sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Operação da PF expõe esquema de tráfico de animais silvestres e mira atuação interestadual no RN

 Foto: PF/Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã da quarta-feira (4), a Operação Volantes, com o objetivo de apurar a posse, o uso e a comercialização irregulares de animais silvestres sem autorização do órgão ambiental competente, no Rio Grande do Norte.

A ação foi autorizada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte e resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O alvo da investigação é suspeito de envolvimento direto com práticas ilegais relacionadas à fauna silvestre brasileira.

Segundo a Polícia Federal, a operação integra um conjunto de medidas destinadas a aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Atuação conjunta e suspeita de rede criminosa

A Operação Volantes contou com a atuação integrada de policiais federais e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), reforçando o caráter ambiental da investigação.

De acordo com os levantamentos, há indícios da existência de uma rede estruturada voltada à negociação ilegal de animais silvestres, com atuação em diferentes estados da federação, incluindo o Rio Grande do Norte.

As investigações também apontam para a possibilidade de remessa irregular de espécimes da fauna brasileira para o exterior, o que amplia a gravidade dos fatos apurados e pode atrair novas frentes investigativas.

Análise do material e responsabilização criminal

Todo o material eventualmente apreendido durante a operação será submetido à análise técnica especializada, com a finalidade de subsidiar o avanço das investigações e a identificação da origem e do destino dos animais.

Conforme a Polícia Federal, o investigado poderá responder por crimes previstos na legislação ambiental brasileira, especialmente aqueles relacionados à comercialização ilegal de animais da fauna silvestre.

A operação segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas, conforme o aprofundamento das apurações conduzidas pelas autoridades federais.

 

 

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