Os agentes municipais têm até o dia 28 de abril para registrar a
frequência escolar das 16,2 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e
17 anos. Até o dia 18 de abril aproximadamente 48% dos estudantes entre
6 e 15 anos e 38,2% dos de 16 e 17 anos, tiveram registrada sua
frequência escolar relativa aos meses de fevereiro e março. O número
representa o monitoramento de 8,4 milhões de crianças e adolescentes
atendidos pelo Bolsa Família.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que crianças de
até 15 anos precisam frequentar 85% das aulas e jovens de 16 a 17 anos,
pelo menos 75%, para manter o benefício. O esforço para que os filhos
dos beneficiários do Bolsa Família permaneçam na escola é uma estratégia
que visa combater a pobreza das futuras gerações. Por isso, é
fundamental que governo federal, estados e Municípios atuem de forma
integrada no acompanhamento da frequência escolar e na oferta de ensino à
população pobre.
O descumprimento dessa contrapartida por cinco períodos leva ao
cancelamento do benefício. Além da frequência à escola, os beneficiários
precisam manter a agenda de Saúde em dia. Nesse caso, o acompanhamento é
semestral e o prazo termina em 29 de junho.
Segundo a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc), quanto
maior a taxa de acompanhamento, mais elevado será o indicador de
Educação e de Saúde para cálculo do Índice de Gestão Descentralizada
Municipal (IGD-M). Este recurso financeiro é mensal e repassado pelo
Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para apoiar as ações
administrativas do Bolsa Família nos Municípios.
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