Três principais reservatórios do estado, a Barragem Armando Ribeiro, Santa Cruz do Apodi e de Umari estão muito abaixo de suas capacidades
Por Saulo de Castro
De acordo com Josivan Cardoso, diretor presidente do instituto, os
três principais reservatórios do estado, a Barragem Armando Ribeiro,
Santa Cruz do Apodi e de Umari estão muito abaixo de suas capacidades.
A barragem Armando Ribeiro está com apenas 20% de sua capacidade. O
reservatório possui uma capacidade de armazenamento total de 2,4 bilhões
de m³ e está atualmente com 486 milhões de m³.
O reservatório de Santa Cruz do Apodi que possui capacidade para 600
milhões de m³ está com 188 milhões, o que representa um percentual de
31% de seu armazenamento total.
Assim como a barragem Armando Ribeiro, o reservatório de Umari também
está com apenas 20% de sua capacidade. Sua capacidade total de
abastecimento é de 292 milhões de m³ e está com apenas 59 milhões.
Chuvas
Nas últimas 72 horas – das 7h da sexta-feira (8) até às 7h desta
segunda-feira (11) -, a gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), registrou chuvas de
intensidades variadas em 93 postos pluviométricos, dos 197 existentes no
Estado. As chuvas mais intensas na mesorregião Oeste do Estado
ocorreram em Portalegre 100,2 ; Olho D’agua Dos Borges 89,0 ;
Umarizal(Fazenda Camponesa 86,0; Pilões 83,0; Tenente Ananias 75,0,
Rodolfo Fernandes 56,5, Coronel Joao Pessoa 56,0; Major Sales 56,0;
Venha Ver 53,0; Viçosa 51,0; Itaú 50,0; Paraná 50,0; Francisco Dantas
49,9; Riacho Da Cruz 49,0; Serrinha Dos Pintos 47,0
De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, as chuvas
nesses municípios tem relação direção com o fenômeno denominado Vórtice
Ciclônico de Ar Superior.
Esse fenômeno é de difícil previsão e tem duração de aproximadamente
cinco dias, o que surpreende a Emparn, uma vez que o sistema está atuado
há quase um mês. Segundo Bristot, esse fenômeno tem agido com maior
intensidade na faixa litorânea do estado, mas tem influenciado no clima
do interior, mesmo que em menor intensidade.
Segundo ele, como o fenômeno é de difícil previsão e que por isso é
impossível precisar se as chuvas no interior poderão ou não ocorrer com
maior intensidade. “Até o final dessa semana é que saberemos como ele
vai se comportar ou se ele vai se dissipar”, explicou.
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