A defesa da candidatura do vice-governador Robinson Faria ao Governo do
Estado é consenso entre os deputados do PSD. Mas não há um discurso
uníssono quando questionados se nada fará com que a disputa majoritária
do partido recue. Para o deputado estadual José Dias, vice-presidente
estadual do PSD, o projeto de Robinson Faria é “irreversível” do ponto
de vista político. “Do ponto de vista humano não posso dizer, não posso
chegar tão longe. Mas posso garantir que não temos plano B”, frisou.
José Dias chegou a dizer que a declaração do vice-governador de que
ponderará caso perceba que as candidaturas proporcionais podem ser
sacrificadas – caso não viabilize alianças para o pleito ao Governo –
não será aceita pelos demais integrantes do partido.
“Nós,
que somos candidatos, que formamos o PSD, não admitimos nem essa
hipótese [de recuo de candidatura majoritária]. As nossas candidaturas
não passam por um recuo”, assinalou. O deputado federal Fábio Faria,
filho do vice-governador, é mais cauteloso. E Gesane Marinho, deputada
estadual, comentou que Robinson “não cometeria uma insanidade” de sair
isolado e sozinho. “Eu acho que ele não faria algo dessa forma, pensando
única e exclusivamente nele”, salientou. Os três parlamentares
destacaram que não vêem possível o isolamento do PSD.
“Possibilidade
zero. Eu não acredito em candidatura única, acho que nós temos como
avançar, estamos trabalhando com essa hipótese, embora na política nada
seja irreversível”, pontou Fábio Faria. Segundo José Dias, Robinson
Faria tem aparecido em condição favorável nas pesquisas de intenção de
votos realizadas até agora. Ele destacou que o PSD, além disso, tem se
reunido e a candidatura do vice-governador é unanimidade.
Ele destacou que Robinson Faria é o único candidato ao Governo no
tabuleiro da política potiguar. E que essa definição favorece o PSD. “Um
que é viável politicamente e eleitoralmente é Garibaldi. Mas eu
confesso a você que acredito na palavra de Garibaldi. Acho que ele não é
jogador de poker da política, ele tem uma história e quando diz que não
é porque não é. Ele não está blefando”, frisou. José Dias assinalou
também que o PT foi outro que afirmou categoricamente que não tem
candidato próprio. E que resta o PSB.
“O PSB é a incógnita da
politica do RN. O PSB só tem um nome que é dona Wilma [de Faria]. Mas
ela não declara que é candidata a governadora, não diz nitidamente se
será a senadora, nem a deputada federal”, enfatizou o deputado. Ele
comentou também que o nome que surgiu como sendo do PMDB, o empresário e
ex-ministro Fernando Bezerra, não se sabe se é para valer. “Até porque
aquele que não assume a sua candidatura é anti-candidato. O PMDB não tem
candidato explícito. O PT disse que não tem. E o PSB, só o oráculo de
delfo pode saber o que está na cabeça de dona Wilma”, finalizou o
deputado.
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