A discussão sobre o reajuste salarial dos jornalistas potiguares se estende desde setembro
Segundo o portal Notícias da TV, os comunicadores estão em estado de
paralisação, o que significa que podem ocorrer atos de protesto a
qualquer momento. Há, também, a possibilidade de haver greves na área
caso as empresas de mídia não façam o reajuste reivindicado pelos
trabalhadores locais.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande
do Norte, Breno Perruci, afirmou que o ato foi realizado para marcar a
paralisação. “A insatisfação é geral. Vamos fazer manifestações-surpresa
para incomodar os patrões”, declarou.
“Se eles nos receberem com retaliação e não atenderem às nossas
reivindicações, podemos fazer greve”, acrescenta. Profissionais de todos
os veículos de comunicação participaram do ato.
No “RN TV”, por exemplo, os apresentadores Matheus Magalhães e Lidia
Pace estavam trajados com roupas pretas, em alusão ao movimento. Os
produtores e editores da atração também trabalharam com roupas
escuras.Casos semelhantes foram vistos em outros canais locais. As
afiliadas do SBT, da Record e da Band integraram o protesto, bem como
jornais, portais e rádios do Rio Grande do Norte.
O valor do piso salarial na região é de R$ 1.225,80. Os trabalhadores
defendem quase o dobro de aumento do pagamento para três salários
mínimos (R$ 2.172,00). Querem, ainda, definição de benefícios
complementares do serviço como vale-alimentação, auxílio-creche,
licença-maternidade de seis meses e vale-cultura.
As empresas de comunicação da região, porém, oferecem 6% de aumento. A
proposta revoltou os jornalistas em assembleia realizada na última
quarta-feira (10/12). Nela, os profissionais recusaram a proposta,
anunciaram estado de paralisação e decidiram protestar usando roupas
pretas.
Entenda o caso
A discussão sobre o reajuste salarial dos jornalistas potiguares se
estende desde setembro, quando o entrevero iniciou. Como não conseguiram
negociar o aumento do ordenado, entraram em dissídio coletivo. De
acordo com o Notícias da TV, o caso sairá da Superintendência Regional
do Trabalho para a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte, que
decidirá se haverá alta do piso da área.
Fonte: Portal Imprensa
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