A direção clínica da UPA Nova Esperança, em Parnamirim, afirmou que contatos por WhatsApp foram realizados durante o atendimento da criança de 2 anos que morreu na unidade na tentativa de agilizar a transferência para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O esclarecimento foi feito pela diretora clínica Adriana Dantas após a repercussão do caso.
O uso do aplicativo havia sido mencionado pela mãe da criança ao relatar o atendimento recebido pelo filho. Segundo ela, profissionais estariam mantendo contato por WhatsApp enquanto aguardavam informações relacionadas ao quadro da criança.
Ao se pronunciar sobre o caso, Adriana Dantas explicou que os contatos realizados pelo aplicativo ocorreram na tentativa de dar celeridade à busca por uma transferência para terapia intensiva.“Todos os contatos de WhatsApp que foram feitos foi na tentativa de dar celeridade a uma transferência para um leito de terapia intensiva para essa criança, sempre com o intuito de oferecer a melhor assistência possível”, afirmou.A diretora não detalhou quem participava desses contatos nem se o aplicativo também foi utilizado para outras finalidades durante o atendimento.Principal hipótese é meningococcemia fulminante
A direção clínica informou ainda que a principal hipótese diagnóstica levantada durante o atendimento foi de meningococcemia fulminante, embora a causa da morte ainda dependa de confirmação.
Segundo Adriana Dantas, a criança apresentou um quadro de extrema gravidade e evolução rápida. A meningococcemia ocorre quando a bactéria meningococo atinge a corrente sanguínea e se dissemina pelo organismo.
A diretora afirmou que os protocolos médicos foram iniciados precocemente, mas a evolução do quadro foi rápida e a criança não resistiu.
Família questiona atendimento
A manifestação da UPA ocorre depois de a família denunciar suposta negligência. A mãe relatou que levou o filho à unidade após ele apresentar febre e que, durante o atendimento, começaram a surgir manchas que se espalharam rapidamente pelo corpo.
Ela também afirmou que o menino apresentou dificuldade respiratória e questionou a condução do atendimento diante da piora do quadro.
A versão apresentada pela direção sobre os contatos por WhatsApp é, portanto, um dos esclarecimentos dados pela unidade diante dos questionamentos levantados pela família.
Causa da morte será investigada
Após o óbito, a criança foi encaminhada ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O órgão deverá contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer se a hipótese de meningococcemia levantada durante o atendimento será confirmada.
A direção da UPA lamentou a morte, manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que a gestão mantém o compromisso com a transparência e a apuração responsável das circunstâncias do caso.
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