
“Só vou fazer se tiver toda a segurança. Do jeito que eu fiz as outras, não faço de novo”, fala. Raimundo conta que a esposa pediu algumas vezes para desistir de viajar longas distâncias de bicicleta, mas ele não cogita essa possibilidade. “Um dia eu chego lá. Quem espera sempre alcança. Um dia alguém abre as portas pra mim”, finaliza.
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