Estatísticas que inquietam:
O Rio Grande do Norte tem hoje exatamente 48.530 jovens na faixa
etária de 18 a 24 anos, sem estudar, sem trabalhar, e sem qualquer
perspectiva de vida.
São pessoas em idade economicamente ativa que se concentram, em sua
grande maioria, nas camadas mais pobres da população. Eles possuem baixa
escolarização, e por esse motivo, apresentam deficiência na
qualificação para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e
seletivo.
É a geração nem-nem
O Estado apresenta uma estatística desafiadora, nada satisfatória
dentro do segmento educacional para o futuro de sua juventude. Uma
geração sem políticas públicas, sem rumo, sem governo e sem futuro. Quem
afirma isso são os dados oficiais.
De acordo com números apresentados pela Confederação Nacional das
Indústrias (CNI), tendo como base tabulação realizada a partir dos
micro-dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios), o
Rio Grande do Norte tem hoje um grupo de 48.730 jovens, na faixa etária
de 18 a 24 anos, fora da escola. Jovens que não costumam procurar
emprego, mas que quando procuram, não conseguem. Essa turma da chamada
geração do nem-nem praticamente lota o estádio Arena das Dunas.
Nesta faixa etária, o Rio Grande do Norte tem 158.170 jovens fora da
escola; 109.640 que estão trabalhando; 25.763 que não procuram emprego;
22.767 que procuram emprego; e 56.924 que estão dentro da escola,
estudando regulamente no ensino básico.
Diante dessa realidade, a CNI está colhendo informações em todo o
país junto a professores, cientistas sociais, jornalistas e gestores
públicos para definição de um projeto sobre Educação Para o Mundo do
Trabalho.
A CNI quer encarar o desafio da realidade do nem-nem e promover
amplo debate sobre o assunto. No dia 30 de outubro, haverá em Brasília,
apresentação do documento final e quem sabe, as escolas abram suas
portas aos jovens que foram expulsos de lá, de uma forma ou de outra.
Que venha do setor privado a iniciativa para mudar o triste quadro em
área onde o Estado tem se mostrado omisso e incompetente. O debate
estadual do projeto nacional da CNI aconteceu no Rio Grande do Norte na
última quarta-feira (11), no auditório da Fiern (Federação das
Indústrias do Rio Grande do Norte).
Da Coluna Anote
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