Detidos
há 14 dias no Quartel do Comando Geral da Polícia
Militar, em Natal, o empresário Edson César Cavalcante
Silva e o contador Fabiano Lindemberg Santos Romeiro, acusados de
participação nas fraudes no Departamento Estadual
de Trânsito (DETRAN-RN), deverão deixar o alojamento
da unidade militar hoje. Ontem, a juíza titular da 6a. Vara
Criminal, Emanuella Cristina Pereira Fernandes, publicou decisão
na qual determina a transferência destes envolvidos para uma
unidade prisional comum. Sem portar diploma de nível superior,
o proprietário da Inspetrans e sócio de George Olímpio,
Edson César Cavalcante Silva (conhecido como "Mou"),
deverá ocupar uma cela comum em um dos Centros de Detenção
Provisória (CDPs). Caso não seja disponibilizada nenhuma
vaga em algum dos Centros, ele poderá ser encaminhado para
o Presídio Rogério Coutinho Madruga, em Alcaçuz,
que também recebe presos de forma provisória.
Formado em Ciências Contábeis, o contador das empresas de George Olímpio, Fabiano Lindemberg Santos Romeiro, poderá seguir os mesmos passos de Edson César Cavalcante Silva em relação ao prédio para o qual será transferido. A diferença, porém, é que Fabiano Lindemberg vai ocupar uma "cela especial", por ser portador de diploma universitário. Ontem à tarde, a movimentação de advogados na sede do Comando Geral da Polícia Militar era intensa.
O advogado Wilker Matoso, que defende o empresário Edson César Cavalcante Silva, afirmou que nada poderia fazer para reverter a determinação da juíza. "A decisão não cabe recurso da defesa. Mesmo assim, entrei com um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça e aguardamos julgamento", disse. Matoso comentou, ainda, que seu cliente poderia responder às acusações em liberdade, sem a necessidade de cumprir prisão preventiva.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, disse que a partir do recebimento da citação da Justiça para transferência dos detidos, a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania é convocada para disponibilizar vagas no sistema prisional e realizar a transferência dos acusados.
No início da noite de ontem, o titular da Coordenadoria de Administração Penitenciária (COAPE), José Olímpio, afirmou que ainda não havia recebido o ofício para transferência dos acusados. Indagado sobre a questão de vagas nas unidades, ele reafirmou que estão lotadas. "Eu não tenho como fazer distinção de presos no sistema prisional comum. Os Centros de Detenção estão superlotados e não existem celas isoladas em nenhuma das unidades", destacou José Olímpio.
Além dos advogados, familiares dos acusados que continuam detidos fizeram visitas ao longo da tarde de ontem no Quartel. Dentre eles, estava a mãe de George Anderson Olímpio da Silveira, apontado como o mentor do processo fraudulento. Ela chegou ao local por volta das 15h30 para entregar uma toalha para o filho e saiu cerca de 15 minutos depois sem conceder entrevista.
Formado em Ciências Contábeis, o contador das empresas de George Olímpio, Fabiano Lindemberg Santos Romeiro, poderá seguir os mesmos passos de Edson César Cavalcante Silva em relação ao prédio para o qual será transferido. A diferença, porém, é que Fabiano Lindemberg vai ocupar uma "cela especial", por ser portador de diploma universitário. Ontem à tarde, a movimentação de advogados na sede do Comando Geral da Polícia Militar era intensa.
O advogado Wilker Matoso, que defende o empresário Edson César Cavalcante Silva, afirmou que nada poderia fazer para reverter a determinação da juíza. "A decisão não cabe recurso da defesa. Mesmo assim, entrei com um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça e aguardamos julgamento", disse. Matoso comentou, ainda, que seu cliente poderia responder às acusações em liberdade, sem a necessidade de cumprir prisão preventiva.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, disse que a partir do recebimento da citação da Justiça para transferência dos detidos, a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania é convocada para disponibilizar vagas no sistema prisional e realizar a transferência dos acusados.
No início da noite de ontem, o titular da Coordenadoria de Administração Penitenciária (COAPE), José Olímpio, afirmou que ainda não havia recebido o ofício para transferência dos acusados. Indagado sobre a questão de vagas nas unidades, ele reafirmou que estão lotadas. "Eu não tenho como fazer distinção de presos no sistema prisional comum. Os Centros de Detenção estão superlotados e não existem celas isoladas em nenhuma das unidades", destacou José Olímpio.
Além dos advogados, familiares dos acusados que continuam detidos fizeram visitas ao longo da tarde de ontem no Quartel. Dentre eles, estava a mãe de George Anderson Olímpio da Silveira, apontado como o mentor do processo fraudulento. Ela chegou ao local por volta das 15h30 para entregar uma toalha para o filho e saiu cerca de 15 minutos depois sem conceder entrevista.
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