terça-feira, 1 de setembro de 2026

Quem é Pedro Gadelha, filho de empresário famoso de Natal preso por agredir violentamente a esposa

 Reprodução: Internet

Pedro Gadelha, empresário da Grande Natal e integrante de uma tradicional família empresarial do Rio Grande do Norte, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça potiguar após uma ocorrência de violência doméstica envolvendo sua esposa.

A decisão foi tomada neste domingo (30), durante audiência de custódia.

O caso aconteceu na noite do sábado (29), na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Segundo informações registradas na ocorrência, a mulher teria sido agredida dentro de um veículo após uma discussão.

Pessoas que passavam pelo local teriam presenciado a situação e acionado a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizou a prisão.

Perfil do agressor preso em flagrante

Pedro Gadelha é estudante de gastronomia, empresário e herdeiro do grupo Armazém Pará, tradicional rede varejista que manteve lojas em Natal e encerrou as atividades na capital potiguar em 2021.Filho do empresário Marcantoni Gadelha, conhecido em Natal, Pedro mantém perfil ativo nas redes sociais.Em suas publicações, compartilha registros de viagens internacionais, momentos com os pais e conteúdos relacionados à gastronomia, área na qual demonstra interesse e habilidades como cozinheiro.

Prisão ocorreu após denúncia de agressão

A ocorrência que resultou na prisão de Pedro Gadelha aconteceu na noite de sábado (29). Conforme informações divulgadas sobre o caso, a vítima teria confrontado o empresário após supostamente encontrar mensagens relacionadas a possíveis traições no celular dele.

Ainda segundo os relatos divulgados, a mulher teria sido agredida com diversos golpes nas costas. Pessoas que estavam próximas teriam interferido para interromper a situação e acionado a PRF.

Um vídeo que circulou nas redes sociais registrou parte do episódio. Na gravação, a mulher afirma que já teria sido vítima de uma agressão anterior.

Caso é investigado com base na Lei Maria da Penha

O boletim de ocorrência registrou o caso como lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha. Também consta no procedimento uma acusação de injúria.

Após a prisão em flagrante, Pedro Gadelha foi encaminhado para os procedimentos policiais. Na noite de domingo (30), durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.

A medida determina que o empresário permaneça preso enquanto o caso segue em investigação e tramitação judicial.

Prisão preventiva não significa condenação

A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça e não representa uma condenação. Pedro Gadelha permanece com direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.

As circunstâncias da ocorrência e as acusações apresentadas contra ele deverão ser analisadas ao longo da investigação e do processo.

Relatos sobre episódios anteriores

Após a repercussão do caso, surgiram relatos atribuídos a pessoas próximas à família de que esta não seria a primeira ocorrência de agressão envolvendo o empresário e a companheira.Também foram divulgadas alegações de episódios anteriores envolvendo familiares. Essas informações, contudo, não são tratadas como fatos comprovados ainda, já que não há confirmação oficial ou registros judiciais correspondentes.

Após agressão que levou Pedro Gadelha à prisão, esposa se manifesta pela primeira vez

A defesa da mulher envolvida no caso de violência doméstica que resultou na prisão preventiva do empresário Pedro Gadelha se manifestou nesta segunda-feira (31) sobre a repercussão do episódio.

Em nota assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara, e publicada nas redes sociais, a defesa afirma que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento durante o andamento do caso.

O documento também faz um apelo à imprensa e ao público para que informações sobre o episódio sejam divulgadas com responsabilidade, especialmente em relação à preservação da intimidade da mulher.

A defesa afirma ainda que estão sendo adotadas medidas consideradas necessárias para garantir a integridade física e emocional da vítima.

Defesa cita impactos do ciclo de violência

Na manifestação, a advogada aborda o que classifica como possíveis características do ciclo da violência, mencionando situações como controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional.

A defesa também critica a exposição indevida e a culpabilização da vítima, argumentando que esse tipo de abordagem pode ampliar o sofrimento e dificultar que outras mulheres procurem ajuda e tenham acesso à rede de proteção.

Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção”, afirma a nota.
Caso segue sob investigação

A defesa ressalta que sua atuação é exclusivamente técnica e voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos considerados relevantes para o processo.

O documento também destaca o respeito às atribuições do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal. A defesa afirma que os fatos ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Pedro Gadelha foi preso após uma ocorrência de violência doméstica registrada na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia.

Com a decisão judicial, o empresário permanece preso e à disposição da Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação.

Defesa pede preservação da vítima

Ao final da manifestação, a defesa reforça o pedido para que a mulher seja preservada durante o andamento do caso e afirma que a sociedade deve priorizar o acolhimento e a proteção da vítima.

A nota é assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara.

Leia a nota na íntegra

Diante da repercussão do caso de violência doméstica, esta defesa informa que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas, com a adoção das providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional.

A atuação desta defesa é estritamente técnica, voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos relevantes ao processo, sempre em respeito às atribuições constitucionais do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.

O ciclo da violência pode envolver controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional. Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção.

Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima.

Os fatos seguirão sendo apurados pelas autoridades competentes. À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la.

Após a audiência de custódia, o acusado permanece preso e à disposição da Justiça.

Zenaide fica fora do primeiro debate ao Senado para participar do esforço concentrado em Brasília, em semana de votações do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança, prioridades do governo Lula

 DeFato.com - Politica

A senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição, não participará do primeiro debate entre os candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte, marcado para esta terça-feira (1º), às 20h, pelo Grupo Dial. 

A ausência ocorre justamente no início de uma semana de esforço concentrado no Congresso, em que duas propostas de grande repercussão estarão no centro das atenções: a PEC que acaba com a escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. Zenaide já se posicionou publicamente a favor da redução da jornada e do modelo 5x2.

As duas propostas integram o conjunto de prioridades negociado pelo presidente Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. A votação da PEC do fim da escala 6x1 está oficialmente marcada na CCJ para quarta-feira (2), às 9h, enquanto a PEC da Segurança também está entre as prioridades do esforço concentrado.

SUS vai disponibilizar três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão

Magnific

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o tratamento oferecido a pacientes com câncer de pulmão com a inclusão de três medicamentos de alta tecnologia, brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Anunciada pelo Ministério da Saúde, a medida prevê que os tratamentos sejam financiados integralmente pelo Governo Federal e beneficiem cerca de 1,9 mil pacientes.

As primeiras entregas estão previstas para começar em outubro, de forma gradual, conforme as negociações com os fornecedores e a estrutura necessária para disponibilização de cada medicamento.

A iniciativa ocorre em meio às ações de conscientização sobre o câncer de pulmão e faz parte da ampliação da assistência farmacêutica oncológica na rede pública. A proposta é aumentar o acesso a terapias consideradas de alto custo e oferecer alternativas de tratamento de acordo com as características clínicas e moleculares de cada paciente.

Dois dos medicamentos incorporados, brigatinibe e gefitinibe, são terapias-alvo administradas por via oral. Eles atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas e podem ser utilizados em casa, além de apresentarem menor incidência de alguns efeitos adversos em comparação com determinados protocolos tradicionais de quimioterapia.

Tratamentos podem custar mais de R$ 600 mil na rede privada

O custo dos tratamentos ajuda a dimensionar o impacto da incorporação para os pacientes atendidos pela rede pública. Na rede privada, o brigatinibe e o gefitinibe, juntos, podem ultrapassar R$ 604,2 mil por ano.

O terceiro medicamento incluído é o durvalumabe, uma imunoterapia indicada para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia. O tratamento atua fortalecendo a resposta do sistema imunológico para combater as células tumorais e apresenta resultados positivos no aumento da sobrevida dos pacientes.

Na rede particular, o tratamento com durvalumabe pode superar R$ 643 mil por ano. Com o financiamento integral pelo Governo Federal, a expectativa é ampliar o acesso a essas terapias para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública de saúde.

Nova política amplia oferta de medicamentos oncológicos

A inclusão dos três medicamentos integra a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política que prevê a disponibilização de 23 medicamentos de alto custo para o tratamento do câncer no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos oncológicos na rede pública.

Além da incorporação de novas tecnologias, a política também amplia as indicações de medicamentos que já estão disponíveis no sistema. A estimativa é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela iniciativa, que terá orçamento anual aproximado de R$ 2,1 bilhões, financiado pela União.

A aquisição e o abastecimento dos medicamentos serão organizados por três modelos. No formato centralizado, o Ministério da Saúde será responsável pela compra e distribuição, como no caso do brigatinibe. No modelo descentralizado, hospitais e gestores locais fazem a aquisição com repasse federal por meio da Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC), como ocorre com o gefitinibe.

Compras terão modelos diferentes para cada medicamento

O terceiro formato será a Ata de Negociação Nacional, utilizada para o durvalumabe. Nesse modelo, o Ministério da Saúde negocia um preço único para todo o país, enquanto os gestores realizam a compra de acordo com a demanda das unidades de saúde habilitadas.

A oferta dos três medicamentos não ocorrerá de uma só vez. A distribuição será implementada gradualmente, levando em consideração as negociações para aquisição junto aos fornecedores e as características operacionais de cada tecnologia. A previsão do Ministério da Saúde é iniciar as primeiras entregas em outubro.

Atualmente, o tratamento do câncer de pulmão no SUS é realizado de forma integral nas unidades habilitadas em oncologia. A escolha da estratégia terapêutica considera as condições clínicas e as características moleculares do paciente.

A assistência pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo destinadas a grupos específicos, de acordo com as diretrizes clínicas e as tecnologias disponíveis na rede pública.

A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, afirmou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Segundo ela, o Ministério da Saúde mantém diálogo com a indústria farmacêutica para viabilizar a oferta dos medicamentos da maneira mais rápida possível.

 

Lavínia Manso, Graduanda em Jornalismo pela (UFRN). 

Produz conteúdo para o portal BNews Natal.

 

Pesquisador da UFERSA aponta caminhos para tornar produção de sal mais sustentável no RN

 

 

A produção de sal marinho é uma atividade histórica e estratégica para o Rio Grande do Norte, estado que responde por cerca de 95% da produção brasileira. É também um setor que enfrenta o desafio de conciliar produtividade, modernização e preservação ambiental. É nesse cenário que a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) tem um papel importante, por meio de pesquisas voltadas à compreensão da atividade salineira e à busca de alternativas mais eficientes e sustentáveis.

Professor e pesquisador da UFERSA, Rogério Taygra Vasconcelos Fernandes (foto), atua há mais de uma década junto ao setor salineiro. Sua trajetória acadêmica multidisciplinar, com formação em Engenharia de Pesca e Engenharia Civil, além de Mestrado e Doutorado em Ciência Animal, na linha de Ecologia e Conservação do Semiárido, levou-o a concentrar pesquisas na interface entre atividade salineira, meio ambiente e desenvolvimento regional.

Para o pesquisador, a responsabilidade da universidade vai além da produção de conhecimento acadêmico. Em uma região onde as salinas possuem grande importância econômica e social, a pesquisa precisa estar conectada aos problemas concretos enfrentados pelo setor. “Precisamos desenvolver pesquisas aplicadas, conectadas aos problemas reais do setor e capazes de contribuir para torná-lo cada vez mais eficiente, inovador e sustentável”, afirma o professor.

Rogério Taygra considera que o setor salineiro vive um período de desafios, mas também de oportunidades. A atividade vem passando por processos de modernização, com maior mecanização, automação e controle das etapas produtivas. Ao mesmo tempo, permanecem questões relacionadas à competitividade, à tecnologia e, principalmente, aos impactos ambientais.

É justamente nesse espaço que o pesquisador identifica uma importante contribuição da UFERSA. Segundo ele, as características naturais do Rio Grande do Norte exigem soluções desenvolvidas a partir da realidade local. O estado possui clima, ventos, áreas planas e condições favoráveis à evaporação solar, características que ajudam a explicar sua importância na produção nacional. Por isso, Rogério defende que o conhecimento não deve ser simplesmente importado de outras regiões. É necessário estudar as próprias salinas, seus estuários, o clima e as condições específicas da produção potiguar.

“A universidade não deve estudar o setor de forma distante. Precisamos conhecer a atividade, dialogar com produtores e trabalhadores, entender os processos e transformar esse conhecimento em melhorias”, afirma. A atuação do pesquisador envolve o manejo ecológico das salinas, o estudo da biodiversidade desses ambientes, a mitigação de impactos ambientais, a conservação e recuperação de manguezais e estuários e o desenvolvimento de tecnologias para modernizar a atividade.

A proposta é compreender as salinas não apenas como espaços produtivos, mas também como ambientes que possuem características ecológicas próprias. São áreas manejadas pelo homem que podem abrigar biodiversidade adaptada às condições de elevada salinidade e que também são utilizadas por aves.

Nesse sentido, a sustentabilidade, para Rogério Taygra, não deve ser entendida como um obstáculo à produção. Ela precisa fazer parte do planejamento da atividade. “O futuro da indústria salineira precisa ser mais eficiente e mais sustentável. Precisamos produzir melhor, utilizar os recursos de forma mais inteligente, reduzir impactos e ampliar nossa capacidade de inovação”, reforça.

Água-mãe: de possível rejeito a recurso

Um dos pontos ambientais que recebem atenção do pesquisador é o destino da chamada água-mãe, solução concentrada que permanece após a retirada do cloreto de sódio durante o processo de produção. Rogério ressalta que esse material não deve ser visto simplesmente como um rejeito sem utilidade. A água-mãe contém diferentes sais e elementos minerais que permanecem dissolvidos à medida que ocorre a concentração da salmoura.

O descarte inadequado de uma solução com elevada salinidade pode provocar alterações ambientais, principalmente quando alcança ecossistemas que não estão adaptados a essas condições. Por isso, entre as alternativas estão o controle e o monitoramento dos fluxos de água e salmoura e a investigação sobre o aproveitamento dos componentes presentes nessas soluções.

A própria sequência de concentração pode favorecer a precipitação de outros compostos, incluindo sais de cálcio, sulfatos, potássio e magnésio. Essa característica abre possibilidades para pesquisas voltadas à recuperação de substâncias e ao aproveitamento de coprodutos.

“É justamente aí que a pesquisa aplicada ganha importância: estudar as características desse material e desenvolver alternativas que sejam tecnicamente viáveis, economicamente interessantes e ambientalmente seguras”, explica.

Uma das possibilidades mencionadas pelo pesquisador envolve estudos do professor José Francismar de Medeiros sobre o aproveitamento da água-mãe na agricultura, especialmente como fonte de nutrientes para a produção agrícola. A perspectiva aproxima duas atividades relevantes para o Rio Grande do Norte: a produção de sal e a fruticultura irrigada.

A utilização, entretanto, exige estudos e cuidados técnicos. É necessário avaliar a composição do material, definir doses e formas de aplicação e verificar possíveis efeitos sobre solo, água e plantas. Para Rogério, esse tipo de iniciativa representa uma mudança de lógica: em vez de considerar a água-mãe apenas como um material que precisa ser descartado ou gerenciado ao final da produção, é possível investigar maneiras de transformá-la em recurso.

Sustentabilidade – A conciliação entre produção e conservação ambiental é considerada pelo pesquisador não apenas possível, mas necessária. Para isso, é preciso conhecer profundamente cada sistema produtivo, identificar impactos, evitar aqueles que podem ser evitados, reduzir os que não podem ser completamente eliminados e recuperar áreas quando necessário.

Entre os principais pontos de atenção estão alterações na dinâmica hídrica e na circulação da água, mudanças no solo, transformação de habitats e possíveis alterações de salinidade em ambientes sensíveis. Os manguezais e estuários merecem atenção especial, devido à importância ambiental desses ecossistemas. Mas Rogério também alerta para a necessidade de evitar generalizações: os impactos variam de acordo com a localização, escala, implantação e forma de manejo de cada salina.

Por isso, planejamento ambiental, monitoramento, inovação tecnológica e manejo ecológico precisam caminhar juntos com o diálogo entre pesquisadores, empresas e órgãos ambientais.

Para o futuro, o pesquisador vislumbra uma atividade cada vez mais apoiada por tecnologias como sensores, automação, geotecnologias, sistemas de controle e análise de dados. Essas ferramentas podem ajudar a acompanhar a qualidade da salmoura, controlar níveis de água, melhorar a eficiência da colheita e monitorar parâmetros ambientais. Mas, na visão de Rogério Taygra, o avanço tecnológico precisa estar associado à sustentabilidade.

Para a UFERSA, esse cenário representa também uma oportunidade de fortalecer a pesquisa aplicada e o diálogo com uma das principais atividades econômicas do estado. A concentração da produção salineira no Rio Grande do Norte, segundo o pesquisador, aumenta a responsabilidade das universidades e instituições locais na construção de soluções. “Nós precisamos assumir o protagonismo na produção desse conhecimento”.

A proposta é fazer da ciência produzida na região uma ferramenta para responder aos desafios da própria região. Ao aproximar universidade, setor produtivo e meio ambiente, a pesquisa pode contribuir para que a produção salineira avance não apenas em produtividade e tecnologia, mas também em responsabilidade ambiental e capacidade de inovação.

Para Rogério, esse conhecimento aplicado é fundamental para garantir que a indústria salineira permaneça forte e competitiva ao longo das próximas décadas, sem deixar de lado a conservação dos ambientes que fazem parte da própria realidade produtiva do Rio Grande do Norte.

Vice-prefeito de Acari confirma adesão à candidatura de Allyson Bezerra

 

O cenário político no Seridó potiguar passa por uma nova movimentação com o anúncio do vice-prefeito de Acari, Ari Bezerra, conhecido popularmente como Ari do Hospital, declarando apoio à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte. Ari estava ligado à base de Álvaro Dias (PL), junto ao grupo situacionista liderado pelo prefeito Fernando Bezerra.

A migração de Ari do Hospital soma-se a um movimento recente de constante ampliação na base do União Brasil no interior do estado. Nos últimos dias, o projeto liderado por Allyson Bezerra registrou a adesão de importantes lideranças políticas vindas do PL, como os prefeitos Gustavo Santos, de Nísia Floresta, e Ricardo Brito, do município de Pureza, além da vice-prefeita de Serra Caiada, Socorro Furtado.

Essa sequência de alianças reflete a perda de sustentação de Álvaro Dias (PL) em municípios estratégicos e consolida a expansão da campanha de Allyson Bezerra pelo Seridó, Agreste e Litoral potiguar.

Avião com 151 pessoas sai da pista durante pouso no Paraná

 

Um avião da Latam com 151 pessoas a bordo saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). A aeronave havia partido do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Cascavel.

Segundo informações divulgadas pela companhia aérea, o voo LA3858 transportava 145 passageiros e seis tripulantes. O incidente ocorreu por volta das 9h45, durante o pouso. Apesar da saída da pista, ninguém ficou ferido.

Avião saiu da pista durante pouso

O Airbus A320 deixou a área pavimentada e parou em um trecho de lama ao lado da pista. No momento do pouso, chovia em Cascavel, e as condições meteorológicas estão entre os fatores analisados pelas autoridades.

Depois do incidente, os passageiros desembarcaram em segurança. Além disso, equipes trabalharam no local para avaliar as condições da aeronave e preparar a retirada do avião.

Aeroporto de Cascavel teve operações afetadas

Por causa do incidente, o Aeroporto Regional de Cascavel interrompeu as operações. A situação também afetou o voo de retorno da Latam para Guarulhos.

A companhia cancelou o voo LA3859 e informou que remanejou os passageiros para outras opções de viagem, incluindo voos a partir de Foz do Iguaçu.

Além disso, a Latam informou que presta assistência aos passageiros e acompanha a investigação das autoridades. A empresa também avalia as condições para remover a aeronave do local.

Autoridades investigam o incidente

As causas que levaram o avião a sair da pista ainda não foram esclarecidas. Portanto, as condições da pista, o clima e os procedimentos realizados durante o pouso deverão fazer parte da apuração.Até o momento, o caso é tratado como um incidente sem registro de feridos entre os 151 ocupantes da aeronave.

Policiais penais encontram buraco e impedem tentativa fuga em Alcaçuz

 Buraco encontrado em cela do Complexo de Alcaçuz

Policiais penais impediram uma nova tentativa de fuga no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. Durante uma revista realizada no fim de semana no Pavilhão 4, os agentes encontraram um buraco que estava sendo aberto em uma cela. A descoberta ocorre um mês depois da fuga de 11 detentos do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, que integra o complexo.

A tentativa foi descoberta depois que policiais perceberam uma diferença na pintura de uma das paredes. Os presos foram retirados da cela para que os agentes verificassem o local. Durante a inspeção, a equipe identificou a abertura escondida na estrutura.

Imagens registradas pelos próprios policiais mostram um agente utilizando uma escada para alcançar a parte superior da cela. Ao retirar parte do revestimento da parede, o buraco é localizado. Na gravação, um dos policiais afirma: “Zé, você acabou de abortar uma fuga.”

Até o momento, não foi informado quantos detentos estariam envolvidos na tentativa, há quanto tempo a abertura vinha sendo feita ou quando os presos pretendiam deixar a unidade.

Complexo registrou fuga de 11 presos

A descoberta ocorre 30 dias após 11 detentos escaparem do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga. A fuga aconteceu em 31 de julho, após os presos abrirem um buraco utilizando a estrutura de um vaso sanitário.

As forças de segurança iniciaram buscas na região de Nísia Floresta após a constatação da evasão. Parte dos detentos foi recapturada, enquanto outros permanecem sendo procurados.

A sequência de ocorrências voltou a colocar as condições de segurança do Complexo de Alcaçuz em discussão. O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen- -RN) afirma que a unidade enfrenta problemas estruturais e déficit de servidores.

A presidente do sindicato, Vilma Batista, tem cobrado aumento do efetivo para atender aos quatro pavilhões de Alcaçuz e ao Presídio Rogério Coutinho Madruga.

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), por sua vez, afirma que não divulga informações relacionadas aos procedimentos internos de segurança das unidades prisionais e sustenta que o sistema funciona dentro da normalidade. Depois da fuga de julho, a pasta informou que apuraria as circunstâncias da ocorrência, inclusive a possibilidade de eventual facilitação.

Representantes do Governo do Estado, da Seap e do sindicato também participaram de reuniões para discutir as condições de trabalho dos policiais penais e o funcionamento do sistema penitenciário. Até a divulgação da ocorrência deste fim de semana, não havia posicionamento da Seap sobre a nova tentativa de fuga.

Outras fugas registradas

Alcaçuz já havia registrado outro episódio de fuga em 2 de maio, quando cinco presos conseguiram deixar a unidade utilizando uma “tereza”, corda improvisada com lençóis, para transpor o muro. Quatro dos cinco fugitivos foram recapturados. O último deles foi Rodrigo da Silva Nascimento, de 26 anos, localizado em 14 de agosto, em Sousa, na Paraíba. De acordo com a Seap, ele cumpria pena de 37 anos por roubo e corrupção de menores. Maicon Dias Mora permanece foragido entre os cinco detentos que escaparam em maio.