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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“Remuneração dos Poderes no RN é um absurdo”, avalia cientista político

O governador Robinson Faria (PSD) declarou que fará reunião com os chefes de poderes do Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público, Judiciário e Assembleia Legislativa, na quarta-feira (26). O tema da discussão é o repasse do superávit que fica nos poderes e o orçamento não executado que por lei deveria ser devolvido ao tesouro do Estado.
Acerca do debate que tem ocorrido acerca dos atrasos de salário dos servidores do Poder Executivo, o Agora RN entrevistou o sociólogo e cientista político, Daniel Menezes, que avaliou o método como os poderes são remunerados no Brasil como um “absurdo”.
“É complicado porque há um lógica de remuneração dos poderes em que eles não são prejudicados pela crise. Há um diferença entre orçamento estimado e realizado. Como eles se baseiam no orçamento estimado, que há no início do ano, pode surgir qualquer frustração de receita que eles continuam recebendo a mesma coisa. O Rio Grande do Norte é um estado com um dos trios de Poderes mais caros do país, proporcionalmente falando; são poderes caros, que prestam serviços de alta complexidade. Além disso, não respeitam o teto e acumulam superávits fiscais, o que é absurdo!”, explicou o cientista político.
Nesta terça-feira (25), o governador Robinson afirmou que o governo do presidente Michel Temer é pior do que o do PT para o Nordeste. “Há um dado que ao meu ver é conclusivo nessa historia toda, o Nordeste representa 28% da população do Brasil, e na renegociação de dívida recebeu menos de 10%. A gente costuma dizer no censo comum que o São Pulo é a bola mestra do Brasil, mas é ao contrário; a gente está com salários atrasados no Nordeste para que São Paulo se mantenha em dia. Só o que São Paulo recebeu de recurso para renegociação de dívida daria para ajudar todos no Nordeste”, declarou Daniel.

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