Ministro Sérgio Moro
O aplicativo de mensagens Telegram revelou nesta
terça-feira, 11, que não há evidências de que o sistema de comunicação foi hackeado.
A empresa repercutiu o caso envolvendo das trocas de mensagens entre o ex-juiz
federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e os integrantes da
força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. As conversas foram divulgadas no
último domingo, 9, pelo site “The Intercept Brasil”.
Segundo o Telegram, em publicação feita no Twitter, “não
há evidência de nenhuma invasão”. “É mais provável que tenha sido malware [uma
espécie de vírus] ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação
em duas etapas”.
O site da empresa de comunicação informa que, ao longo de
seis anos de existência, o Telegram não compartilhou dados com terceiros. Além
disso, China, Irã e Rússia bloquearam o aplicativo porque não puderam acessar
os dados do usuário.
“Nenhuma maneira de minar a criptografia do Telegram foi descoberta,
apesar de pesadas tentativas. Os aplicativos do Telegram são de código
aberto, o que permite que os pesquisadores verifiquem que não há
backdoors”, detalhou a empresa.
O ministro Sérgio Moro também o Twitter para se defender. Ele indicou
acreditar que a conta no Telegram havia sido hackeada. Ele disse que,
“além de juízes e procuradores, jornalistas também tiveram celulares
hackeados pelo mesmo grupo criminoso”.
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