sábado, 13 de dezembro de 2014

12ª Jornada Espacial termina na capital potiguar com palestra do astronauta Marcos Pontes

Portal JH

Estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de 19 estados e do DF participaram do evento


Alessandra Bernardo
alessabsl@gmail.com
12jornaEstudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de 19 estados e do Distrito Federal estão no Rio Grande do Norte participando da 12ª Jornada Espacial, realizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no município de Parnamirim. Selecionados como as melhores notas entre os 800 mil alunos participantes da 17ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (Oba), realizada em maio passado, eles assistiram à palestra do astronauta brasileiro Marcos Pontes na manhã desta sexta-feira (12).
Segundo o coordenador da Oba, professor João Canalle, o objetivo principal é despertar nos estudantes o interesse e a vocação para uma carreira profissional que seja ligada à área das ciências espaciais, que ainda carece de atenção no país, mas é bastante desenvolvida fora do Brasil. Ele disse que todos os 43 alunos participantes receberam as maiores notas na última edição da Oba e que vieram para conhecer um dos dois centros de lançamentos de foguetes.
“Usamos a olimpíada para motivar alunos, com premiações e conhecimentos para despertar neles o interesse pela área espacial. E os professores e as escolas também são motivados a buscar essa superação, através de novas atividades educativas que estimulem a descoberta de novos talentos. Também formamos duas equipes que representam o Brasil em olimpíadas internacionais, tirando 15 alunos com as melhores notas entre os cem selecionados, para compor esses grupos”, falou.
O estudante potiguar Thiago Souza, do 3º ano da Escola Estadual Peregrino Júnior, foi convidado para o evento, falou sobre o sonho de seguir carreira na área e a importância de participar das atividades desenvolvidas durante a Jornada. “Sempre gostei muito de astronomia e quando recebi o convite, aceitei na hora. Tudo o que eu vi e aprendi aqui, eu levarei para a minha vida inteira. E meu sonho em ser astronauta só ficou mais forte”, falou.
João Canalle disse ainda que a Mostra Brasileira de Foguetes, que reuniu 63 mil estudantes do Ensino Médio participantes neste ano, revelou um grupo de alunos do interior de São Paulo que conseguiu bater o recorde nacional ao lançar um foguete feito de garrafa pet a 333 metros de distância. Um dos integrantes do grupo, o estudante Felipe Roz, falou que passou vários meses trabalhando no projeto de construção do artefato e que não acreditou quando viu a distância que o material alcançou.
“Passamos muito tempo planejando, mas não acreditávamos que fossemos conseguir, porque é difícil. Isso nos motivou ainda mais e reforçou o nosso desejo de adquirir mais conhecimentos e de novas conquistas. Meu sonho de ser astronauta também ganhou mais força”, sorriu.
Para o professor da equipe de Felipe, Murilo Murakami, o evento possui uma importância única na troca de conhecimentos e experiências para os estudantes que desejam ingressar na área espacial e tecnológica brasileira e para revelar talentos que muitas vezes não conseguem projeção por falta de oportunidade. “O desenvolvimento tecnológico do Brasil tende a crescer cada vez mais e ações como essa são fundamentais para que isso aconteça”, afirmou.
Astronauta fala para estudantes
Um dos participantes mais esperados do evento, o astronauta brasileiro Marcos Pontes falou sobre a gratificação em participar de um evento que reúne Educação, Ciência e Tecnologia. Para ele, os presentes são possíveis candidatos não só a astronautas, mas também a outras funções dentro do programa espacial e em outras atividades ligadas a Ciência e Tecnologia. Para isso, o mais importante é conversar a respeito das possibilidades de trazer o assunto para o que eles querem, sempre abordando sua experiência de estar no espaço.
Marcos afirmou que o programa espacial brasileiro sempre sofreu falta de apoio por parte das autoridades políticas e que o Brasil poderia estar bem mais adiantado. No entanto, ele acredita que não adianta só reclamar, mas é preciso fazer com que as próximas gerações se mobilizem para melhorar essa situação e cobrem dos governos uma posição mais presente sobre o projeto. Ele também deixou uma mensagem para os estudantes que desejam seguir a carreira.
“São quatro coisas que minha mãe falava e que eu penso ser importante repetir para os jovens que estão aqui e que concentram conhecimento, habilidade e atitude. Ela dizia que eu conseguiria chegar aonde eu quisesse, desde que estude, trabalhe, persista e sempre faça mais do que as pessoas esperam de você. Adquira conhecimento, habilidade e tenha uma atitude positiva, faça acontecer. É isso”, afirmou Marcos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário