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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dois delegados federais são mortos a tiros em Florianópolis


 
Dois delegados da Polícia Federal (PF) foram mortos a tiros em Florianópolis na madrugada desta quarta-feira (31) em uma casa de prostituição. Uma terceira pessoa também foi baleada. De acordo com a PF, as vítimas trabalhavam no estado do Rio de Janeiro.
Adriano Antonio Soares era delegado chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis e abriu o inquérito para investigar o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Já Elias Escobar atuava em Niterói.
Em nota, a Polícia Federal lamentou a morte dos policiais e esclareceu que o inquérito que apura o acidente envolvendo a morte de Teori encontra-se em Brasília, presidido por outro delegado, e apenas foi registrado em Angra dos Reis, local do fato. 

 Elias Escobar foi um dos delegados mortos em Florianópolis (Foto: Arquivo pessoal)

Briga em casa noturna

Os policiais estavam em uma casa na rua Fúlvio Aducci, no bairro Estreito, região continental da capital catarinense. De acordo com a Polícia Federal, ocorreu um desentendimento entre frequentadores e tiroteio por volta das 2h. Os policiais federais não estavam em serviço.
Um dos policiais teria morrido no local e outro no hospital. A terceira pessoa baleada seria um dos envolvidos no desentendimento e até o início da manhã desta quarta-feira estava internada e não teve a identidade divulgada.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 5h30, um veículo teria passado em frente a unidade de saúde atirando. Ninguém se feriu nesta segunda ocorrência.

Investigação

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal. Ao menos outros dois homens estariam envolvidos na briga. Nenhum suspeito foi detido. O motivo da discussão na casa ainda não foi informado.
Segundo a PF, as vítimas estavam em Florianópolis participando de um curso.

Nota da Polícia Federal

A Polícia Federal lamenta a morte de dois delegados, ocorrida na madrugada de hoje (31/05) em Florianópolis/SC. Os dois atuavam em Angra dos Reis e Niterói, respectivamente, e estavam na cidade participando de uma capacitação interna. O falecimento dos policiais decorreu de uma troca de tiros em um estabelecimento na capital catarinense. Neste momento de imensa tristeza, a Polícia Federal expressa suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos enlutados. Sobre informações que relacionam um dos policiais mortos à investigação do acidente aéreo que vitimou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a PF esclarece que o inquérito que apura o caso encontra-se em Brasília/DF, presidido por outro delegado, e apenas foi registrado em Angra dos Reis, local do fato.

"Era muito discreto", diz vizinha sobre local onde delegados da PF foram mortos


A casa noturna onde dois delegados federais do Rio de Janeiro foram mortos na madrugada desta quarta-feira, na região continental de Florianópolis, amanheceu fechada e sem qualquer aviso na porta. Segundo os moradores da região, todas as manhãs, funcionários colavam na fachada do local um pequeno e discreto bilhete com o horário de atendimento e os serviços disponíveis. Nesta manhã, no entanto, não havia informações e ninguém foi encontrado. O local era conhecido nos arredores como Porta Azul.
Com a chuva forte que caía, a movimentação era tranquila em frente ao local, que funciona na primeira quadra da movimentada Rua Fúlvio Aducci, no bairro Estreito. Ninguém foi visto entrando ou saindo da casa e apenas a imprensa passava pelo local.  
— Eu nem sabia que funcionava uma casa noturna. Eu chego e saio cedo daqui e fiquei muito surpresa com o que me contaram. Não vi ninguém da polícia por ali. Era muito discreto — contou uma mulher que trabalha próximo ao local e preferiu não se identificar.  
Na região, a maioria dos imóveis funciona como loja de móveis, roupas ou utensílios domésticos. Conforme contou uma moradora, pelo menos quatro tiros puderam ser ouvidos antes de toda a movimentação da polícia começar. O barulho das sirenes acordou a senhora por volta das 3h. 
Segundo a investigação da Polícia Civil, que conta com a ajuda da Polícia Federal, a briga envolvendo Elias Escobar, 60 anos, Adriano Antônio Soares, 47, e Nilton Cesar Souza Junior, 36, começou dentro do estabelecimento e os tiroteios aconteceram no corredor do terreno que dá acesso ao local. De acordo com o boletim de ocorrência, feito por um segurança da casa, o estabelecimento também era utilizado para prostituição. O imóvel de dois pavimentos abriga ao menos cinco quartos no andar de cima. 

 
 

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