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terça-feira, 28 de março de 2017

Em carta, autor de atentado contra promotores do MPRN diz que Cláudio Santos “assassinou a ética”

O servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte Guilherme Wanderley Lopes da Silva, responsável por atentar contra as vidas do procurador-geral de Justiça do Estado, Rinaldo Reis, do procurador-geral adjunto, Jovino Pereira, e do promotor Wendell Beetoven na última sexta-feira 24, citou o desembargador Claudio Santos, ex-presidente do Tribunal de Justiça, na carta que entregou às vítimas do atentado antes de atirar contra elas.
No item 9 do documento, intitulado de “o que o povo deve fazer para saber identificar o mal político?”, Guilherme dispara contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça do RN ao explicar as medidas que a população deveria adotar para combater as pessoas que utilizam os órgãos públicos para se satisfazer profissionalmente.
“Vejam o mal que o desembargador Claudio Santos causou… assassinou a ética e, mesmo assim, foi várias vezes aplaudido. É mais uma chaga do nosso Estado. Se precisasse, ele alcançaria a mesma maldade do antigo Rei Nabucodonossor para atingir seus malditos propósitos pessoais”, escreveu o atirador.
O nome do desembargador, no entanto, apareceu apenas uma única vez no ‘discurso’ de Guilherme, que tinha como principal alvo o procurador Rinaldo Reis, a quem qualificou de “homem sujo, perseguidor, egoísta, articulador, saqueador, descumpridor de leis e princípios que nos são muito valorosos.”
No primeiro tópico da sua carta, Guilherme Wanderley explicou, de maneira sucinta, a motivação que teve para atentar contra as vidas dos promotores citados. “O motivo é intuitivo: legítima defesa sui generis própria e alheia. Alguém precisava fazer algo efetivo e dar uma resposta a esse genuíno crime organizado.”
Já no item 3, denominado de “quem é Rinaldo Reis Lima?”, o atirador foi ainda mais incisivo contra o alvo principal do ataque, que acabou sendo o único não atingido por disparos na ação: “É a personificação do câncer. Uma chaga que precisa ser eliminada. Um lobo em pele de cordeiro. Está intimamente ligado a destruição, fazendo parte de sua essência”, seguiu.
No fim da carta que tem, ao todo, 19 páginas, Guilherme denunciou a suposta existência de práticas corruptas dentro do Ministério Público do Rio Grande do Norte, finalizando ao apontar defeitos do atual PGJ e dele próprio. “A corrupção era e é gigantesca. O dinheiro comprou a lealdade da maioria dos membros. Assim, ele (Rinaldo Reis) tinha um defeito e eu tenho outro. O dele é achar que é um faraó e tudo pode, o meu é ter verdadeira ojeriza pela desonestidade e injustiça a ponto de agir dessa forma, sem piedade, mesmo sabendo que peco muito”, concluiu.

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