A
decisão de acatar ao recurso da defesa da dupla foi tomada por dois
votos a um pelos desembargadores da 8ª Câmara Criminal do tribunal. Os
dois jovens respondiam ao processo por terem acendido e lançado o rojão
que atingiu a nuca do cinegrafista, enquanto ela gravava imagens do
protesto de fevereiro do ano passado – quatro dias depois, ele teve
morte cerebral causada por fratura craniana.
Com
a decisão, o Ministério Público, que denunciou Barbosa e Souza por
homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, com uso de explosivo e
mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima -, terá que
oferecer uma nova denúncia. A medida também anula a pronunciada pela 3ª
Vara Criminal em agosto do ano passado, que determinava que os acusados
fossem julgados pelo Tribunal do Júri. O processo, agora, foi
redistribuído para uma das varas comuns da comarca da capital.
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