quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Cantora potiguar tem visto negado e fica fora de festival internacional nos Estados Unidos

Reprodução/Instagram

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A cantora potiguar LEOA, nome artístico de Luísa Nascim, teve o visto americano negado na segunda-feira (9) e não poderá participar do SXSW Music Festival 2026, um dos maiores eventos de música e inovação do mundo, realizado anualmente em Austin, no Texas. A artista havia sido oficialmente convidada para integrar a programação do festival, marcado para acontecer entre os dias 12 e 18 de março.

A negativa ocorreu durante atendimento no Consulado dos Estados Unidos em Recife, mesmo após a apresentação de toda a documentação exigida. Além da cantora, o produtor musical Gabriel Souto, que a acompanharia na viagem, também teve o pedido recusado, segundo informações divulgadas pela própria LEOA em suas redes sociais.

Selecionada entre milhares de inscritos, a artista faria parte da agenda oficial do SXSW, espaço tradicionalmente voltado à projeção internacional de novos talentos e à conexão entre músicos, produtores e agentes da indústria cultural de diversos países.

Frustração e impacto na carreira

Nas publicações, LEOA relatou frustração com a decisão do consulado e destacou a importância da apresentação para sua trajetória profissional. Segundo ela, a participação nos showcases oficiais do festival representava um passo estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional.

“Mesmo ciente das dificuldades que imigrantes têm enfrentado para adentrar e permanecer em solo americano, me apresentar em uma das maiores feiras de música do mundo era um grande sonho”, afirmou a cantora. Até o momento, não há informações sobre a possibilidade de um novo pedido de visto ou alternativas para viabilizar a participação no evento.

Contexto político e repercussão cultural

Ao comentar o episódio, LEOA também mencionou o atual contexto político nos Estados Unidos, marcado por discursos mais rígidos sobre imigração. A decisão do consulado ocorreu um dia após a apresentação do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX, que ganhou repercussão internacional por exaltar a cultura latina e trazer mensagens de diversidade e inclusão.

A performance, realizada no domingo (8), foi criticada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que classificou o show como “absolutamente terrível” em publicação nas redes sociais. Apesar disso, o espetáculo foi amplamente celebrado por artistas e pelo público, reacendendo debates sobre representatividade e políticas migratórias no país.

Até o fechamento desta matéria, o consulado norte-americano não havia se manifestado sobre o caso específico envolvendo a artista potiguar.

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