quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Criança segura arma de brinquedo em ato político no RN, diz mãe ao Conselho Tutelar

Criança segura arma de brinquedo em ato político no RN, diz mãe ao Conselho Tutelar

A mãe da criança que apareceu segurando uma suposta arma durante uma comemoração política em Parnamirim, na Grande Natal, afirmou que o menino estava sob a guarda do pai e que o objeto era uma arma de brinquedo. O depoimento foi dado ao Conselho Tutelar do município nesta terça-feira, 6 de outubro. O fato, ocorrido no sábado, 3 de outubro, dia antes do primeiro turno das eleições, gerou repercussão nacional.

A conselheira Amanda Melo, ouvida pela Tribuna do Norte, relatou que a mãe confirmou conhecer a arma de brinquedo usada pelo menino, um simulacro de arma de estopim. A Polícia Civil divulgou nota e informou que pretende acessar essa arma para comprovar o seu tipo.

As imagens, feitas no bairro Cohabinal, mostram a criança em cima do teto de um carro segurando um objeto similar a uma arma enquanto adultos dançam e filmam. Ainda não há confirmação oficial se era uma arma de fogo, e a 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim investiga o caso, analisando as imagens e buscando esclarecer os fatos.

A mãe explicou que o menino estava com o pai, pois eles são divorciados e têm um acordo informal de guarda compartilhada: a criança fica com a mãe durante a semana e com o pai nos fins de semana. Ela disse não saber que o pai participaria do evento político, uma espécie de arrastão de campanha, e soube do vídeo pelas redes sociais, ficando chocada.

Após o episódio, a mãe recebeu a criança no dia seguinte e discutiu com o pai, mas o menino, apesar de nervoso, defendeu que o pai não teve culpa.

O caso afetou emocionalmente a criança, que está abalada e tem evitado ir à escola, por se sentir reconhecida e hostilizada pelos colegas, além de sofrer com comentários agressivos nas redes sociais.

A mãe foi encaminhada ao Poder Judiciário para regularização da guarda, pois o Conselho Tutelar entendeu que não havia necessidade de afastar a criança dos pais. A conselheira Amanda Melo ressaltou que não cabe ao Conselho decidir sobre guarda, mas que é possível que a mãe ganhe a guarda unilateralmente, mantendo o direito do pai às visitas. Ela também destacou a importância de evitar julgamentos precipitados sem ouvir todas as partes.

Além da comemoração política, a conselheira mencionou que há vídeos circulando em que o menino aparece dirigindo um veículo, o que pode levar a providências judiciais mais rigorosas caso confirmado.

Créditos: Tribuna do Norte

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