terça-feira, 20 de outubro de 2026

MPE PRECISA AGIR CONTRA PL E NOVO APÓS ATO ELEITORAL NA UFRN TERMINAR EM VIOLÊNCIA, VANDALISMO E AULAS CANCELADAS

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) precisa apurar e adotar as medidas cabíveis contra os responsáveis pelo ato pró-Flávio Bolsonaro realizado na UFRN, incluindo a responsabilidade do PL, do deputado federal General Girão e do Novo, por meio de seu presidente estadual também pessoalmente presente. 

A realização de propaganda eleitoral em instituições públicas de ensino é vedada pela legislação eleitoral. O episódio terminou em confrontos, estudante ferido e aulas canceladas pela baderna e carros de som com funk no volume máximo. 

Não se pode transformar uma universidade federal em palco de confronto político sem que as responsabilidades sejam investigadas.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o confronto, a agressão ao estudante e os danos ao portão da universidade. Há ainda vídeos mostrando que General Girão dirigiu ofensas aos universitários, chamados de “vagabundos” e “maconheiros” através de carro de som. 

Mensagens que teriam circulado em grupos de WhatsApp também precisam ser examinadas para verificar a denúncia de que o ato foi previamente articulado para provocar estudantes, gerar tumulto e posteriormente apresentar seus organizadores como vítimas. Os vídeos e as imagens foram publicados pelo O Potiguar em seu instagram (@PortalOpotiguar) com exclusividade.

A questão ultrapassa o direito à manifestação política que sequer é permitida nas dependências da UFRN. O MPE precisa investigar a possível propaganda eleitoral irregular, a utilização de carros de som durante as aulas e a responsabilidade individual de organizadores e participantes pela violência e pelo vandalismo. 

General Girão atribuiu os confrontos aos opositores do ato, mas não é o que as gravações mostram. Os registros em vídeo, amplamente divulgados, oferecem elementos para a apuração. A universidade não pode ser utilizada como instrumento de campanha eleitoral à margem da lei.

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