Enquanto a média nacional de homicídio por 100 mil habitantes é 27,5,
a média de homicídios por 100 mil habitantes, em Antônio Martins, por
exemplo, chega 153 este ano, ou seja, equivale mais do que ao dobro de
países em guerra, como o Iraque de 2004 a 2007 (64 homicídios por 100
mil hab.).
Em Frutuoso Gomes, que tem só quatro mil habitantes aconteceu 37 homicídios no intervalo de 2007 a 2013.
E foi destas duas cidades, que somente nos últimos 30 dias, a Polícia
Federal prendeu sete pessoas (PF não divulga nomes dos presos em suas
operações) em duas ocasiões distintas transportando mais de 580 quilos
de drogas, entre Maconha e crack, a droga da morte.
A Polícia
Federal informou que esta droga estava sendo transportada pelos
suspeitos presos da região Centro Oeste do País para abastecer as
cidades do Alto Oeste, inclusive Mossoró. A primeira ação desarticulou uma quadrilha em São Miguel com 341,3 quilos de drogas.
Na ocasião, foram presos quatro homens de Antônio Martins e um
cearense já condenado por tráfico de drogas e que cumpria pena em regime
semi-aberto. Os suspeitos foram autuados em flagrante e depois
conduzidos ao Presídio Regional do Seridó.
Menos de 30 dias depois, nesta quarta-feira, 13, a Polícia Federal de
Mossoró prendeu 3 homens transportando 241 quilos de maconha. Os três
(nomes resguardados pela Polícia Federal) são exatamente das cidades de
Frutuoso Gomes e Antônio Martins, por coincidência exatamente a cidade
que lidera por número de habitantes os homicídios no RN.
Nos dois casos, a forma de transporte da droga é a mesma. Os
suspeitos usaram carros de paseio para atravessar o pais com a droga em
caixas de papelão. Apreensões parecidas também foram realizadas na
região da Grande Natal, também há poucos dias.
O trabalho da Polícia Federal do Rio Grande do Norte é forte no
combate ao tráfico de drogas (já apreenderam quase uma tonelada de
drogas só este ano no RN), mas não se tem conhecimento se chegaram a
prender os fornecedores destas drogas no Centro Oeste do País e nem
muito menos os financiadores potiguares do tráfico de drogas,
considerando que quem está sendo preso não tem recursos para um
‘investimento’ tão vultoso.
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