
O Rio Grande do Norte registrou aumento de 10,2% nos casos de feminicídio de 2024 para 2025, segundo o estudo “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira 4. O Estado contabilizou 21 mortes de mulheres este ano, contra 19 em 2024. O percentual do Estado ficou acima da média nacional, que foi de 4,7%.
Entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Norte registrou 100 vítimas de feminicídio: 20 em 2021, 16 em 2022, 24 em 2023, 19 em 2024 e 21 em 2025. No acumulado do período, a variação foi de 3,9%.
Os dados consideram boletins de ocorrência das Polícias Civis e informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Brasil
Em todo o país, no mesmo período de comparação, houve um crescimento de 14,5% nos registros de vítimas de feminicídios. Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil.
Em 2022, na comparação com 2021, a alta foi de 7,6%. Na sequência, em 2023 e em 2024, na comparação com o ano imediatamente anterior, o crescimento ficou na ordem de 1% ao ano. No entanto, em 2025, observou-se um novo salto, dessa vez de 4,7% em um ano.
A evolução das taxas de outros crimes contra mulheres, como ameaça, perseguição, violência psicológica, lesão corporal, estupro e tentativa de feminicídio, também vêm aumentando de forma consistente nos últimos anos, em todo País.
Os dados mostram que a redução das mortes de mulheres em contextos típicos da violência urbana (como conflitos armados, disputas em contexto de tráfico de drogas e vitimização difusa) ocorre em paralelo ao aumento da letalidade em contextos domésticos, familiares e afetivos.
Medidas protetivas
Dos casos sobre os quais havia informação, 148 mulheres (13,1%) tinham Medida Protetiva de Urgência quando foram mortas. A análise desse elemento contempla 1.127 feminicídios em 16 unidades da federação.
Em 2026 a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Desde que foi implementada, o Brasil consolidou avanços no plano normativo de enfrentamento à violência de gênero, avalia o Fórum.
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