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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Na prisão, Eike Batista é obrigado a tirar peruca que escondia a careca

O ex-bilionário Eike Batista foi obrigado a retirar a peruca que utiliza para esconder a careca, como o Diário do Poder antecipou que aconteceria, na manhã desta segunda (30). O protocolo é adotado pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). Homens têm a cabeça e barba raspadas, quando entram no sistema prisional, e as perucas são proibidas até em visitantes, para evitar o ingresso de materiais proibidos.
A Defensoria Pública do Rio considera isso “fere o respeito e a dignidade humana”, por essa razão ingressou com ação na Justiça, mas, por 2×1 votos, os desembargadores da 5ª Câmara Cível decidiram que a medida deve continuar por questões de saúde e higiene, principalmente, para impedir a proliferação de pragas e manutenção da disciplina nas unidades prisionais. A Defensoria entrou com recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Amor à cabeleira
Eike, que tinha apego pela cabeleira, passou pelo procedimento no início da tarde desta segunda-feira (30), horas após a prisão. O empresário tem implante fio a fio, feito na clínica Tricosalus, que pertence ao italiano Alessandro Corona. O implante começou a ser feito em 2010.
Apenas a consulta na clínica custa R$ 637. Já o valor inicial do procedimento, segundo a Revista Veja, é de R$ 9 mil. A quantia, no entanto, pode subir a depender da qualidade e quantidade dos fios.

Defesa pede para que o cliente fique preso na Superintendência da Polícia Federal no Rio.

A defesa do empresário Eike Batista enviou documento à 7ª Vara Federal Criminal do Rio no último dia 27 em que pede para a prisão preventiva do cliente ser convertida em domiciliar. Na ocasião, Eike ainda estava nos Estados Unidos e era considerado foragido. O advogado Fernando Martins pede que, caso essa solicitação não seja acolhida, o cliente fique preso na Superintendência da Polícia Federal no Rio ou em “localidade com semelhante segurança”. Martins, que assina a petição, alega risco de vida do empresário.
“É notório que o requerente é empresário, com notória visibilidade no país, de forma que seu encarceramento deste modo, em estabelecimento penal em conjunto com diversas pessoas com conhecimento de sua então vida social e financeira, coloca sua integridade física em risco e torna iminente a ameaça à sua vida”, afirma o advogado no documento.
Na petição, Martins faz inúmeras críticas ao sistema carcerário no país. Eike foi preso nesta segunda-feira ao retornar ao Brasil. Ele teve a cabeça raspada e foi transferido para Bangu 9, já que não tem ensino superior.
“É público e notório que o sistema carcerário no Brasil está falido. As recentes notícias no tema em comento provam que as penitenciárias se transformaram em verdadeiras “usinas de revolta humana”, uma bomba-relógio que o judiciário brasileiro criou no passado a partir de uma legislação que hoje não pode mais ser vista como modelo primordial para a carceragem no país”.

Diário do Poder/O Globo



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