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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Oito presidentes da Câmara são citados em delações da Lava Jato

Bernardo Barbosa/Do UOL, em Brasília 


Favorito à reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados, cuja votação acontece nesta quinta (2), Rodrigo Maia (DEM-RJ) figura entre os oito ocupantes e ex-ocupantes do cargo que são citados em depoimentos de delatores da Operação Lava Jato. 
Entre os ex-presidentes da Casa mencionados estão o atual presidente da República, Michel Temer (PMDB); Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso e teve o mandato cassado; e o hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG), também presidente do PSDB.
Completam a lista o ainda deputado federal Marco Maia (PT-RS); Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo nos governos Dilma e Temer; Aldo Rebelo (PCdoB-AM), ministro nos governos Lula e Dilma; e Luís Eduardo Magalhães, falecido em 1998 (PFL-BA, atual DEM).

Presidentes e ex-presidentes da Câmara citados

Rodrigo Maia (2016)
No acordo de delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, Rodrigo Maia é acusado de ter recebido R$ 100 mil para quitar despesas de campanha. Em troca, ajudaria a aprovar uma medida provisória de interesse da empreiteira. O deputado nega qualquer irregularidade.
Michel Temer (1997-2001 e 2009-2010)
Melo Filho também afirmou que Temer pediu ao empresário Marcelo Odebrecht, preso há mais de um ano, R$ 10 milhões para a campanha eleitoral do PMDB em 2014. O presidente nega as acusações. Em nota enviada à reportagem, a Secretaria de Imprensa da Presidência afirma apenas que "tudo o que o presidente tinha para falar sobre o assunto, já foi falado".
Eduardo Cunha (2015-2016)
Cunha foi citado em diversas delações como beneficiário de propinas do esquema de corrupção na Petrobras. Em nota enviada ao UOL, a assessoria de Cunha diz que as testemunhas "negaram que ele tenha sido beneficiado por negócios junto à Petrobras" e que "o processo está em andamento e a defesa trabalha pela absolvição do ex-deputado".
Aécio Neves (2001-2002)
Aécio foi acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) de ter recebido propinas oriundas de contratos da estatal Furnas. Segundo o senador tucano, as citações feitas por Delcídio ao seu nome são "acusações falsas e requentadas". Em nota, o PSDB diz que "as citações são improcedentes e reproduzem antigas acusações feitas pelo PT em MG com objetivos meramente políticos". 
Marco Maia (2011-2012)
Também segundo Delcídio, Marco Maia "cobrava pedágios" para não convocar empreiteiros e evitar investigações contra os executivos sob suspeita de participação no esquema na Petrobras. O deputado diz ser vítima de uma "mentira deslavada".
Henrique Eduardo Alves (2013-2014)
Henrique Eduardo Alves aparece na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em doações eleitorais oriundos de propina. O deputado nega envolvimento.
 
Aldo Rebelo (2005-2007)
Aldo Rebelo foi citado pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) como receptor de propinas de contratos do Minha Casa, Minha Vida. Rebelo afirma que as declarações de Corrêa são falsas.
 

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