Quase 40% dos
deputados federais campeões de votos e dos senadores eleitos no último 5
de outubro são investigados em procedimentos na Justiça a partir de
acusações da polícia e do Ministério Público (MP), com suspeitas que vão
de desvios de recursos e improbidade administrativa a crime de tortura e
desrespeito à Lei Seca. Levantamento do GLOBO revela que 40 dos 108
parlamentares mais votados são acusados de diferentes crimes em
instâncias judiciais. Boa parte deles é de novatos que, a despeito do
sucesso nas urnas, já chegam ao Congresso com a possibilidade de serem
investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para onde são
transferidos os processos e inquéritos de autoridades com foro
privilegiado – benefício assegurado a partir da posse, em fevereiro de
2015.
O levantamento
levou em conta os três deputados federais mais votados em cada estado e o
senador que conquistou a vaga disputada nesta eleição. Aparecem na
lista dos processados ex-ministros, ex-governadores e ex-prefeitos. Há
ainda parentes de políticos e neófitos que já chegam ao parlamento com
explicações a dar. A acusação mais comum é de improbidade
administrativa, quando ações tomadas em cargos públicos são
questionadas.

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