Projetos desenvolvidos por estudantes de quatro campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) foram aprovados para a 24ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2026, considerada uma das principais mostras científicas do país. A etapa final do evento será realizada presencialmente na Universidade de São Paulo (USP), entre os dias 16 e 20 de março de 2026.
“A participação do IFRN na Febrace é reflexo do apoio à pesquisa e inovação por meio do fomento institucional em editais. É muito relevante e promissor ver nossos estudantes alcançando resultados de excelência no desenvolvimento de soluções às questões da realidade”, destacou a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Francinaide Nascimento.
Sustentabilidade e inovação científica
Pelo Campus Apodi, o projeto “ECOCLEAN: Biofiltro oriundo do resíduo do cocos nucifera L. para o tratamento de efluentes hídricos contaminados com corante sintético” foi selecionado pela terceira vez consecutiva para a Febrace. O trabalho propõe a produção de ecofiltro sustentável a partir de resíduos do coco verde para tratamento de efluentes hídricos contaminados por corantes sintéticos.
O trabalho é desenvolvido pelos estudantes Ana Letícia Diógenes Oliveira, Maria Luiza Gomes e Luis Gustavo de Oliveira Fernandes, sob orientação de Tássio Lessa do Nascimento e Luciana Medeiros Bertini.
Para o estudante Luiz Gustavo, a participação na feira representa reconhecimento e impacto social: “É muito gratificante poder atuar em um projeto como esse e levá-lo para a Febrace, porque temos a possibilidade de dar visibilidade a questões tão importantes, como a valorização dos recursos ecosustentaveis e a prevenção do meio ambiente.”
Biotecnologia e economia verde
O Campus Currais Novos participa da edição 2026 com o projeto “Otimização do processo fermentativo da kombucha visando o aumento do rendimento de celulose bacteriana e sua aplicação na produção de canudos biodegradáveis”, desenvolvido pelas estudantes Julia Lara Soares Gundim, Lívya Maria Miranda de Araújo e Sofia Nataly Silva Galvão de Barros, sob orientação da professora Raquel Macedo Dantas CoelhoImagem: reprodução
Segundo a docente, a pesquisa surgiu a partir de sua experiência acadêmica e do potencial sustentável do material desenvolvido: “Durante o processo de fermentação da kombucha ocorre a formação de uma película de celulose bacteriana. Diante do potencial desse material e da crescente preocupação com a poluição ambiental causada pelo descarte de plásticos, surgiu a ideia de desenvolver canudos biodegradáveis como alternativa sustentável.”
A estudante Lívya Maria Miranda de Araújo, do curso Técnico em Alimentos, ressalta o impacto formativo da experiência: “Essa vivência nos proporcionou uma experiência prática em pesquisa, estimulando o pensamento crítico, a inovação e o comprometimento com a sustentabilidade.”
Blog da GL
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