De acordo com a Folha de S. Paulo, um dos motivos para a decisão foi a
descoberta de uma denúncia contra o partido. “Não posso permanecer em
um partido que tomou mais de R$ 300 milhões da Petrobras”, destacou
Datena.
O apresentador se referia a informações divulgadas no domingo (17)
com acusações contra o PP. O procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, declarou que o esquema de corrupção sustentado pelo PP na
Petrobras, desviou R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal, entre 2006 e
2014 –161 atos de corrupção em 34 contratos, 123 aditivos contratuais e
quatro transações extrajudiciais.
“Desisti por causa das novas denúncias de corrupção ligando o partido
a que me filiei com o objetivo de específico de me candidatar. Lembrei
do que meus pais diziam: ‘Dizem com quem andas e te direi quem és'”,
disse Datena ao UOL depois do programa.
A publicação destaca ainda que o PP e seus integrantes já eram
investigados pela operação Lava Jato antes do apresentador se filiar ao
partido.
Além disso, Datena citou outro motivo para justificar sua decisão. A
suposta realização de eleições prévias dentro do PP para definir o nome
do candidato a prefeito do partido. A jornalista Mônica Bérgamo havia
refereido em sua coluna na Folha, que o jornalista teria de disputar com
o ex-prefeito da capital Paulo Maluf a indicação. “Jamais disputaria
uma prévia eleitoral com [Paulo] Maluf. Preferia uma disputa com o
Marcola [um dos líderes do PCC].”
“Acreditei que seria possível ajudar a cidade, mas o cenário político
só piora, com denúncias cada vez mais cabeludas. Ele [Maluf] é o
candidato ideal para o momento de hoje”, disse Datena ao UOL.
O jornalista afirmou que já comunicou as decisões de desistir da
pré-candidatura e de se desfiliar ao deputado estadual Delegado Olim,
seu amigo, cotado para ser o vice na chapa. Só faltava avisar o deputado
federal Guilherme Mussi, presidente do diretório estadual do PP, com
quem Datena deveria conversar nesta segunda.

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