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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Agressor de advogada que teve braço quebrado em boate de Natal é punido com 3 anos de reclusão

O empresário Rômulo Lemos foi condenado a três anos de reclusão por lesão corporal grave cometida contra a advogada Rhanna Diógenes, que teve seu braço direito quebrado por ele há quase cinco anos na boate Peppers Hall, na zona Sul de Natal. O caso ganhou repercussão nacional e o Apartamento 702 conversou com Rhanna no ano passado.
A sentença dada pelo juiz Alceu Cicco, da 2ª Vara Criminal da Zona Sul de Natal, destaca que o crime cometido pelo réu foi fruto do machismo. A decisão detalha ainda que as lesões sofridas pela vítima “foram decorrentes, única e exclusivamente, da conduta do réu, porquanto este permaneceu segurando o braço da vítima durante todo o tempo em que discutiam e, após a tentativa desesperada dela de se desvencilhar, puxou-a em direção ao solo golpeando-lhe o braço”.
Para Rhanna, “o resultado foi muito significativo, emocionante, uma vez que um homem sem caráter e desconhecido me causou dor e sofrimento, mas outro homem, também desconhecido, mas com dignidade e justiça, devolveu minha paz de espírito. É preciso entender que não se trata de uma guerra entre sexos, mas, sim, um combate entre pessoas que amam a igualdade e aquelas que a odeiam. O Juiz Alceu Cicco fez muito mais do que aplicar uma sentença. Deu uma lição de vida e um meio de esperança de que devemos, sim, denunciar, e que nós, mulheres, não podemos mais nos calar”, disse em redes sociais.
Com essa condenação de três anos no Caso Rhanna, Rômulo Lemos já acumula cinco anos de reclusão, em virtude de outra condenação pela agressão de sua ex-companheira, já em grau de recurso no Tribunal de Justiça do RN. Caso ambas as sentenças sejam confirmadas pelo Tribunal de Justiça, o cumprimento da pena será no semi-aberto, podendo evoluir para o fechado, no caso de agravamento da pena.
A advogada, Rhanna Diógenes (24), que atualmente é pré-candidata a vereadora de Natal, considerou a sentença satisfatória e disse: “muitas mulheres podem pensar que três anos é pouco, mas como fui vítima de lesão corporal é quase o tempo máximo da pena.” O crime de lesão corporal grave prevê pena de um a cinco anos e esta condenação representa cerca de 75% de pena máxima, mas ainda cabe recurso tanto para o condenado como para o Ministério Público.
Quando questionada sobre a candidatura no pleito de 2016, a jovem afirmou: “não é oportunismo, mas no momento em que fui agredida me vi com vergonha e com medo de denunciar, isso fruto de uma sociedade de homens e mulheres machistas.” Com o objetivo de propor esse e outros debates que Rhanna vai disputar uma das 29 vagas na Câmara dos Vereadores.
 
Fonte: Apartamento 702
 

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