De acordo com o pai da criança, o senhor José Gomes Alves, Willian
deu entrada na ala pediátrica do hospital apresentando sintomas de uma
leve asma. Segundo ele, médicos examinaram a criança e aconselharam os
pais a deixa-la em observação por pelo menos três dias, já que a família
mora no interior no estado e assim ficaria difícil acompanhar o quadro
do menino.
Passados os três primeiros dias, o garoto não apresentou melhoras.
Foi quando os pais do menino solicitaram, ao hospital, que o menino
fosse examinado por um pneumologista. Ao examinar o menino, o médico
atestou que Willian apresentava um quadro de coqueluche, e que as doses
de remédio que vinham recebendo deveriam ser suspensas. No entanto,
segundo o pai de Willian, os remédios continuaram medicando o garoto.
Ainda segundo, os pais da criança, ao 18º dia, a criança começou a
sentir fortes dores em várias partes do corpo. Diante dessa situação, o
pai diz que a pediatra que acompanhava o garoto prescreveu ainda mais
remédios para o alívio da dor. “Porém quanto mais remédio tomava, mais
as dores aumentavam”.
Após tantos dias de angústia, a criança teve que ser transferida para
a Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital, com machas escuras por
todo o corpo e espirrando sangue pela boca. Foi então que o pai
solicitou um médico infectologista para que também examinasse o garoto.
Segundo o pai, ao examinar o quadro da criança, o médico
infectologista teria dito que o menino apresentava sintomas visíveis de
intoxicação proveniente das altas dosagens de remédio dadas a ele, ao
longo dos 23 dias em que passou internado no hospital.
Um laudo expedido pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia
(Itep), diz que a causa morte da criança precisa de esclarecimento e que
depende de exames complementares.
Em nota, o hospital se pronunciou e lamentou o ocorrido e que já
“encaminhou o fato à uma comissão de revisão de prontuário e óbitos para
que sejam apuradas o mais rápido possível todas as condições e
informações referentes ao caso, do ponto de vista de evolução clínica e
desfecho”.
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