sábado, 14 de novembro de 2015

Fotógrafa potiguar relata drama durante ataques em Paris

Prefeitura da cidade de Paris decretou toque de recolher depois das explosões e tiroteios


Por Bruno Araújo
As fotógrafas Elisa Elsie e Mariana Vale estão em Paris, França, para participar de uma mostra de fotografia. Na noite desta sexta-feira (13), elas vivem um pouco do drama do ataque na capital francesa que provocou, ao menos até aqui, a morte de mais 100 pessoas.
As duas estavam numa livraria quando os ataques começaram e foram orientadas a permanecer no local até que a situação fosse controlada pelas forças de segurança da França. Do local, Elsie utilizou um aparelho celular para relatar a situação, pouco mais de uma hora atrás, cerca de duas depois do início do ataque.
“Estamos há cerca de 3h numa livraria em Paris abrigados com outros clientes que estavam no local no momento dos ataques. Aqui já passa da 1h e a noite está esfriando. Estamos bem e esperando a situação acalmar”, escreveu.
A prefeitura da cidade de Paris decretou toque de recolher depois das explosões e tiroteios em sete pontos da cidade. Pelo Twitter, foi anunciado que a prefeitura, todos os equipamentos da cidade estarão fechados: escolas, museus, bibliotecas, ginásios, mercados, clubes.
“Provavelmente teremos de dormir aqui, no próprio Predio da livraria Shakespeare & Company. Muita polícia e ambulância pelas ruas”, finalizou a curta postagem feita, em que recebia força de pessoas na rede e tranquilizava familiares e amigos no Brasil.
Até agora, a polícia contabiliza mais de 100 mortos em sete ataques na capital francesa, a maioria na casa de espetáculos Bataclan.

Segundo a embaixada há dois Brasileiros 

Dois brasileiros estão entre os feridos nos ataques da noite desta sexta-feira (13), em Paris, confirmou a embaixadora brasileira Maria Edileuza Fontenele Reis em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Eles estão sendo submetidos a cirurgias e o estado de saúde deles não estava claro.

Itamaraty confirmou que há dois brasileiros entre feridos (Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)A embaixadora disse que se tratavam de dois estudantes que vivem na França e eles foram identificados, mas ela não poderia informar seus nomes enquanto as famílias não fossem comunicadas. A diplomata relatou clima de tensão. Havia ao menos três estações de metrô fechadas e policiais e agentes de segurança por toda a cidade.
Itamaraty(Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)

Maria Edileuza disse ter sido surpreendida pelo barulho das sirenes de ambulâncias e viatura da polícia, mas estava em casa quando tudo ocorreu. A diplomata destacou o fato de o país estar se preparando para receber a conferência mundial do clima e mais de 100 chefes de Estado e de governo em alguns dias. “A situação me parece muito grave.”
A embaixadora, que está há um ano em Paris, não estava na França durante os ataques ao semanário satírico Charlie Hebdo em janeiro. Mas quando retornou de uma viagem ao Brasil, notou que tudo havia mudado, com policiais armados vistos em todos os lugares. “Agora, vai ficar pior.”

 Itamaraty(Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)

 

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