Na terça-feira, outro brasileiro também preso na Indonésia teve o pedido de clemência negado
As cinzas de Marco foram entregues à tia dele, Maria de Lourdes
Archer Pinto, que foi à Indonésia ao saber que o pedido de clemência do
sobrinho havia sido negado e a execução, marcada para o último sábado.
Segundo as leis do país, presos condenados à morte têm a opção de se
sentar numa cadeira ou se ajoelhar no momento da execução. Eles também
podem escolher entre ter os olhos vendados ou não. Marco foi preso em
2004, no aeroporto de Jacarta, ao tentar entrar no país com 13 quilos de
cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta.
A “Folha” deu também detalhes de como ocorreram as execuções de
sábado na Indonésia – junto com Marco Archer, foram mortos outros quatro
presos. De acordo com o jornal, os condenados estavam em frente a
cruzes, algemados, vestiam camisas brancas e tiveram uma marca preta
desenhadas perto do coração – uma espécie de alvo para os carrascos.
Antes de os tiros serem disparados, um apito foi soprado como sinal de
preparação. A ordem para os atiradores dispararam foi dada de modo
silencioso, com uma espada sendo abaixada.
O jornal informou que reconstituiu as execuções com base em
informações obtidas com autoridades brasileiras e da Indonésia e em uma
norma de 2010 que diz como a polícia deve atuar em execuções.
Outro brasileiro no corredor da morte
Na terça-feira, outro brasileiro também preso na Indonésia teve o
pedido de clemência negado. Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi condenado à
morte após ser preso, em 2004, ao tentar entrar no país com seis quilos
de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Após o segundo pedido de
clemência ser negado, a esperança é de que a decisão seja reconsiderada
por razões médicas. Rodrigo foi diagnosticado com esquizofrenia e
poderia ter a execução suspensa com uma transferência para um hospital
psiquiátrico.
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