
Pedro Gadelha, empresário da Grande Natal e integrante de uma tradicional família empresarial do Rio Grande do Norte, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça potiguar após uma ocorrência de violência doméstica envolvendo sua esposa.
A decisão foi tomada neste domingo (30), durante audiência de custódia.
O caso aconteceu na noite do sábado (29), na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal.Segundo informações registradas na ocorrência, a mulher teria sido agredida dentro de um veículo após uma discussão.
Pessoas que passavam pelo local teriam presenciado a situação e acionado a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizou a prisão.
Perfil do agressor preso em flagrante
Pedro Gadelha é estudante de gastronomia, empresário e herdeiro do grupo Armazém Pará, tradicional rede varejista que manteve lojas em Natal e encerrou as atividades na capital potiguar em 2021.Filho do empresário Marcantoni Gadelha, conhecido em Natal, Pedro mantém perfil ativo nas redes sociais.Em suas publicações, compartilha registros de viagens internacionais, momentos com os pais e conteúdos relacionados à gastronomia, área na qual demonstra interesse e habilidades como cozinheiro.Prisão ocorreu após denúncia de agressão
A ocorrência que resultou na prisão de Pedro Gadelha aconteceu na noite de sábado (29). Conforme informações divulgadas sobre o caso, a vítima teria confrontado o empresário após supostamente encontrar mensagens relacionadas a possíveis traições no celular dele.
Ainda segundo os relatos divulgados, a mulher teria sido agredida com diversos golpes nas costas. Pessoas que estavam próximas teriam interferido para interromper a situação e acionado a PRF.
Um vídeo que circulou nas redes sociais registrou parte do episódio. Na gravação, a mulher afirma que já teria sido vítima de uma agressão anterior.Caso é investigado com base na Lei Maria da Penha
O boletim de ocorrência registrou o caso como lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha. Também consta no procedimento uma acusação de injúria.
Após a prisão em flagrante, Pedro Gadelha foi encaminhado para os procedimentos policiais. Na noite de domingo (30), durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.
A medida determina que o empresário permaneça preso enquanto o caso segue em investigação e tramitação judicial.
Prisão preventiva não significa condenação
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça e não representa uma condenação. Pedro Gadelha permanece com direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.
As circunstâncias da ocorrência e as acusações apresentadas contra ele deverão ser analisadas ao longo da investigação e do processo.
Relatos sobre episódios anteriores
Após a repercussão do caso, surgiram relatos atribuídos a pessoas próximas à família de que esta não seria a primeira ocorrência de agressão envolvendo o empresário e a companheira.Também foram divulgadas alegações de episódios anteriores envolvendo familiares. Essas informações, contudo, não são tratadas como fatos comprovados ainda, já que não há confirmação oficial ou registros judiciais correspondentes.Após agressão que levou Pedro Gadelha à prisão, esposa se manifesta pela primeira vez
A defesa da mulher envolvida no caso de violência doméstica que resultou na prisão preventiva do empresário Pedro Gadelha se manifestou nesta segunda-feira (31) sobre a repercussão do episódio.
Em nota assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara, e publicada nas redes sociais, a defesa afirma que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento durante o andamento do caso.
O documento também faz um apelo à imprensa e ao público para que informações sobre o episódio sejam divulgadas com responsabilidade, especialmente em relação à preservação da intimidade da mulher.
A defesa afirma ainda que estão sendo adotadas medidas consideradas necessárias para garantir a integridade física e emocional da vítima.
Defesa cita impactos do ciclo de violência
Na manifestação, a advogada aborda o que classifica como possíveis características do ciclo da violência, mencionando situações como controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional.
A defesa também critica a exposição indevida e a culpabilização da vítima, argumentando que esse tipo de abordagem pode ampliar o sofrimento e dificultar que outras mulheres procurem ajuda e tenham acesso à rede de proteção.
Julgamentos precipitados, exposição
indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e
afastam outras mulheres da rede de proteção”, afirma a nota.
Caso segue sob investigação
A defesa ressalta que sua atuação é exclusivamente técnica e voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos considerados relevantes para o processo.
O documento também destaca o respeito às atribuições do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal. A defesa afirma que os fatos ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Pedro Gadelha foi preso após uma ocorrência de violência doméstica registrada na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia.
Com a decisão judicial, o empresário permanece preso e à disposição da Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação.
Defesa pede preservação da vítima
Ao final da manifestação, a defesa reforça o pedido para que a mulher seja preservada durante o andamento do caso e afirma que a sociedade deve priorizar o acolhimento e a proteção da vítima.
A nota é assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara.
Leia a nota na íntegra
Diante da repercussão do caso de violência doméstica, esta defesa informa que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas, com a adoção das providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional.
A atuação desta defesa é estritamente técnica, voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos relevantes ao processo, sempre em respeito às atribuições constitucionais do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.
O ciclo da violência pode envolver controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional. Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção.
Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima.
Os fatos seguirão sendo apurados pelas autoridades competentes. À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la.
Após a audiência de custódia, o acusado permanece preso e à disposição da Justiça.





