Logo após reduzir os recursos para o
BNDES para o ano que vem, a presidente Dilma Roussef, a mesma que
acusava seus adversários de quererem diminuir o poder do bancos
públicos, anunciou que vai tornar a Caixa Econômica Federal
privatizável. Bradesco e Itaú já estão na fila para comprar sua fatia.
Como se trata de uma iniciativa do PT,
muitos simpatizantes do partido, ainda que se sintam traídos pelo
disrcuro de capanha de Dilma, resistirão em admitir a traição. Muitos
dirão que isso não é privatização, é apenas “abertura de capital”. algo
parecido com o que disseram sobre as rodovias, quando o PT decidiu
entrega-las à exploração de empreiteiras: não é privatização, é
concessão?
Embora não admitam, todos sabem que
admitir sócios privados equivale a perder o controle absoluto dos
negócios. Os sócios que, pela lógica do mercado, tenderão, no decorrer
do processo, a opinar ou até mesmo assumir o controle da instituição.
Como fez com milhares de quilômetros de
rodovias federais, Dilma pretende entregar a Caixa Econômica aos bancos
privados. Bradesco, que manda no dinheiro do povo através do
representante de seus interesses dentro do governo, no caso, o ministro
da Fazenda, Joaquim Levy, já está se preparando para adquirir ações da
Caixa. O banco Itaú não vai ficar de fora da briga e certamente já
prepara recursos para adquirir sua fatia na instituição.
O dinheiro que Dilma pretende arrecadar
com a venda de ações não será aplicado em programas da Caixa ou para
fortalecer suas reservas. Será destinada a cobrir o rombo das contas
públicas e certamente, os desvios de dinheiro da Petrobras. Mesmo diante
de tantas denúncias de desvios envolvendo diretamente o seu nome, Dilma
pareceu bastante à vontade, dando a entender na maior naturalidade que
pode fazer o que quiser com o patrimônio do povo brasileiro.
Veja abaixo a matéria do site Valor.com.br
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