quinta-feira, 2 de julho de 2026

Vereador de Lagoa Salgada relata três horas de sequestro após assalto: “Foi um momento de terror”

 Vereador de Lagoa Salgada, Novinho Queiroz, foi vítima de um assalto seguido de sequestro na manhã de terça-feira 30. Foto: Reprodução

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O vereador de Lagoa Salgada, Novinho Queiroz, foi vítima de um assalto seguido de sequestro na manhã de terça-feira 30, na zona rural de Brejinho, e permaneceu sob o poder de criminosos por cerca de três horas. Segundo o parlamentar, ele foi rendido por três homens armados, colocado no porta-malas do próprio veículo, agredido, ameaçado de morte e abandonado amarrado em um canavial. Após conseguir se soltar parcialmente, ele caminhou até encontrar agricultores, que prestaram socorro e o levaram à delegacia.

Em entrevista, Novinho contou que seguia em seu HB20 azul por volta das 7h para buscar um morador que seria levado a uma consulta médica em Monte Alegre. Sem saber, ele se aproximava da fazenda de um primo, que havia acabado de ser alvo dos mesmos criminosos.

Segundo o vereador, ao chegar próximo ao local foi surpreendido por três suspeitos que estavam em duas motocicletas e portavam uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38. “Quando eu vou me aproximando da fazenda, vêm os três bandidos em duas motos. Dois em uma moto e o outro sozinho. Com uma espingarda calibre 12 e um revólver 38.”

Ele afirma que os criminosos anunciaram o assalto, abandonaram as motocicletas em uma área de mata e o colocaram no porta-malas do veículo. “Já foram me abordando dizendo que era um assalto. Abandonaram as duas motos dentro do matagal, me colocaram na mala do meu carro. Um tomou conta da direção, outro no banco da frente e outro atrás no banco traseiro.”

Ameaças e agressões

Durante o trajeto, Novinho afirma que sofreu agressões físicas e psicológicas enquanto permanecia dentro do porta-malas, sem conseguir identificar os criminosos. “Toda hora dando coronhada na minha cabeça com o revólver, com o pano coberto no meu rosto pra mim não olhar onde é que eu estava, nem olhar o rosto deles. Fazendo ameaça, pressão psicológica. Foi um momento de terror.”

Segundo ele, o grupo seguiu até um conjunto habitacional em Brejinho, onde o carro foi estacionado enquanto os suspeitos conversavam com outro homem. “Então eles pegaram com destino a cidade de Brejinho. E quando chegou na cidade de Brejinho, eles pararam num conjunto habitacional lá na cidade de Brejinho e me desligaram o carro. E eu fiquei lá na mala e o carro desligado.”

O vereador relatou ainda que sofre com problemas relacionados a ambientes fechados, situação que agravou o sofrimento durante o período em que permaneceu preso no porta-malas. “Eu tenho problema de saúde, de local fechado. Eu estava sem ar. Provavelmente pra ter um pânico.”

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