O Ministério da Saúde quer reorganizar a prevenção e o tratamento da
criança com câncer, desde a atenção básica aos serviços de alta
complexidade, de acordo com a realidade de cada região. A proposta está
sendo discutida durante o 13º Congresso Brasileiro de Oncologia
Pediátrica, que termina hoje no Centro de Convenções, em Natal. A médica
oncologista e diretora do Ministério da Saúde, Maria Inez Gadelha,
defende uma reformulação em duas bases: descentralização ao máximo do
diagnóstico e centralização do atendimento terapêutico para a criança
com câncer, tendo em vista que, descobrindo a doença mais rápido, mais
fácil e mais efetivo será o tratamento - ele evolui melhor na criança
que no adulto.
"Enquanto a parte do adulto precisa se interiorizar, multiplicar e trazer os serviços para mais perto das pessoas; na oncologia pediátrica, que também é uma área de alta complexidade, o melhor caminho é descentralizar ao máximo o diagnóstico e centralizar o atendimento terapêutico", disse Maria Inez. Para ela, devido à incidência ser bem maior em adultos do que em crianças, é necessário um tratamento mais centralizado, dependendo de profissionais especializados e tecnologia de ponta. "Se for um atendimento pulverizado perderá em qualidade e tempestividade".
Bom serviço
Segundo dados do MS, existem atualmente 269 hospitais habilitados na alta complexidade em oncologia em todo Brasil. Destes, em torno de 140 atendem a oncologia pediátrica, o que é razoável dentro do que representa a incidência do câncer pediátrico no Brasil. Porém apenas 42 deles atendem mais do que 50 casos por ano e, deste número, apenas 18 atendem mais de 100 casos por ano. "E atender pelo menos 100 casos por ano significa qualidade e que aquele serviço está tendo movimento em quantidade de casos suficiente para manter a própria sustentabilidade", disse a diretora do Ministério da Saúde.
O Nordeste tem serviço de oncologia pediátrica em todos os estados, com exceção do Maranhão. A região está bem melhor no atendimento do que o Norte e o Centro-Oeste do país. O maior atendimento de oncologia pediátrica no país está no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), porque o estado já adota a política de descentralização.
Já o Rio Grande do Norte, apesar de não contar com nenhum hospital público habilitado no tratamento da criança com câncer, está bem servido de pelo menos cinco unidades filantrópicas e particulares. Atualmente, o atendimento é feito principalmente no Hospital Infantil Varela Santiago e no Hospital de Pediatria da UFRN. Mas o maior hospital ainda é o Hospital Luiz Antônio, da Liga Norte-rio-grandense de Contra o Câncer, cuja atuação principal é na área de adultos. Os outros são o Natal Hospital Center e o Hospital do Coração.
"Enquanto a parte do adulto precisa se interiorizar, multiplicar e trazer os serviços para mais perto das pessoas; na oncologia pediátrica, que também é uma área de alta complexidade, o melhor caminho é descentralizar ao máximo o diagnóstico e centralizar o atendimento terapêutico", disse Maria Inez. Para ela, devido à incidência ser bem maior em adultos do que em crianças, é necessário um tratamento mais centralizado, dependendo de profissionais especializados e tecnologia de ponta. "Se for um atendimento pulverizado perderá em qualidade e tempestividade".
Bom serviço
Segundo dados do MS, existem atualmente 269 hospitais habilitados na alta complexidade em oncologia em todo Brasil. Destes, em torno de 140 atendem a oncologia pediátrica, o que é razoável dentro do que representa a incidência do câncer pediátrico no Brasil. Porém apenas 42 deles atendem mais do que 50 casos por ano e, deste número, apenas 18 atendem mais de 100 casos por ano. "E atender pelo menos 100 casos por ano significa qualidade e que aquele serviço está tendo movimento em quantidade de casos suficiente para manter a própria sustentabilidade", disse a diretora do Ministério da Saúde.
O Nordeste tem serviço de oncologia pediátrica em todos os estados, com exceção do Maranhão. A região está bem melhor no atendimento do que o Norte e o Centro-Oeste do país. O maior atendimento de oncologia pediátrica no país está no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), porque o estado já adota a política de descentralização.
Já o Rio Grande do Norte, apesar de não contar com nenhum hospital público habilitado no tratamento da criança com câncer, está bem servido de pelo menos cinco unidades filantrópicas e particulares. Atualmente, o atendimento é feito principalmente no Hospital Infantil Varela Santiago e no Hospital de Pediatria da UFRN. Mas o maior hospital ainda é o Hospital Luiz Antônio, da Liga Norte-rio-grandense de Contra o Câncer, cuja atuação principal é na área de adultos. Os outros são o Natal Hospital Center e o Hospital do Coração.
Do DN
Nenhum comentário:
Postar um comentário